domingo, 22 de outubro de 2017

Das aulas de natação # 2


Há 15 dias enfrentei a minha grande fobia de água e fui à minha primeira aula de natação. Correu melhor do que eu esperava e saí de lá com vontade de aprender mais e mais.

Na semana passada, como estávamos em Madrid não fomos à aula.

Esta semana, foi o descalabro!

Eu tenho muito medo da água e apavora-me o facto de poder ir ao fundo sem contar, muito embora já me consiga deslocar com a cabeça dentro de água e controlar minimamente a respiração.

Na primeira aula, além de exercícios de respiração, andei a deslocar-me na água com o esparguete. Desta vez, a professora queria que eu andasse só agarrada a uma pranchazinha minúscula... nem pensar! Não estava preparada, continuei com o esparguete!

A coisa que mais me afligiu foi depois de estar com o corpo na posição de nadar, voltar à posição vertical, sem me agarrar à borda da piscina. Se de costas, consigo fazer isso bem, de frente é um autêntico martírio. Não conseguia voltar à posição vertical, afligi-me, engoli água, estava super-tensa, não saía do sítio... Enfim, senti mesmo que dei dois valentes passos atrás e saí da aula desmotivada e nervosa.

Dormi mal, sonhei com a piscina, acordei a meio da noite com a sensação do corpo tenso, uma ansiedade terrível...

Decidi enfrentar o meu medo. Hoje não havia aula, mas havia banhos livres e lá fomos os três. Expliquei à Bia o que não conseguia fazer e com a ajuda dela lá consegui uma vez meia tosca... e mais outra... e outra e outra e outra...

Eu sei que parece uma coisa banal, mas para mim é uma grande conquista. A água apavora-me e para isso deixar de acontecer eu tenho de ter confiança de que consigo desenrascar-me.

Hoje, sem o stress da aula e com a piscina praticamente só para nós consegui:
- Treinar a minha respiração dentro de água
- Aprender a voltar à posição vertical, o que é fundamental para ter confiança e deixar o medo mais um bocadinho de lado
- Aventurei-me com a pranchinha! É verdade, larguei o esparguete, apoiei-me na prancha, relaxei o corpo e consegui nadar.

Substituí a frase que dizia no início do banho livre Não consigo, ajuda-me! pela palavra Consegui! e foi uma sensação tão boa!

Claro que ainda falta muuuito, mas estes primeiros passos são fundamentais para vencer o medo.

Quanto à Bia, ora como medo ela não tem, passou logo à pranchinha na primeira aula e ontem já estava sozinha a dar braçadas! É uma categoria esta minha filha!!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

E como é que andamos com a "dieta", Sweet?



Não andamos lá muito bem, confesso.

Sinto que ando sempre a dar um passinho à frente e dois atrás... dois à frente e um atrás... dois atrás e um à frente...

Eu planeio as refeições e corre bem... calho de sair da rotina e ir jantar fora, por exemplo, e sou incapaz de fazer escolhas saudáveis! Lá estrago uma semana toda!

Faço um almoço saudável (sopinha, proteína, salada, fruta)... chego ao lanche da tarde esganada de fome e vai tudo à frente!

Ao jantar até consigo fazer uma refeição equilibrada - ainda que com carboidratos em demasia, sei disso - ai que linda menina que eu sou... * passado meia hora* aaahhh, estou tão desconsolada!! * come bolachas ou chocolates ou cereais *...

Ou seja, eu tenho a teoria toda, mas por vezes custa-me aplicá-la.
Se me mantiver na minha organização a coisa até corre bem! O pior é quando me desvio um milímetro que seja.

Por uma questão de hábito e de ser mais prático para mim, almoço normalmente sopa, uma porção pequena de legumes e uma porção pequena de proteína, quando sei que esse tipo de refeição deveria ser feita ao jantar, porque ao fazer isso ao almoço faz com que fique com fome mais cedo durante a tarde e consequentemente coma mais à noite - é o efeito bola de neve!

Sei disso e vou tentar inverter isso na próxima semana. Vai dar-me mais trabalho para preparar almoços, mas se conseguir agitar o metabolismo, estão vai valer a pena.

O plano é então tornar o almoço mais substancial, para conseguir aligeirar o jantar.

Já os antigos diziam: Pequeno almoço de rico, almoço de remediado e jantar de pobre!

Vamos lá ver como corre.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Da minha organização


Considero-me uma pessoa organizada. Gosto de saber o que tenho de fazer e antecipar algumas tarefas de modo a conseguir manter a minha vida relativamente calma, sem ficar assoberbada com as tarefas diárias, nem ficar com a sensação de que a vida é muito trabalho para pouca diversão.

E para isso adotei alguns métodos que resultam muito bem comigo. Escolhi a parte lateral do meu frigorífico como memo board e é lá que tenho:

Um calendário mensal
É simplesmente uma folha A4 para cada mês com os dias da semana e espaço suficiente para escrever. Aí anoto os aniversários, as consultas, as datas dos testes, os jantares, passeios, enfim, tudo o que seja compromisso que não me queira esquecer, nem queira estar preocupada em lembrar-me de cabeça.

Uma ementa semanal magnética
Foi um verdadeiro achado na feira do € 1 do Jumbo. Tem os dias da semana impressos e só tenho de escrever as refeições que penso fazer.
Desde que adotei este método de perder 5 minutos à sexta feira a fazer a ementa para a semana seguinte noto que comemos de maneira bastante mais variada, deixo de ter o stress de pensar diariamente no que fazer para o jantar e ainda posso adiantar algumas coisitas no fim de semana, se necessário.

Uma To do list magnética
Outra maravilha da feira do € 1 do Jumbo. Aí anoto o que posso adiantar ao fim de semana de modo a facilitar as coisas durante a semana, tendo por base a ementa semanal que está ao lado, assim como as coisas que preciso de fazer lá por casa. Normalmente aproveito o sábado de manhã para ir fazendo as tarefas, uma vez que acordo com as galinha e tudo o resto, dorme. Tendo a tarefa concluída, é só apagar.

O meu bullet journal
Já aqui falei dele e tem sido um prazer criá-lo. Como são só folhas em branco, vou adaptando mensalmente às minhas necessidades, além da parte decorativa ser uma autêntica terapia de relaxamento. Continuo a adorar e preencho-o diariamente!

Neste momento são estes os meus ajudantes e estou a dar-me mesmo muito bem com estes métodos. Fico com a cabeça limpa e consigo organizar-me muito bem.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Deste cansativo fim de semana


Como presente de aniversário, a Bia pediu para ir ao concerto dos R5. A tour desta vez não passou por Portugal, então fomos a Madrid para o nosso único concerto deste ano.

Apesar de gostar de andar no laréu, confesso que, nestes últimos dias, não me estava a apetecer nadinha fazer esta viagem.

Não me estava a apetecer ultimar os preparativos, nem fazer o itinerário, não me estava a apetecer passar por aquela fase exaustiva de pré-concerto para uma banda que até gosto e que já tinha visto ao vivo outras duas vezes, mas cuja paixão é da minha filha.

Não estava a sentir, pronto!

No sábado, depois de nos levantarmos literalmente de madrugada (4h00) andámos a manhã inteirinha a passear pelo centro de Madrid de mochila às costas. De tarde, e por mero acaso, descobrimos que a banda ía fazer uma sessão de autógrafos que, obviamente, não podíamos perder. Foi um miminho bom que a Bia não estava à espera e valeu bem a pena, trouxe um cd autografado, pode estar bem pertinho e até eu falei com eles.

Resultado do primeiro dia: depois de muito poucas horas de sono e de uns quilómetros valentes nas pernas, deitámo-nos ainda não eram 9 da noite 😅.

No dia seguinte, já bem descansados, fomos passear ao maravilhoso Parque del retiro e a Atocha. Almoçámos por lá e ala para o recinto do concerto que ainda ficava longe do centro.

