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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Looking back



Até sensivelmente ao nascimento da minha filha eu tinha zero preocupações com o meu corpo e a perceção que eu e os outros tinham dele.

Não me importava minimamente com a opinião dos outros. Não tinha absolutamente cuidado nenhum com a minha alimentação. Não se passava um único dia sem comer fast-food ou pastéis e bolos, sem qualquer tipo de auto-controlo. Água, legumes ou mesmo exercício físico eram miragens na minha vida.

Mas eu sentia-me bem... A imagem que o espelho me devolvia (quando me lembrava de olhar ao espelho) não me incomodava. Quer dizer, sabia que estava grande, sabia que a roupa ficava constantemente mais apertada, comprar roupa era uma odisseia, mas nada disso me afetava.

E depois de 2 anos de tentativas frustradas a minha filha nasceu. Nunca ninguém me disse que o excesso de peso afetava a fertilidade, teria sido esse o meu ponto de viragem, se o tivessem dito. Tudo o que eu mais queria na vida era ser mãe.

Ela nasceu e eu sabia que tinha de parar ali. Tinha de a educar em condições. Tinha de lhe incutir desde cedo hábitos saudáveis e para isso, tinha de mudar radicalmente os meus hábitos para tornar aquele ser perfeitinho na melhor versão possível.

E comecei a olhar mais atentamente para o espelho, desta vez com outros olhos e comecei a ver todos os defeitozinhos do meu corpo. E eram muitos.

E foi uma volta de 180º. Tudo o que não me preocupava até ali, passou a preocupar-me. Os braços rechonchudos, as coxas que abanavam com cada passo, a barriga cheia de estrias reluzentes e os seios tão flácidos para a minha idade... A roupa apertada sufocava-me e era com muita vergonha que comprava "roupa de velha" porque as lojas "normais" não tinham o tamanho que eu usava.

E se antes não me importava minimamente com a opinião dos outros, passei a observar constantemente os olhares alheios e a achar que todos olhavam para mim e me julgavam (como se as pessoas não tivessem mais o que fazer). Muitas foram as vezes que eu olhei em volta para ver se era a pessoa maior na sala. E de todas as vezes me convencia, envergonhada,que sim.

E fui ficando cada vez mais insegura com o meu corpo, ao ponto de me ter convencido que só poderia ser feliz se perdesse peso. E para perder peso, teria de me sentir desconfortável com o meu corpo. Foi este o meu veredito para mim própria.

Assim, passei estes últimos 16 anos numa batalha comigo, a olhar (pouco) para o espelho e a dizer-me a mim própria "Ainda não estás bem. Esses braços ainda estão rechonchudos, essas coxas ainda abanam muito, essa barriga com estrias e esses seios cada vez mais flácidos. Ainda não podes gostar de ti assim..."

Perdi peso, atingi finalmente os tão almejados sweet 68 (vitória!vitória!), mas obviamente a felicidade não estava no potinho ao lado dessa grande vitória... daahh, claro que não!

Ganhei algum peso de novo, mas juntamente com ele fui recuperando um pouco de amor próprio e fui deixando para trás uma obsessão que quase me atirou para o abismo.

E continuei a ganhar algum peso aqui e ali, mas desta vez com a certeza de que já não estava a entupir o meu corpo de porcarias. Ele está maior sim, mas nunca ninguém disse que o nosso corpo tem de ficar igual durante a nossa vida toda e muito menos comprarável ao que as revistas nos querem fazer convencer. Ninguém consegue competir com o photoshop, certo?...

Há dois meses resolvi abraçar a corrente de body positiveness. E tenho aprendido tanto...

Aprendi finalmente que posso amar o meu corpo independentemente do tamanho dele.
Aprendi que não preciso de estar em guerra com o meu corpo para me "obrigar" a cuidar dele.
Aprendi que ninguém perde um minuto do seu tempo a julgar-me, as pessoas têm os seus próprios problemas.
Aprendi que os meus braços rechonchudos dão os melhores abracinhos do mundo, as minhas coxas fartas levam-me a dar passeios maravilhosos, os meus seios flácidos alimentaram a minha pequenina durante um ano inteirinho e a minha barriga com estrias foi o ninho dela durante 9 meses.
Aprendi que não há nenhuma alegria do outro lado da perda de peso que não possa sentir já a partir deste preciso momento.
Aprendi literalmente a passear na rua de cabeça mais erguida e de sorriso no rosto porque me sinto melhor comigo própria, não me sinto tão acanhada e insegura e isso vale por tudo!!