Confesso que a parte do espera-levanta-senta-está calor-doi o cu-doi os pés-tenho sede, é um bocado chata e realmente é preciso gostar muito para aguentar, mas acabou por correr bem.

Apesar de estarmos sensivelmente a meio da fila, quando entramos na sala (que não tinha lugares marcados era plateia em pé) furando aqui e ali pelos cantinhos, a Bia acabou por ficar na primeira fila e eu atrás dela, mais uma vez com vista privilegiada 😊.

Eu não sei porquê, não gosto muito de dançar, mas nos concertos, por mais cansada que esteja, não consigo estar quieta. É o máximo! Adoro! Cheguei ao fim a pingar, exausta, com a voz fraca, mas imensamente feliz. Primeiro pela minha filha, que mais uma vez viu uns miúdos que adora e segundo por mim que continuo a gostar e a divertir-me imenso, não interessa a que idade.

Apanhamos o metro as duas sozinhas às 11 da noite e mesmo assim sempre com o sentimento de segurança. O metro de Madrid é extremamente fácil de entender e leva-nos literalmente a qualquer sítio da cidade.

Desta vez resolvi arranjar alojamento perto do aeroporto com tranfer para o metro, mas longe do centro... big mistake. O grande problema é que estando longe do centro, não nos dava apoio para guardar mochilas e ir descansar um bocadito ou assim, limitava-nos um bocado. Da próxima vez o alojamento é novamente no centro da cidade.

E pronto, foi um fim de semana de muito movimento, muito passeio, muitos quilómetros a pé, pouco descanso e comida de pouca qualidade 😄.

Vai ser para repetir em finais de março, também em Madrid, mas dessa vez por minha causa, a Bia é que vai ser a acompanhante 😆

Ah, e se este ano só fomos a um concerto, para o próximo ano já temos bilhetes para três: um novamente em Madrid, outro em Cardiff e outro em Lisboa, de diferentes artistas, claro. E cheira-me que não vamos ficar por aqui...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia nacional da prevenção da obesidade


Faz precisamente hoje 14 anos que dei o primeiro passo na minha reeducação alimentar.

Ironicamente, descobri há pouco tempo que é neste dia que se fala ainda mais da prevenção da obesidade... engraçado, não?!

Ao longo destes anos todos, o que mais agradeço ter conseguido foi passar a amar-me a mim própria, saber que eu mereço o mundo e a sentir orgulho em mim, com todas as virtudes e defeitos.

E esta minha tatuagem é o símbolo disso mesmo, no pulso direito para nunca mais me esquecer de me amar.

O que mais pena me dá foi ter passado tanto tempo no passado a repudiar-me e com a autoestima no nível negativo.

A Sweet do presente tem uma mensagem para a Sweet do passado e esta música diz absolutamente tudo. É muito isto:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Atletas... ah, pois é!!

No sábado:
- Mãe, agora que somos atletas temos de ter cuidado connosco, com a alimentação e tudo. Eu ajudo-te a ti e tu ajudas-me a mim, combinado?

- Claro que sim, filha. Até estou mesmo a precisar de uma ajudinha que ando a comer porcarias a mais.
...

No domingo:
- Apetecia-me comer KFC...
- Então e a conversa das atletas e tal?!
- Oh, domingo é dia da asneira!...

Atletas em grande forma 😂

sábado, 7 de outubro de 2017

Tu consegues tudo, mãe!


Eu sempre tive medo da água. No duche não gosto de molhar, no mar a água não me passa dos joelhos, na piscina não me atrevo a largar a bordinha. Eu costumo dizer, na brincadeira, que vou morrer na água.

Bia, quando quisers aprender a nadar, eu vou contigo! - já lhe tinha dito isto tantas vezes que nem acreditei quando ela me disse nestas férias que queria ir para a natação...

Engoli em seco e sem pensar muito fui inscrever-nos na piscina municipal. Hoje começaram as aulas e o nervoso miudinho apoderou-se de mim.

E se não conseguir superar o medo da água?
E se só houver miúdos pequenos na aula, que vergonha...
E se a professora não compreender o meu medo e não respeitar o meu ritmo?
E se... E se... E se...

Afinal... nada disso!!

Além de mim e da Bia havia mais uma moça da minha idade, um pouco mais avançada na aprendizagem e 3 miudinhos.

A professora foi o máximo, sempre a dar-me exercícios que achava que eu conseguia superar e eu confesso: nunca imaginei fazer tantos progressos numa só aula.

Aprendi a respirar dentro de água, aprendi a largar-me da bordinha e com a ajuda do esparguete já me consigo movimentar um pouco no meio da piscina.

Fiquei bastante entusiasmada, a Bia sempre de olho em mim e no fim saiu-se com um orgulhoso: Eu não te disse que conseguias mãe?! Tu consegues tudo o que quiseres!

Isto é o que eu sempre lhe disse a vida toda. Ela aplicá-lo em mim é uma dupla vitória!

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

É muito isto...


Esta semana, à pala da TPM - *coitadinha-de-mim-que-estou-com-dores-e-desconsolada-e-mereço-e-é-TPM-é-incontrolável* - enfardei chocolate à grande na 2ª feira à noite... e na 3ª feira à noite... e ontem à noite... e agora estou aqui a lutar comigo mesma para não ir tirar um chocolate quente da máquina porque RAISMAPARTA SE NÃO SOU MAIS FORTE DO QUE O VÍCIO!!

Dasse... já não comia chocolate há tanto tempo - depois da gastroenterite fiquei com medo que me fizesse mal e deixou simplesmente de me apetecer - para que é que me meti outra vez no vício!!

domingo, 24 de setembro de 2017

Mente jovem


Ontem à tarde foi a festa da Bia para os amigos. Ela adora fazer festa para os amigos e enquanto quiser, não me importo de ter a trabalheira em duplicado (uma para a família, outra para os amigos)

Apesar de ter toda a liberdade para fazer absolutamente o que lhe apetecesse - desde shopping, passeio na praia, passeio na Baixa, jantar, cinema, parque, sei lá, tudo... - ela escolheu fazer a festa lá em casa.

Como eram 9 miúdos e para estarem completamente à vontade, pusemos a mesa na garagem, um colchão a servir de sofá, spotify a dar toda a música que ela gosta e lá ficaram eles o mais à vontade possível a conversarem e na galhofa a divertirem-se.

E como se divertiram! E comeram... ai que os adolescentes comem taaanto!!!

Tanto que quando perguntamos se alguém queria ficar para jantar, ficaram quase todos (bom sinal, portanto).

Fomos buscar umas pizzas e juntámo-nos a eles.

Amigo #1: Já ouviram a música nova da Miley que saiu ontem?

Eu: Ouvi, é tão fixe, do estilo do Elvis! Até o look dela está perfeito.

Amiga #2: Gosto tanto dos pais da Bia! Podemos ter uma conversa destas que eles percebem e conseguem conversar!

Amigo #1: Sabem o que podiamos fazer? Fantasiávamo-nos no Halloween, íamos pedir doces e depois vinhamos dormir para aqui para a garagem, era tão giro!!

Amiga #2: Mas a mãe da Bia também vem! Não me quer adotar?!

Decididamente consigo dar-me melhor com os jovens do que com pessoas da minha idade. Mas atenção, sem ser cola, dou-lhes toda a privacidade que eles precisam, mas consigo integrar-me perfeitamente no meio deles.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Fez-lhe bem fazer 15 anos...


Hoje ouvi a minha filha dizer as palavrinhas mágicas:

- Mãe, quero experimentar comer legumes!

Ouvi cânticos dos céus... juro!!

Tal como disse aqui, estava tão preocupada em mantê-la afastada das gorduras que descurei a parte dos vegetais e nunca consegui introduzir legumes que não fossem na sopa, nem frutas que não fossem maçã, cerejas ou clementinas... a miúda é esquisita comó raio!!!

Mas partindo esta decisão dela, estou finalmente a ver uma luz ao fundo do tunel 😊

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Fui ao médico


Ultimamente a minha tensão arterial tem andado alta, mais do que era habitual. De há 4 meses para cá parei com a pílula e mudei para o anel para ver se isso resolvia o problema. Não só não resolveu como piorou ligeiramente.

Em vez de passar já a tomar medicação para a tensão, até janeiro vou experimentar a pílula de progestagénio Azalia que supostamente não interfere com a tensão arterial.

A par disso, tenho mesmo de recomeçar as caminhadas. Quer queira quer não, são fundamentais e podem fazer toda a diferença. E como tenho de me organizar e policiar, vou começar com 3 caminhadas de 30 minutos por semana. Eu sei que é pouco, mas tenho de começar devagar para não desmotivar logo à partida.

Vamos lá ver se funciona...

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O que eu aprendi depois de uma semana de dieta forçada



Além de fortes cólicas, limpeza intestinal profunda e uma moleza fora de série, a gastroentrite que apanhei ensinou-me algumas coisas interessantes.

A saber:

* A nossa mente é poderosíssima! Durante esta semana, eu comia porque tinha de ser e não me apetecia nada. Só conseguia suportar a ideia de comer coisas sem graça tipo arroz branco, frango grelhado ou peixe cozido. Não me vinham à ideia os pensamentos tipo Ah, agora um bocadinho de chocolate é que vinha a calhar...

* Apercebi-me que me acomodei no meu regime de manutenção de peso e convenci-me que ele era suficiente para fazer o peso baixar quando, na realidade, posso fazer alguns ajustes para isso acontecer.

* Como esta semana por um lado não tive grandes desejos e por outro tinha medo que tudo me fizesse mal, mantive uma alimentação bastante clean, o que me ajudou a perder todo o peso que ganhei nas férias e ainda mais algum.

* Ora, isto leva-me a pensar que me posso considerar uma pequena secret eater na medida em que consumo algumas coisas que não deveria, pelo menos com tanta regularidade e isso é o que está a fazer a diferença entre perder peso e mantê-lo.

* Afinal o que eu pensava ser uma alimentação já bastante saudável e sem grandes ajustes a fazer, pode ser melhorada e trabalhada para voltar à perda de peso em vez de andar alegremente a passear entre a manutenção e o leve aumento.

* O mais importante a controlar é a mente, o raio do diabinho que vive pousado no meu ombro a segredar-me obscenidades ao ouvido. Ele é a chave disto tudo!
* É o desconsolo extremo depois do jantar quando tooodos os chocolates da casa, inacreditavelmente, chamam o meu nome.
* É a alimentação mais livre durante TODO o fim de semana quando estamos mais relaxados.
* É o diabinho que me segreda ao ouvido Olha lá aqueles húngaros fresquinhos que estão no frigorífico... hummm, tão bons!!
* Ou Não me digas que vais comer só sopa quando tens ali um restinho de Lays gourmet... é só um bocadinho, para deitar fora o pacote, anda lá...

Reconhecido este facto, vamos lá abanar a coisa um bocadinho para ver se descolamos deste plateaux já tão extenso!!

domingo, 10 de setembro de 2017

Há dias tão bons...

Depois de 3 semanas os três juntos 24/7, já deitávamos a companhia uns dos outros pelos olhos, pelo que o regresso ao trabalho acabou por atenuar um pouco esse "enjoo".

Esta semana a Bia teve duas festas de pijama em casa de amigas e o seu primeiro jantar com amigos com direito a passeio noturno pela marginal de Matosinhos.

Há coisas em que eu sou muito aberta e sinceramente quero muito que ela aproveite a vida nas alturas devidas. Nesta nossa maneira de estar, obviamente, pesa muito o facto de confiarmos plenamente nela, já nos deu provas de ser uma miúda muito responsável e, acima de tudo, muito pouco influenciável.

Mesmo assim, é sempre com um aperto no coração que vivemos as primeiras vezes destas situações novas, mesmo tentando não pensar nos perigos que espreitam a cada esquina. Mas eles eram muitos, o que me tranquilizou, acabou por correr tudo bem, ela divertiu-se e isso é o que importa no fim de contas.

E assim chegamos ao dia de ontem. O afastamento faz bem, desintoxica a relação e aumenta aquela saudadezinha.

Sei que ela gosta muito do tempo que passa com os amigos, mas também gosta muito do tempo que passa connosco. Ela consegue por em prática o que eu sempre lhe disse: Tens tempo para tudo, para a família, para os amigos, para o amor, para os estudos.


Assim, ao fim da tarde, enquanto o pai foi ao futebol, estivemos as duas na praia, pés descalços na areia fria, a passear pela água gelada e a conversar sobre tudo e sobre nada.

Observar o mar, o sol a descer na linha do horizonte, a insistência dos surfistas a lutar com as ondas e simplesmente sentir a aragem gélida de setembro no rosto ou a água fria nos pés, começa a ser uma das nossas atividades favoritas.

Depois disso foi voltar a casa sempre a ouvir música da boa, jantar no sofá com direito às primeiras castanhas da época e ficar enroscadinhas uma na outra a ver episódios atrás de episódios do Biggest Loser, a nossa série de eleição de momento.

Estes são aqueles momentos que na realidade não custam nada, mas que valem tudo 😊

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Setembro = Recomeço


Cada vez mais setembro é para mim sinónimo de recomeço.

Faz todo o sentido até porque normalmente coincide com o final das minhas férias e estou com as baterias completamente carregadas e com espírito ainda zen.

E nesta onda do espírito zen, este mês quero dedicar-me um pouco mais à mente.

Tal como disse aqui, o mal é focarmo-nos mais nas coisas que não gostamos em vez de valorizarmos o que realmente gostamos.

Assim, o meu bullet jornal de setembro tem um espaço reservado a uma positive vibe por dia.


Todos os dias, durante 5 minutinhos vou concentrar-me somente em mim, em mais nada à minha volta, e vou (re)descobrir o que gosto em mim, em vez de olhar para o espelho e o olhar virar-se de imediato para o que menos gosto. Como se fosse uma espécie de meditação.

E este é um exercício difícil, acreditem!

A par disto, vou manter a alimentação equilibrada, e a hidratação interna (1,5l de água por dia) e externa (cremes) e o exercício possível (não vou insistir demais aqui, falta o click).

Basicamente é como que uma formatação a esta cabecinha oca. É o velho Se te sentires bem por dentro isso vê-se por fora, como dizia o outro :)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Da 3ª semana de férias


Desta vez em modo staycation.

* Depois de roupas tratadas, foi a vez de tratar do quarto da adolescente, que antes das férias quis trocar a cama dela por uma cama de casal e fazer um verdadeiro upgrade ao quarto.

* Foi a 6ª cor de tinta diferente que aquele quarto já viu em 18 anos :). Já foi branco, beje, rosa (com papel colorido às riscas em meia parede), azul (com o mesmo papel), verde (também com papel, mas já mais sóbrio) e agora a Bia quis um azul bastante suave a tocar o verde água, e sem papel.

* A vibe do quarto é bem calma e clean. Ela inspirou-se no mar (a sua nova paixão) e penso que conseguimos o objetivo. A minha menina está mesmo crescida e é cada vez mais uma ótima companhia.

* Já tivemos os primeiros dias mais fresquinhos que, confesso, adoro!

* Depois de 2 semanas a acordar cedo para aproveitar a praia, a Bia voltou a dormir as manhãs inteiras e eu voltei a ter uns belos momentos a sós comigo própria e o hubby nas voltinhas dele (já todos estávamos a precisar  de tempo a sós - 2 semanas 24/7 consegue ser cansativo)

* Férias em casa, definitivamente, passam muito mais rápido, talvez por voltarmos a algumas rotinas e a sítios familiares, penso eu...

* Afinal o que eu pensei ser dos abusos de férias revelou-se uma bela gastroentrite com direito a medicação na veia e tudo... um belo final de férias (not)

* Contas feitas, e considerando os crepes com gelado consumidos estas semanas, o que não costuma ser normal, o peso aumentou 500gr o que acaba por ser um sucesso.