Portanto esta história foi um reviravolta de 360º. Voltei ao cultivo do self-love inicial, mas com a autoconsciência de tudo o que aprendi ao longo dos anos. Passei por muito, mas no fim considero um balanço bem positivo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dos sinais do universo

Na sexta-feira parti os meus óculos.

Fiquei passada! Eu adorava os meus óculos! Eram de massa mas transparentes, relativamente pequenos e sentia-me lindamente com eles...

Fui ao oculista com intenção de aproveitar as lentes e comprar só uma armação. Nem pensar, era tudo feio! Lá ia ter de desembolsar para óculos e lentes também... 

Depois de ver 500 pares de óculos e não gostar de praticamente nenhuns, lá encontrei uns parecidíssimos com os meus, com a armação em massa num rosinha translúcido que gostei. Queria porque queria manter a mesma linha.

Dizia a menina da loja: eu não lhe ía mostrar esses porque são mais na linha do que vendemos para pessoas com o dobro da sua idade...

Por mais que vasculhasse as dezenas de modelos, mesmo a contragosto ia sempre cair nas armações bordeaux.

Mas eram grandes.
Mas eram de cor.
Mas eram o oposto do que eu tinha.
Mas eu não queria nem ter partido o raio dos meus óculos, nem queria mudar de estilo, que raiva!!!
Mas estes estão mais na moda.
Mas estes ficam-te tão bem!
Mas até pareces mais nova!


E pronto, mudei de óculos pequeninos em massa translúcida que me escondiam as olheiras e as rugas, para uns óculos de massa bordeaux que já puxam a usar um rímel, um lápis, um BB cream.

Obrigaram-me a olhar para mim com olhos de ver e dar os pequenos retoques que agora não consigo esconder. Trouxeram brilho e cor ao meu rosto. E se ainda estranho um pouco, o gosto entranha-se cada vez mais.  


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Dos odiozinhos de estimação da infância


Desde criança que tudo o que fosse couves ou legume verde era objeto de ódio da minha parte.

Até ontem. Fui jantar a casa do meu irmão e a salada era de brócolos com vinagre balsâmico, que eu resolvi experimentar.

E não é que é bom?!

Eu que só gostava de couve flor e torcia o nariz aos brócolos, gostei da textura e do sabor! Mas gostei tanto, que hoje fui comprar um pé enorme para fazer amanhã como acompanhamento de um franguinho assado no forno.

Quem diria, hã?!


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Atletas... ah, pois é!!

No sábado:
- Mãe, agora que somos atletas temos de ter cuidado connosco, com a alimentação e tudo. Eu ajudo-te a ti e tu ajudas-me a mim, combinado?

- Claro que sim, filha. Até estou mesmo a precisar de uma ajudinha que ando a comer porcarias a mais.
...

No domingo:
- Apetecia-me comer KFC...
- Então e a conversa das atletas e tal?!
- Oh, domingo é dia da asneira!...

Atletas em grande forma 😂

sábado, 7 de outubro de 2017

Tu consegues tudo, mãe!


Eu sempre tive medo da água. No duche não gosto de molhar, no mar a água não me passa dos joelhos, na piscina não me atrevo a largar a bordinha. Eu costumo dizer, na brincadeira, que vou morrer na água.

Bia, quando quisers aprender a nadar, eu vou contigo! - já lhe tinha dito isto tantas vezes que nem acreditei quando ela me disse nestas férias que queria ir para a natação...

Engoli em seco e sem pensar muito fui inscrever-nos na piscina municipal. Hoje começaram as aulas e o nervoso miudinho apoderou-se de mim.

E se não conseguir superar o medo da água?
E se só houver miúdos pequenos na aula, que vergonha...
E se a professora não compreender o meu medo e não respeitar o meu ritmo?
E se... E se... E se...

Afinal... nada disso!!

Além de mim e da Bia havia mais uma moça da minha idade, um pouco mais avançada na aprendizagem e 3 miudinhos.

A professora foi o máximo, sempre a dar-me exercícios que achava que eu conseguia superar e eu confesso: nunca imaginei fazer tantos progressos numa só aula.

Aprendi a respirar dentro de água, aprendi a largar-me da bordinha e com a ajuda do esparguete já me consigo movimentar um pouco no meio da piscina.

Fiquei bastante entusiasmada, a Bia sempre de olho em mim e no fim saiu-se com um orgulhoso: Eu não te disse que conseguias mãe?! Tu consegues tudo o que quiseres!

Isto é o que eu sempre lhe disse a vida toda. Ela aplicá-lo em mim é uma dupla vitória!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

De todas as vezes que eu venho de férias constato o óbvio


Não há corpos perfeitos!

Há sim pessoas mais confortáveis com os seus corpos do que outras. 

E este é o patamar mais importante onde se pode chegar. Já estive mais perto dele e a minha tendência é ir-me afastando aos poucos desse pensamento. 

É uma interiorização difícil de fazer e tem de ser trabalhada amiúde. Temos de perder 5 minutos do nosso dia tão atarefado, olhar-nos ao espelho e focarmo-nos no que gostamos no nosso corpo em vez de só vermos o que não gostamos. 

"Não há corpos perfeitos" - disse eu
"O meu é perfeito" - disse a Bia
"Então não o estragues filha" - disse eu

Adoro que ela pense assim, sempre com aquela auto-estima nos píncaros. Tenho de me inspirar mais nela :-)


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Fui ao médico


Mais propriamente a um endocrinologista.

Já andava a pensar em consultar um especialista há algum tempo e quanto mais leio este livro, mais certo me parece pelo menos despistar algum tipo de problemas.

Na realidade, e apesar de todos os meus esforços, de há 4 anos para cá já voltei a recuperar 9 dos 27kg que perdi na minha jornada.

E se houve uma altura em que percebia o porquê, e tinha consciência dos meus deslizes, neste momento, com o tipo de vida que tenho feito, não consigo perceber onde estou a errar ou como posso melhorar.

A juntar a isso, tenho me sentido sem energia absolutamente nenhuma. Não é propriamente cansaço, eu durmo cerca de 7-8 horas por dia... é mesmo falta de energia.

Vai daí, o primeiro passo está dado.

Na opinião da nutricionista, este aumento de peso não está ligado à idade, ainda é muito cedo para isso. Próximo passo é fazer uma série de exames essencialmente à tiroide, diabetes e outras coisitas.

Despistando esse tipo de problemas, partimos para outro lado. Vamos ver...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Desta coisa das dietas



Houve um dia em que eu acordei e tinha 98,5Kg. Acordei para a realidade, bem entendido...

Eu sempre tive excesso de peso, nunca liguei ao facto das pessoas dizerem que eu estava gorda, não era nada com elas e eu não me importava. Alimentava-me muito mal, o exercício era zero. A balança era bicho hibernante na minha casa e eu nem sequer chegava perto dela. Afinal, o que eu não sabia não me podia magoar, certo?... Errado! ...

Sábado, 11 de outubro de 2003 – 15:00
Era uma tarde ensolarada, eu estava em casa dos meus pais, a menina estava a dormir a sesta e eu, para não variar, estava desconsolada. Fui ao frigorífico, peguei num chocolate, parei 2 segundos e voltei a pô-lo no sítio. “Não. Hoje não!”

Este foi o primeiro passo da minha reeducação alimentar. Foi o meu click. Foi um momento marcante da minha vida. Tão marcante, que passados quase 14 anos me lembro nitidamente dele, incluindo o que senti na altura.

A minha filha tinha 12 meses, começava a comer tudo o que nós comíamos e tudo o que eu mais queria era ser um bom exemplo para ela. Estava quase, quase a andar e eu queria muito brincar livremente com ela, mas já me sentia limitada em algumas brincadeiras e não era isso que queria para nós.

E foi por essa razão que o meu estilo de vida mudou.

Se foi fácil? Claro que não!!!

Houve inúmeras vezes em que me apeteceu desistir de tudo e enfardar à grande.
Houve inúmeras vezes em que caí, inúmeras vezes que me deixei ficar alguns dias no chão… mas de todas as vezes que caí, houve sempre uma a mais em que me levantei.

No início perdi peso facilmente só pela alteração da alimentação porque além de ter 28 anos, eu antes comia mesmo muito mal. De vez em quando vinha o plateau e eu tinha de fazer alguma modificação para dar um abanão à coisa.

Numa dessas vezes resolvi consultar uma nutricionista no meu centro de saúde. Na altura já eu estava a fazer uma alimentação saudável pelo que ela me deu 2 valiosíssimos conselhos: em vez de pôr dois adoçantes no café com leite de manhã ponha só um e quando vier à próxima consulta pese-se em casa e diga-me, porque esta balança pode não ser a mesma… Nunca mais lá pus os pés e continuei na minha saga com as ideias recolhidas aqui e acolá!

Até ao dia em que farta de um plateau extenso, resolvi ir ao Póvoas. Perdi mais de 10Kg num ápice. A dieta é igual a milhares de outras, mas os medicamentos realmente fazem milagres… até ao dia em que temos de os deixar. Apesar de ter começado a fazer o desmame muito lentamente, o peso subia e eu ficava cada vez mais paranoica e andava absolutamente insuportável. Desisti de um dia para o outro para preservar a relação com a minha filha e o meu marido que estava a ficar seriamente afetada pela minha obsessão.