No geral, forma umas férias boas, descansámos, passeámos, fizemos praia, muitos quilómetros (mais de 2.000) e ouvimos muita música. Balanço positivíssimo!

Hoje é dia 1 de setembro, o meu dia oficial de recomeço, desta vez em dieta forçada 😕, planos no próximo post quando me sentir mais recomposta

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Pára Sweet!!


Foi a mensagem do meu corpo para o dia de hoje.

As tripas andas aqui num grande rebuliço e a única coisa que consegui comer foi peixe cozido  ao almoço (quem me conhece sabe como eu odeio esta comida, mas precisava mesmo duma coisinha muito leve) e chazinho com torradas ao jantar.

Dieta forçada, portanto...

Não que tenha abusado muito, mas em férias a alimentação é sempre mais livre e depois o corpitxo é que paga...

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Da 2a semana de férias


*O Alentejo é tão diferente do Algarve! Muito mais puro e menos comercial.

* As pessoas são super-simpáticas e adoram receber bem, no entanto tudo é caríssimo nesta altura do ano.

* Apesar do nosso apartamento ficar à beira da praia de Milfontes, só lá fomos uma vez.

* Passamos os nossos dias a percorrer as praias da região desde Odeceixe, quase no Algarve até Porto Covo.

* Sim, a água é mais fria; sim, a costa é mais ventosa, mas ainda se faz praia muito bem nesta zona... nada a ver com o Norte.

* As minhas praias preferida foram sem dúvida a de Almograve e do Carvalhal. São sítios paradisíacos!

* Continuei sem comer bolas de berlim, mas malhei num croissant dos céus da Mabi e num crepe com gelado.

* Como esta casa não tem forno e muito pouca louça sinto-me bem limitada para cozinhar, pelo que temos ido comer algumas vezes fora.

* Se tivessemos passado as 2  semanas no Algarve, por esta altura já estávamos pelos cabelos, assim dividido passou-se bem melhor.

* Ainda assim, voltar a casa sabe sempre bem. Amanhã rumamos a Norte, ainda com uma semana de descanso pela frente.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Da 1a semana de férias



* Pela primeira vez viemos só uma semana para o Algarve e tenho a sensação que esta semana passou a correr!

*Já tenho um bronzeado razoável, mas ando vezes demais de óculos de sol e tenho a marca eheh...

* Fomos 2 vezes ao Zoomarine - a Bia adora -

* Descer e subir 66 degraus para ir à praia dá cabo de mim... das duas uma: ou estou mesmo fora de forma ou estou a ficar velha!!

* Não comi uma única bola de berlim. Nem eu me acredito que simplesmente não me apeteceu!

* Mesmo com uma adolescente de quase 15 anos, as férias a três continuam a ser muito agradáveis e divertidas.

* Gastei 2Gb de net móvel (ups...) A tv tem sido preterida para o twitter, facebook e joguinhos.

Próxima paragem: Vila Nova de Milfontes!!!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

De todas as vezes que eu venho de férias constato o óbvio


Não há corpos perfeitos!

Há sim pessoas mais confortáveis com os seus corpos do que outras. 

E este é o patamar mais importante onde se pode chegar. Já estive mais perto dele e a minha tendência é ir-me afastando aos poucos desse pensamento. 

É uma interiorização difícil de fazer e tem de ser trabalhada amiúde. Temos de perder 5 minutos do nosso dia tão atarefado, olhar-nos ao espelho e focarmo-nos no que gostamos no nosso corpo em vez de só vermos o que não gostamos. 

"Não há corpos perfeitos" - disse eu
"O meu é perfeito" - disse a Bia
"Então não o estragues filha" - disse eu

Adoro que ela pense assim, sempre com aquela auto-estima nos píncaros. Tenho de me inspirar mais nela :-)


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Dos hábitos



Ontem os meus pais, o meu irmão e a minha sobrinha foram jantar lá a casa e resolvi fazer panados de perú com legumes salteados e arroz de ervilhas.

Ora cá em casa há muito que rissóis, panados e afins é feito no forno em vez de fritos e já estamos plenamente  habituados. Mas como vinha gente de fora, resolvi fazer metade dos panados no forno e metade fritos.

- *o meu irmão pega num panado do forno*
- Estes são os fritos, não é?
- Não, esses são os do forno.
- Então, mas pré-fritaste-os antes não foi, estão tão loirinhos!
- Não, só os salpiquei de azeite em spray e meti no forno.
- A sério?! Não parece mesmo!

Já sentados à mesa:

- Mãe, quero dos do forno.
- Mas não gostas mais dos fritos Bia?
- Não, gosto mais dos do forno, são menos enjoativos!

*Sweet a rejubilar internamente - afinal quando comecei a fazê-los no forno, os dois torceram o nariz... pelos vistos habituaram-se :)*

Para a próxima garanto que faço tudo no forno, afinal o sabor é igual, são bem mais saudáveis, dão menos trabalho e foram os que desapareceram primeiro da travessa.

Aprovadíssimo!!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Agosto, finalmente!!


É o mês mais ansiado e o meu preferido do ano!
É o mês que conta com 3 semaninhas de sossego e boa vida com os dois amores.
É o mês em que as rotinas andam todas ao contrário, sem stresses.
É o mês de acordar sem despertador e de fazer sestinhas quando apetece.
É o mês de rumar a sul, desta vez com Algarve e Alentejo na rota.

Mas apesar de ser o mês disto tudo, isso não precisa necessariamente de ser o mês de todos pecados e do desvario total! Isso era dantes!

Antes, ir de férias significava 2 ou 3Kg a mais na balança.
Significava bolas de Berlim na praia e gelados à noite.
Significava entupir o corpo com comidinhas "proibidas" durante o resto do ano, porque afinal "estamos de férias!"
Significava ficar açúcar-dependente no final das férias e ressacar nas semanas seguintes.
Eu não conhecia o conceito de equilíbrio... era uma outra mentalidade...

Agora não significa que me vou privar de tudo, nada disso! Eu vou comer uma bola de Berlim na praia e um gofre com gelado à noite. Não sinto é necessidade de o fazer todos os dias, como dantes.

A questão é que quanto mais estiveres habituada a ter uma alimentação clean tipo saladas, grelhados, iogurtes, frutas e afins, menos te apetece a "outra" alimentação tipo batatas fritas, rissóis e panados, bolos, chocolates, etc.

Para já ainda tenho pela frente 2 semaninhas de labuta, o que significa que vou me mantendo na minha rotina habitual - ando aqui a experimentar uma coisa, no final da semana eu conto-vos se chegar a alguma conclusão.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bullet journal - a continuação

Diz que de há três dias para cá passo as minhas horinhas de almoço a desenhar e a pintar :)



É tão bom!!!! Estou a adorar!

E não pensem que é preciso saber desenhar, não é. Eu simplesmente imprimi imensas ideias da net, vou copiando por cima e pinto ao meu gosto.



O pessoal goza comigo "Desenhar uma agenda... tss-tss-tss..." mas realmente a parte do desenhar é que torna isto mais engraçado.

O mês de agosto vai ser assim, mas não quer dizer que setembro seja igual, pode ser completamente diferente e essa é a beleza do bullet journal.

O meu vai ser muito simples. Vai ter só abertura de mês, planeamento mensal e diário onde espero fazer o menú semanal.

Além disso vai ter um separador com esse frasco que se vê na última foto para controlar as minhas poupanças pessoais ou o que eu chamo de "fundo para concertos" :) - já utilizei uma verba para ver o fantástico Harry Styles em Madrid em março - e vai ter também um separador com ideias de refeições ligeiras, carne, peixe, snacks, acompanhamentos e sopas.

Para já estou cheia de pica, a adorar tudo e mais alguma coisa, mas é provável que o entusiasmo esmoreça... vamos ver até quando vai durar :)

domingo, 23 de julho de 2017

Bullet Journal

Setembro é por excelência o meu mês de recomeço com folhas de um branco imaculado à espera de serem escritas. E para mim recomeço é também sinónimo de novos hábitos.

Vai daí, e como eu adoro organização, listas e registos, resolvi aventurar-me no mundo dos bullet journals.

Um bullet journal não é nada mais nada menos do que uma agenda personalizada por nós que vamos inventando e desenhando à medida das nossas necessidades e que podem mudar sempre que quisermos. Mete desenho, lápis de cor e canetas de feltro e parece ser muito giro, ideias no pinterest são aos montes!

O caderninho já comprei no chinês:


E apesar de até ser girinho, não me enchia totalmente as medidas e personalizei-o:


Mas porque é que hei-de esperar por setembro? Agosto até é o mês ideal para o começar! Além de ter imenso tempo livre, é da maneira que me consigo organizar numa altura mais descontraída (sem obsessões, afinal férias são férias...)

Para já ficou tão giro que mal posso esperar para continuar!!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Felicidade pura é...

... quando a tua filha de 14 anos partilha isto no twitter:


Sem vergonhas, só orgulho puro!

terça-feira, 18 de julho de 2017

A felicidade é o caminho, não o destino

Houve uma altura em que esta música fez todo o sentido do mundo para mim porque tinha de encontrar alegria durante o caminho e não só na chegada.

Hoje volta a fazer, porque há-de sempre haver novos obstáculos, mas eu hei-de sempre ultrapassá-los.


I can almost see it
That dream I'm dreaming, but
There's a voice inside my head saying
You'll never reach it
Every step I'm taking
Every move I make, feels
Lost, with no direction
My faith is shaking
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting
On the other side
It's the climb
The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down, but
No I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments that
I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
Just keep pushing on
'Cause, there's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
'Cause, there's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
Keep on moving, keep climbing
Keep the faith, baby
It's all about
It's all about the climb
Keep the faith
Keep your faith

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Fui ao médico


Mais propriamente a um endocrinologista.

Já andava a pensar em consultar um especialista há algum tempo e quanto mais leio este livro, mais certo me parece pelo menos despistar algum tipo de problemas.

Na realidade, e apesar de todos os meus esforços, de há 4 anos para cá já voltei a recuperar 9 dos 27kg que perdi na minha jornada.

E se houve uma altura em que percebia o porquê, e tinha consciência dos meus deslizes, neste momento, com o tipo de vida que tenho feito, não consigo perceber onde estou a errar ou como posso melhorar.

A juntar a isso, tenho me sentido sem energia absolutamente nenhuma. Não é propriamente cansaço, eu durmo cerca de 7-8 horas por dia... é mesmo falta de energia.

Vai daí, o primeiro passo está dado.

Na opinião da nutricionista, este aumento de peso não está ligado à idade, ainda é muito cedo para isso. Próximo passo é fazer uma série de exames essencialmente à tiroide, diabetes e outras coisitas.

Despistando esse tipo de problemas, partimos para outro lado. Vamos ver...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Frases soltas...

... vindas de uma adolescente e que me aquecem o coração



Eu por acaso tenho sorte em ter uns pais como vocês!
*dá-me um abraço em pleno shopping*

Desculpem, eu ando a pedir-vos tantas coisas ultimamente...
*ela pede coisas pequenas tipo piercing e bonés que mando vir do e-bay por 2€ cada (abençoado site), ou não se importa quando lhe apresento alternativas, tipo pediu uma sweat duns youtubers que vou mandar fazer por menos de metade do preço original e umas Adidas que compramos as duas para usar a meias*

Anda lá, eu vou contigo ao cinema ver o Grou 3...
*eu é que queria ver :)*

Pensei que nesta altura eu já estivesse farta de revirares de olhos e de silêncios longos e constrangedores, mas não. Há dias em que ela quer estar mais quieta e calada e eu respeito isso. E depois há dias em que quer sair para passear connosco, quer ir à piscina, à praia e fala, fala... Há dias em que quer estar deitada na cama dela sozinha e há dias em que quer estar no sofá aninhada no meu peito...

Cada vez gosto mais dela, da mulher em que ela se está a tornar e que eu orgulhosamente ajudei a formar.

Acredito que todas as fases têm as suas coisas boas. Todas! Temos é de saber vê-las e respeitar o ritmo delas.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Odeio tanto o calor... mas tanto, tanto!!


Uma pessoa não dorme porque está abafado. Aquela pontinha fresquinha do lençol é inexistente, toda a cama é um emaranhado de roupa revirada por uma pessoa se virar de lado, para cima, para baixo na tentativa vã de arranjar uma posição menos desagradável...

Da janela que se mantém aberta mesmo durante a noite para tentar refrescar o ar abafado do quarto, além de mosquitos entra também o ladrar dos cães que se atacam na rua durante a noite. São uns 7 ou 8, andam em grupo e desafiam-se de vez em quando em latidos irritantes e sofridos. Esta noite, além da sinfonia dos cães, tivemos a honra de miados agudos de 2 ou 3 gatos vadios para ajudar à festa.

E de manhãzinha, com o raiar do sol, mesmo quando a bicharada acalmou, talvez cansados da folia, foi a vez das gaivotas entrarem ao serviço com os seus guinchos estridentes...

Por isto tudo, eu odeio o calor!! Odeio ver 29º às 9 da manhã e 31º às 10 da noite. Odeio tanto!

Hoje vou andar a arrastar-me e a lutar para manter os olhos abertos o dia inteirinho e provavelmente irritada... e não gosto disso.

A única coisa para alegrar este dia irritante é este lanchinho de iogurte, fruta, amêndoas e granola caseira de aveia que vai estar fresquinho, fresquinho... quem sabe consegue alegrar-me mais logo.

domingo, 2 de julho de 2017

Enquanto o diabo esfrega um olho...

... chegamos a meio do ano... A sério?! Ainda ontem era Natal!

Julho é provavelmente o mês do ano que eu menos gosto. Não tem feriados, vai toda a gente de férias menos eu o que significa mais trabalho acumulado para mim além da inveja do descanso dos outros. Está normalmente um calor infernal e eu fechada no escritório e a minha casa a fazer de sauna. Não gosto. Pronto!

 Adiante...

Lembram-se do meu desafio do "Sem desculpas" para o mês de junho?

É com muito orgulho que digo que consegui cumprir todos os dias! Dei por mim a planear mentalmente o que poderia fazer e quando e todos os dias cumpri os 15 minutinhos nem que fossem 11 da noite. Baldar é que não!

O peso manteve-se (a parvalhona da balança não gosta de mim nem um bocadinho... deve ser porque eu a faço morar debaixo do móvel da casa de banho...), mas a minha consciência está limpinha.

A sensação é maravilhosa! Tão boa, que quero mantê-la no mês de julho.

O plano é basicamente o mesmo:
- 20 minutos de exercício diário (+ 5 minutos... baby steps)
- 1,5l de água
- alimentação equilibrada
- cremes no corpo diários

Provavelmente não dará para perder peso à maluca, mas neste momento quero muito focar-me em manter a minha consciência tranquila e mexer-me um bocadinho mais do que dantes, sem ceder à inércia. Eu tenho tempo... muito tempo...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Desta coisa das dietas



Houve um dia em que eu acordei e tinha 98,5Kg. Acordei para a realidade, bem entendido...

Eu sempre tive excesso de peso, nunca liguei ao facto das pessoas dizerem que eu estava gorda, não era nada com elas e eu não me importava. Alimentava-me muito mal, o exercício era zero. A balança era bicho hibernante na minha casa e eu nem sequer chegava perto dela. Afinal, o que eu não sabia não me podia magoar, certo?... Errado! ...

Sábado, 11 de outubro de 2003 – 15:00
Era uma tarde ensolarada, eu estava em casa dos meus pais, a menina estava a dormir a sesta e eu, para não variar, estava desconsolada. Fui ao frigorífico, peguei num chocolate, parei 2 segundos e voltei a pô-lo no sítio. “Não. Hoje não!”