Acalmei e retomei o estilo de vida saudável que queria para mim e para a minha família. Deixei de me focar no peso, passei a focar-me em manter a minha cabeça limpa de culpas  ao adotar um estilo de vida saudável e consegui alcançar a paz interior, passei a sentir-me bem comigo própria e a aceitar-me.

Sempre li muito sobre alimentação e estilo de vida saudáveis. Neste aspeto sempre fui muito auto-didata e quero sempre saber mais e mais. Quanto mais informada estiver, mais escolhas certas consigo fazer.

Nunca fui de dietas malucas. Nunca fiz a dieta da sopa, nem do abacaxi, nem a da lua ou a dos signos. Não quero perder 5Kg em 5 semanas, nem baixar 3 tamanhos de roupa num mês. Não quero fazer dietas líquidas, sem hidratos de carbono ou sem glúten, nem beber chás disto ou daquilo.

Quero sim, manter-me controlada. Eu não faço dieta! Eu nunca fiz dieta! Eu pratico um estilo de vida saudável. Eu como uma grande fatia de bolo hoje, mas compenso com uma sopa e uma salada amanhã. Eu quero um estilo de vida que me permita comer um gelado ou uma pizza de vez em quando sem culpas nenhumas, não quero andar toda a vida e mais seis meses a comer cozidos e grelhados, desculpem lá, mas isso ninguém aguenta!
 
Eu não preciso que um nutricionista me dê um papel pré-impresso com o que devo ou não comer, com o tipo de refeições que devo fazer. Eu já sei isso tudo aos anos!

Eu quero é ferramentas com que trabalhar. Eu preciso de compreender o que anda a travar o meu organismo de momento e tendo essa resposta, eu viro o mundo para encontrar a solução. Eu arregaço as mangas e vou à luta, não há nada que possa contribuir para melhorar a minha saúde que me assuste.

Não quero facilitismos, quero perceber-me e quero trabalhar-me continuamente porque no dia 11 de outubro de 2003 eu fechei definitivamente uma porta para abrir outra e garantidamente não vou voltar atrás.

Obrigada a quem leu este enorme testamento até ao fim. Desculpem lá, mas às vezes estes pensamentos andam aos encontrões na minha cabeça e tenho mesmo que os mandar cá para fora. É esta a razão por que este blog é uma das minhas grandes paixões. Expurga os meus sentimentos.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Da put@ da idade



Tenho 41 anos.

Considero que nunca me alimentei de forma tãosaudável como agora...

Tenho-me mexido alguma coisita... pouco, mas diariamente.

Tenho hidratado convenientemente o meu corpo.

No entanto, os resultados que vejo são negativos. E cada vez mais.

Deixei de compreender o meu corpo. Ele já não responde aos estímulos que lhe dou.

Deve ser a chamada "Put@ da Idade"

Mas baixo os braços?... Lógico que não! Essa não sou eu, porra!

Informo-me e tento dar-lhe a volta. De braços cruzados é que não fico.

Não vou falar de números, que não vale a pena, mas ultrapassei uma barreira que não queria nem por nada, e não vou descansar enquanto não alçar a perna de volta ao outro lado.

Espero sinceramente que este livro me dê umas luzes sobre o que se está a passar com o meu corpo e como domar as alterações hormonais e metabólicas que estão a atacar-me de momento.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Do "não é para a tua idade" - parte II


Hoje eram 8:01 e já eu estava em frente ao computador, e-mail com o código especial de acesso a postos, site da Ticketmaster a fazer o refresh de 5 em 5 segundos, cartão de crédito ao lado...

Para quê?...

Para comprar bilhetes para ver este rapazinho fabuloso. A minha adolescente preferida vai acompanhar-me a Madrid para vermos e ouvirmos ao vivo este moço cheio de talento.

Comprar bilhetes dos bons para uma qualquer coisa que queremos mesmo muito é um stress do catano!!!

- A venda começa às 8:00...
- 8:01 e o site ainda não os tem disponíveis...
* refresh... refresh... *
- Pera lá... já entrou!
- Lugares, lugares, lugares...
- Seja o que Deus quiser! Qualquer um serve!!
* E o cronómetro a rodar, temos somente 10 minutos para finalizar a compra *
* o stress... *
- Já está, falta só o cartão de crédito
- "O seu cartão visa não tem uma m&rda qualquer ativada. Utilize outro"
- Aaaahhhhhh!!!!!
- Liga o pai, liga ao pai! Pede-lhe o nº do cartão de crédito dele!
- JÁ VOU! QUE NERVOS!!!
* E o estupor do cronómetro sempre a rodar *
...
- "A sua compra foi bem sucedida"
- E-mail recebido com os bilhetes
* Tsssssssssss *

Que stress, senhores!! Stress bom!