Este foi o primeiro passo da minha reeducação alimentar. Foi o meu click. Foi um momento marcante da minha vida. Tão marcante, que passados quase 14 anos me lembro nitidamente dele, incluindo o que senti na altura.

A minha filha tinha 12 meses, começava a comer tudo o que nós comíamos e tudo o que eu mais queria era ser um bom exemplo para ela. Estava quase, quase a andar e eu queria muito brincar livremente com ela, mas já me sentia limitada em algumas brincadeiras e não era isso que queria para nós.

E foi por essa razão que o meu estilo de vida mudou.

Se foi fácil? Claro que não!!!

Houve inúmeras vezes em que me apeteceu desistir de tudo e enfardar à grande.
Houve inúmeras vezes em que caí, inúmeras vezes que me deixei ficar alguns dias no chão… mas de todas as vezes que caí, houve sempre uma a mais em que me levantei.

No início perdi peso facilmente só pela alteração da alimentação porque além de ter 28 anos, eu antes comia mesmo muito mal. De vez em quando vinha o plateau e eu tinha de fazer alguma modificação para dar um abanão à coisa.

Numa dessas vezes resolvi consultar uma nutricionista no meu centro de saúde. Na altura já eu estava a fazer uma alimentação saudável pelo que ela me deu 2 valiosíssimos conselhos: em vez de pôr dois adoçantes no café com leite de manhã ponha só um e quando vier à próxima consulta pese-se em casa e diga-me, porque esta balança pode não ser a mesma… Nunca mais lá pus os pés e continuei na minha saga com as ideias recolhidas aqui e acolá!

Até ao dia em que farta de um plateau extenso, resolvi ir ao Póvoas. Perdi mais de 10Kg num ápice. A dieta é igual a milhares de outras, mas os medicamentos realmente fazem milagres… até ao dia em que temos de os deixar. Apesar de ter começado a fazer o desmame muito lentamente, o peso subia e eu ficava cada vez mais paranoica e andava absolutamente insuportável. Desisti de um dia para o outro para preservar a relação com a minha filha e o meu marido que estava a ficar seriamente afetada pela minha obsessão.

Acalmei e retomei o estilo de vida saudável que queria para mim e para a minha família. Deixei de me focar no peso, passei a focar-me em manter a minha cabeça limpa de culpas  ao adotar um estilo de vida saudável e consegui alcançar a paz interior, passei a sentir-me bem comigo própria e a aceitar-me.

Sempre li muito sobre alimentação e estilo de vida saudáveis. Neste aspeto sempre fui muito auto-didata e quero sempre saber mais e mais. Quanto mais informada estiver, mais escolhas certas consigo fazer.

Nunca fui de dietas malucas. Nunca fiz a dieta da sopa, nem do abacaxi, nem a da lua ou a dos signos. Não quero perder 5Kg em 5 semanas, nem baixar 3 tamanhos de roupa num mês. Não quero fazer dietas líquidas, sem hidratos de carbono ou sem glúten, nem beber chás disto ou daquilo.

Quero sim, manter-me controlada. Eu não faço dieta! Eu nunca fiz dieta! Eu pratico um estilo de vida saudável. Eu como uma grande fatia de bolo hoje, mas compenso com uma sopa e uma salada amanhã. Eu quero um estilo de vida que me permita comer um gelado ou uma pizza de vez em quando sem culpas nenhumas, não quero andar toda a vida e mais seis meses a comer cozidos e grelhados, desculpem lá, mas isso ninguém aguenta!
 
Eu não preciso que um nutricionista me dê um papel pré-impresso com o que devo ou não comer, com o tipo de refeições que devo fazer. Eu já sei isso tudo aos anos!

Eu quero é ferramentas com que trabalhar. Eu preciso de compreender o que anda a travar o meu organismo de momento e tendo essa resposta, eu viro o mundo para encontrar a solução. Eu arregaço as mangas e vou à luta, não há nada que possa contribuir para melhorar a minha saúde que me assuste.

Não quero facilitismos, quero perceber-me e quero trabalhar-me continuamente porque no dia 11 de outubro de 2003 eu fechei definitivamente uma porta para abrir outra e garantidamente não vou voltar atrás.

Obrigada a quem leu este enorme testamento até ao fim. Desculpem lá, mas às vezes estes pensamentos andam aos encontrões na minha cabeça e tenho mesmo que os mandar cá para fora. É esta a razão por que este blog é uma das minhas grandes paixões. Expurga os meus sentimentos.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Da put@ da idade



Tenho 41 anos.

Considero que nunca me alimentei de forma tãosaudável como agora...

Tenho-me mexido alguma coisita... pouco, mas diariamente.

Tenho hidratado convenientemente o meu corpo.

No entanto, os resultados que vejo são negativos. E cada vez mais.

Deixei de compreender o meu corpo. Ele já não responde aos estímulos que lhe dou.

Deve ser a chamada "Put@ da Idade"

Mas baixo os braços?... Lógico que não! Essa não sou eu, porra!

Informo-me e tento dar-lhe a volta. De braços cruzados é que não fico.

Não vou falar de números, que não vale a pena, mas ultrapassei uma barreira que não queria nem por nada, e não vou descansar enquanto não alçar a perna de volta ao outro lado.

Espero sinceramente que este livro me dê umas luzes sobre o que se está a passar com o meu corpo e como domar as alterações hormonais e metabólicas que estão a atacar-me de momento.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"És um vidrinho de cheiro!"


Se há coisa que eu odeio e que me odeia é o ar condicionado...

Um bocadinho de ar condicionado no frio é o suficiente para me fazer doer a garganta, ou pior, desencadear crises de sinusite.

Claro que é agradável de sentir na pele, principalmente com este calor insuportável, mas umas horitas foi o suficiente para eu já estar aqui à rasca com o nariz congestionado, ouvido tapado, dores de cabeça fortes e litradas de soro fisiológico narinas adentro.

O que me vale é que amanhã já volta o tempo mais ameno, a minha casa precisa urgentemente de arrefecer. Estamos a dormir em quartos com 28ºC! Ninguém merece!

Eu dou-me mesmo muito mal com o calor. Tudo o que vá acima dos 25º, para mim já é demais. Sou uma pessoa do outono, o que querem?!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Do "não é para a tua idade" - parte II


Hoje eram 8:01 e já eu estava em frente ao computador, e-mail com o código especial de acesso a postos, site da Ticketmaster a fazer o refresh de 5 em 5 segundos, cartão de crédito ao lado...

Para quê?...

Para comprar bilhetes para ver este rapazinho fabuloso. A minha adolescente preferida vai acompanhar-me a Madrid para vermos e ouvirmos ao vivo este moço cheio de talento.

Comprar bilhetes dos bons para uma qualquer coisa que queremos mesmo muito é um stress do catano!!!

- A venda começa às 8:00...
- 8:01 e o site ainda não os tem disponíveis...
* refresh... refresh... *
- Pera lá... já entrou!
- Lugares, lugares, lugares...
- Seja o que Deus quiser! Qualquer um serve!!
* E o cronómetro a rodar, temos somente 10 minutos para finalizar a compra *
* o stress... *
- Já está, falta só o cartão de crédito
- "O seu cartão visa não tem uma m&rda qualquer ativada. Utilize outro"
- Aaaahhhhhh!!!!!
- Liga o pai, liga ao pai! Pede-lhe o nº do cartão de crédito dele!
- JÁ VOU! QUE NERVOS!!!
* E o estupor do cronómetro sempre a rodar *
...
- "A sua compra foi bem sucedida"
- E-mail recebido com os bilhetes
* Tsssssssssss *

Que stress, senhores!! Stress bom!

E vamos passar a Páscoa a Madrid no próximo ano :)

Já só penso nisto...


E nisto...

domingo, 11 de junho de 2017

É, houve uma coisa que eu fiz bem


Ela *do nada abraça-me *: Eu gosto muito de ti!!
Eu: Eu sei, meu amor, eu também!
Ela: Gostas muito de ti?
Eu: Sim, mas gosto mais de ti...
Ela: Não devias...
Eu *risos*: Eu sei, mas quando fores mãe vais perceber.
Ela: Talvez, mas devias gostar de ti pelo menos tanto quanto gostas de mim!
Eu: Ok, eu vou tentar :)

Adoro a auto-estima desta miúda, sempre lá nas núvens...

sábado, 10 de junho de 2017

Pesei-me...


... e a parvalhona foi má para mim.

Anda uma pessoa a esforçar-se para cumprir o exercício diário (ontem eram 11 da noite, mas não me baldei), bebe 1,5l de água religiosamente, tem uma alimentação (relativamente) equilibrada e mesmo assim aumenta?!?!

Pára tudo!

É aqui! É agora que ou se escolhe um caminho ou o outro!

1) Ou relevo e continuo, o que importa é que a minha consciência está tranquila!...

2) Ou encolho os ombros e desisto, afinal não vale a pena esforçar-me que a recompensa é a mesma...

Tantas vezes segui o segundo caminho... quantas de nós!...

Mas eu aprendi a valorizar-me e portanto, agora, sigo o primeiro...

Consciência tranquila... siga... a parvalhona quando me quiser recompensar sabe onde me encontrar.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Do "sem desculpas"


Propus-me a este pequeno auto desafio no início do mês e...

...
...
...
...
...
...
...

... ainda não falhei um único dia :)

É uma questão de hábito, malta!

Tem sido somente 15 minutinhos de elítica ou de step ou caminhadas (mais um bocadinho de tempo para as caminhadas, vá). Mas tem sido Sem Desculpas mesmo. É levantar o rabo do sofá e ir sem pensar muito.

Ainda na 6ª feira cheguei a casa às 19:00 e diz a Bia: Mãe, ainda não tenho fome, vamos dar uma voltinha a pé? E fomos! Na conversa as duas em passo acelerado, foram 40 minutos bem agradáveis...

É o que eu sempre digo: o que custa é o click, é o começar, os primeiros 2 ou 3 dias. Depois levas de letra.

Vai ser para continuar, estou a sentir-me mesmo bem a todos os níveis, tanto a tirar a ferrugem dos ossos como também a tirar a ferrugem da mente. Essa é a que está mais leve, está limpa!

domingo, 4 de junho de 2017

Tão bom quanto saudável


Ao fim de semana gosto de me levantar lentamente,  com a calma própria de quem não tem pressa...

Gosto de me mimar enquanto a casa ainda dorme e eu ainda estou sozinha com os meus pensamentos.

Gosto de fazer um pequeno almoço diferente, saboroso mas ainda assim saudável para começar bem o fim de semana.

Desta vez saiu uma panqueca de maçã, canela e aveia que cheirava e sabia a bolo :-)


Panqueca de maçã, canela e aveia
- 1 ovo
- 1/4 de maçã ralada
- 2 pacotinhos de açúcar
- canela qb
- leite qb
- aveia moída qb
- óleo de côco para untar a frigideira
- côco ralado para polvilhar

Misturar tudo e colocar numa frigideira untada com o óleo de côco. Deixar dourar e virar. Polvilhar com o côco e deliciar-se.

É muito boa mesmo! E deixa um cheirinho delicioso por toda a casa.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

WTF?!?!... Mas isto é assim agora?!



A Bia anda no 9º ano e é uma aluna bastante boa (bem melhor do que eu alguma vez fui).

É uma aluna de média de 4 e acho que se contam pelos dedos de uma mão os testes em que teve negativas desde que começou a escola.
No primeiro teste de inglês que fez no 5º ano teve 100%.
É naturalmente dotada para línguas (nisso sai à mãezinha dela) e nunca precisou de estudar para inglês para ter sempre 5.
Apesar de dizer que não gosta de francês, se estudar um bocadinho, também consegue notas bastante boas.
Ela já decidiu que vai seguir a área de humanidades, coisa que eu não tinha grandes dúvidas, sinceramente.

Agora, o que me faz uma confusão tremenda (porque no nosso tempo ou isto era impensável ou eu andava numa escola da caca) são as seguintes situações que vi a passarem-se nestas últimas semanas:

Situação 1 - Teste de História:
A professora na aula diz aos alunos os tópicos que vão sai nos testes, ou seja, basicamente as perguntas...
Ex: (o tema era a 2ª Guerra Mundial)
- Vai sair uma imagem que vocês têm de identificar... a imagem é o Pearl Harbor.
- Depois têm de dizer porque é que esse acontecimento foi importante... porque levou à mundialização do conflito.
E falou assim sobre o teste todo na aula de preparação!

Situação 2 - Teste de Ciências:
A Bia odeia a matéria que estão a dar, desmotiva-a, é um monte de nomes estranhos que tem de decorar...
Antes do teste:
- Se tiver mais do que 30% a ciências é uma sorte!
Depois do teste:
- O teste correu-me maravilhosamente bem, devo ter mais de 80% de certeza. A professora enviou-nos o teste para o e-mail antes da aula, só tivemos de decorar as respostas!

WTF?!?! Mas isto é assim, agora?

Onde está o mérito próprio dos alunos? É suposto eles ficarem orgulhosos por uma nota alta entregue assim de bandeja? Isto não é leva-los ao colo no 3º período? Não cheira aqui só a aumentar o ranking da escola? Isto é justo para os que se estafaram a estudar?

Que os conteúdos são extensos demais, acho que sim. Que os miúdos estão sobrecarregados, completamente de acordo. Mas não acho que estes facilitanços os ajudem a longo prazo,

Sou só eu que acho isto um absurdo?

terça-feira, 30 de maio de 2017

Porquê?...


Porque não me apetece.
Porque está frio.
Porque está calor.
Porque estou cansada.
Porque não me apetece.
Porque quero ver o Biggest Loser (irónico, hã?...)
Porque está vento.
Porque a rua é sempre a subir.
Porque não me apetece.
Porque é preciso meter a bicicleta no carro.
Porque não gosto de fazer esforço de manhã.
Porque há cães na rua.
Porque não me apetece.
Porque só me quero sentar no sofá depois de um dia de trabalho.
Porque tenho o cabelo molhado.
Porque os fones não funcionam.
Porque não me apetece.
Porque o sol está forte.
Porque está nortada à beira-mar.
Porque acabei de tomar banho e não quero suar.
Porque não me apetece.
Porque prefiro ir ao shopping.
Porque está a chover.
Porque está de noite.

Porque não me apetece...

Porque sou uma pastelona...

Porque continuo à espera de fazer exatamente a mesma coisa, mas obter resultados diferentes (not-gonna-happen)...

Porque parece que ando nisto há dois dias quando na verdade vou a caminho dos catorze anos de estilo de vida saudável...

Porque uns míseros 15 minutinhos que seja de exercício por dia podem, neste momento, fazer a diferença para mim...

Porque a compulsão de ontem fez-me ver que a velha Lena, a gorda desregrada que eu pensava que estava morta, pode estar somente adormecida, ainda que profundamente e isso assusta-me imenso... (*)

Porque eu não quero voltar nunca mais a ser a velha Lena. Eu quero ser a Sweet Lena, aquela que eu aprendi a amar e a respeitar acima de tudo.

Porque foi preciso mais uma vez um abanão forte para me fazer acordar.

Por isto tudo, junho é mês de exercício diário. Sem desculpas!... nem que seja só 15 minutinhos... vá lá, todos temos 15 minutinhos... e começou já hoje :-)

E o não me apetece é desculpa proibida!!

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(*) Nota: andei o dia inteiro meia choca sem razão. Só agora ao passar os sentimentos para aqui me dei conta do porquê. Escrever é sem dúvida a minha melhor terapia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Há que tempos!!

Há muito tempo mesmo que não tinha uma compulsão. Acho que há anos!

Aconteceu há bocadinho...

Não que tenha sido uma quantidade absurda de comida. Não. Foram uns quantos chocolatinhos e bolachinhas, não é a quantidade que me rala.

O que me assusta é a voracidade e a velocidade com que eles foram engolidos, sem sequer me dar tempo para respirar fundo, para pensar, para por a mão na consciência. Isso sim, isso preocupa-me!

Neste momento quase consigo compreender o conceito de compulsão e de seguida tentar apagar o sentimento de culpa com o vómito. Não o faço, nunca o fiz, mas sinto que a linha é mesmo muito ténue.

E isto é só estúpido, porque compulsivamente nem sequer tiras prazer do que estás a comer.

Pronto, confessei!

Agora siga!... Sem culpas!

domingo, 28 de maio de 2017

My brave little girl


Orgulho! É o que eu sinto dela, da coragem dela.

Aos anos que ela andava a deixar crescer o cabelo, nunca estava grande demais e ir ao cabeleireiro era sempre só para cortar o mínimo dos mínimos.

Assim do nada decidiu dar um corte valente. O rabicho vai ser doado à Little Princess Trust para tentar ajudar a trazer um sorriso a uma criança doente.

Miúda valente é o que é!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Eu, mãe de uma jovem adolescente, me confesso!!

Adolescente e mãe saudáveis :)

Diz que os adolescentes não comem fruta e legumes regularmente e que isso é uma das razões que coloca Portugal no top 5 dos países com maior índice de obesidade infantil.

Eu confesso:
- Não consigo que a minha filha coma legumes, só mesmo na sopa e passada. Se comemos sopa todos os dias? Não. Quando era criança, ela comia, hoje desabituamo-nos e comemos somente ao fim de semana.
- A minha filha só gosta de maçãs, cerejas e clementinas. Ela nunca foi fã de fruta, mesmo em pequenina era um filme para comer fruta.

Aliás, era um filme para ela comer fosse o que fosse. Em bebé a hora da refeição envolvia normalmente brinquedos, canções e papas espalhadas por todo o lado.

Mas, por outro lado:
- À exceção de chocolate, ela não gosta de doces de espécie nenhuma, nem gomas, nem bolos, nem bebidas. Para terem uma ideia, só há cerca de 2 semanas é que ela experimentou chiclets!

- Não gosta de fritos. Não está habituada em casa, logo acaba por achar a comida pesada para ela. Prefere arroz branco ou massa simples a qualquer outro tipo de acompanhamento.

Confesso que ao longo destes anos me concentrei tanto em retirar o mais possível de gordura da nossa alimentação que descurei essa parte dos legumes e da fruta.

E sei que lhe faz falta e que devia insistir. Mas se já era difícil introduzir alimentos novos quando ela era pequena, agora em versão adolescente é completamente impossível. É que ela nem sequer quer experimentar.

Há coisas que eu tenho a certeza que se ela experimentasse ia gostar, mas nem sequer consigo que experimente, porra! E é que contrariada, não vale a pena, é só para lhe criar ódiozinhos de estimação para o futuro.

Lembro-me que quando ela andava no infantário, nos dias em que o lanche era pão com marmelada, a miúda ficava na mesa com a marmelada na boca, sem conseguir engolir, porque odiava aquilo.

Eu própria ainda hoje só consigo comer sopa passada, porque no infantário me obrigavam a comer sopa inteira e as couves davam-me vómitos. É a única memória que tenho do infantário!

Isto tudo para dizer que uma das poucas coisas que eu mudava em relação à educação da minha filha era precisamente esta questão da alimentação, saladas, legumes e frutas. Quando são pequeninos é realmente muito mais fácil incutir o gosto por este tipo de alimentos do que à medida que crescem.

Agora resta-me esperar que ela ao crescer comece, por ela, a ganhar gosto por este tipo de alimentos, porque ela está mais do que consciencializada para o perigo da obesidade, afinal viu a mãe lutar contra ela a sua vida toda.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Quem é ele?


Ele desce na 1ª semana... ele sobe na 2ª... ele torna a subir na 3ª... ele volta a descer na 4ª e na 5ª...

E andamos nisto! Numa relação amor-ódio permanente. Chama-se equilíbrio, acho eu.

O que eu tenho feito para contrariar esta tendência? Absolutamente nada.

No início, a minha cabecinha enche-se de boas intenções que rapidamente são arrumadas num cantinho lá ao fundo e raramente passam disso mesmo: intenções.

Tenho consciência de que quando não me sentia tão bem comigo própria, não arrumava tão rapidamente as intenções, arregaçava mais depressa as mangas e ia à luta.

Agora, tenho tendência a ceder mais à inércia, ao "é só mais este pecadinho!" em vez do "só por hoje vou portar-me bem!"

Mas continuo em paz comigo e isso não preço. Só tenho de equilibrar mais o pecadinho com o portar bem para me manter sempre na mesma linha.

Quem é ele? O peso, pois claro, esse maroto!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sweet guilty pleasures


Isto das redes sociais é um fenómeno engraçado.

Faz-nos ver que não somos assim tão aves raras como à partida pensamos.

Leva-nos a conviver, ainda que virtualmente, com uma infinidade de pessoas que tanto podem estar na porta ao lado da nossa, como no outro lado do mundo e que têm os mesmos gostos, as mesmas dúvidas, os mesmos prazeres que nós.

Eu acredito que o facto de estarmos protegidos por detrás de um ecrã nos leva a ser mais nós próprios do que quando estamos frente a frente com alguém.

É aqui, neste blog, que alguém pode conhecer o mais íntimo de mim.

Depois há o twitter onde encontrei centenas e centenas de mulheres feitas que partilham comigo o amor pela música que supostamente é dirigida a pitas aos gritos.

Supostamente uma mulher de 40 anos já não se deve interessar excessivamente por música. Muito menos feita por putos novos.

"Isso não é  para a tua idade!" diz-se na vida real. "Oi?! Música tem idade?!" Recuso-me a aceitar isso! E é no twitter, onde encontrei milhares de mulheres que lidam com esse mesmo preconceito, que vivo o meu sweet guilty pleasure de partilhar fotos, entrevistas, momentos, paixonetas por esses putos novos que até escrevem coisas de arrepiar. E as partilhas das chamadas fanmoms são tão mais interessantes...

E isto não tem nada a ver com o facto de ser novinho e giro e com olhos maravilhosos e vozes de anjos, nada disso. OK, também ajuda, mas os moços têm substância, têm ideias e muitas vezes conseguem traduzir para palavras aqueles sentimentos estranhos que nós não conseguimos explicar.

Por isso eu quebro estereótipos. "Não é para a tua idade!", posso ouvir isto vezes sem conta, há-de ser sempre para a minha idade! A arte não tem idade e muito menos a música.

Portanto, neste momento ando obcecada por isto:

Ouvi esta há 10 minutos pela primeira vez e também vai ser uma favorita:

E para terminar em versão mais libidinosa:

Pfff... não tenho idade... vou mas é ali à Fnac comprar o álbum do Harry que saiu hoje, passar o dia no twitter a seguir as entrevistas e reações e partilhar isto tudo com a minha adolescente preferida.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Era mesmo isto que eu estava a precisar de ler!


Mais uma vez a blogosfera dá-me a mão, puxa-me para cima e demonstra-me por A + B que os macaquinhos que tenho na cabeça não moram só em mim, mas são transversais a imensas pessoas que têm as mesmas vivências.

Desta vez a conversa era sobre filhos adolescentes e não resisto mesmo a partilhar AQUI, quanto mais não seja para me relembrar que todas nós, umas mais outras menos, passamos por isto.

O que mais destaco desta maravilhosa conversa é isto "Esta separação é difícil mas só para os pais, há quem não queira deixar crescer mas isso não é possível, isso só vai provocar um abismo maior. O desapego para os miúdos é um processo normal e natural, como qualquer outro animal eles querem crescer e ir à sua vida."

O que há alguns dias me estava a parecer avassalador, está cada vez mais a encaixar-se na minha vida. Eu precisei de quebrar para aprender a adaptar-me a esta nova fase. Eu. Porque ela está mais do que adaptada.