E vamos passar a Páscoa a Madrid no próximo ano :)

Já só penso nisto...


E nisto...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sweet guilty pleasures


Isto das redes sociais é um fenómeno engraçado.

Faz-nos ver que não somos assim tão aves raras como à partida pensamos.

Leva-nos a conviver, ainda que virtualmente, com uma infinidade de pessoas que tanto podem estar na porta ao lado da nossa, como no outro lado do mundo e que têm os mesmos gostos, as mesmas dúvidas, os mesmos prazeres que nós.

Eu acredito que o facto de estarmos protegidos por detrás de um ecrã nos leva a ser mais nós próprios do que quando estamos frente a frente com alguém.

É aqui, neste blog, que alguém pode conhecer o mais íntimo de mim.

Depois há o twitter onde encontrei centenas e centenas de mulheres feitas que partilham comigo o amor pela música que supostamente é dirigida a pitas aos gritos.

Supostamente uma mulher de 40 anos já não se deve interessar excessivamente por música. Muito menos feita por putos novos.

"Isso não é  para a tua idade!" diz-se na vida real. "Oi?! Música tem idade?!" Recuso-me a aceitar isso! E é no twitter, onde encontrei milhares de mulheres que lidam com esse mesmo preconceito, que vivo o meu sweet guilty pleasure de partilhar fotos, entrevistas, momentos, paixonetas por esses putos novos que até escrevem coisas de arrepiar. E as partilhas das chamadas fanmoms são tão mais interessantes...

E isto não tem nada a ver com o facto de ser novinho e giro e com olhos maravilhosos e vozes de anjos, nada disso. OK, também ajuda, mas os moços têm substância, têm ideias e muitas vezes conseguem traduzir para palavras aqueles sentimentos estranhos que nós não conseguimos explicar.

Por isso eu quebro estereótipos. "Não é para a tua idade!", posso ouvir isto vezes sem conta, há-de ser sempre para a minha idade! A arte não tem idade e muito menos a música.

Portanto, neste momento ando obcecada por isto:

Ouvi esta há 10 minutos pela primeira vez e também vai ser uma favorita:

E para terminar em versão mais libidinosa:

Pfff... não tenho idade... vou mas é ali à Fnac comprar o álbum do Harry que saiu hoje, passar o dia no twitter a seguir as entrevistas e reações e partilhar isto tudo com a minha adolescente preferida.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Semana #1


Como se passou a primeira semana após o click? Maravilhosamente bem!!

Reduzi (não aboli) o açúcar e as porcarias e confesso que não me custou nada.

Todos os dias bebi os 2 litros de água sem sentir que era um sacrifício.

Todos os dias fiz os 15 minutos de elítica porque o tempo horroroso não permitiu caminhadas. A ideia é fazer dos dois para não me encher, mas para já é o que há. É pouco, mas tem de ser aos pouquinhos senão desmotivo logo.

O creme no corpo é já um hábito enraizado.

O peso... desceu 1,3kg o que é uma motivação excelente :-)

Mas sinceramente o que mais gozo me dá é saber que mesmo que me desvie do meu caminho de vez em quando, já está na minha natureza voltar a trilhar a via da vida saudável. Isso sim, é a minha maior vitória!!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Olha lá ó Sweet...

... isto não era um blog de vida saudável, dietas, exercícios e afins?! Há quanto tempo não falas disso por aqui?

Pois é, tenho optado por não abordar essas questões de pesos, alimentação saudável e exercício físico por uma razão muito simples:

O meu foco deixou, finalmente, de estar aí! Decidi remeter o número para o lugar insignificante dele e concentrar-me em sentir-me bem comigo própria como um todo.

Sim, eu sei que estou muito mais pesada.
Sim, eu sei que passo dias e dias a cometer às vezes não tão pequenos pecados.
Sim, eu sei que há meses que a elítica está parada e que as caminhadas são uma miragem.

Mas...

A minha mente finalmente reconhece o valor que eu tenho e nunca me senti tão bem no meu corpo. E isto é a sensação mais poderosa que eu poderia ter. É a tão esperada mudança interior que eu ansiava há tantos anos.

O facto de eu estar interiormente em paz comigo própria e com o meu corpo não significa de todo que me desleixe, e que não o queira modificar.

Muito pelo contrário.

Significa que eu agora sei que o meu corpo merece que eu o trate bem, seja com alimentação correta, com água suficiente, seja a mexê-lo de vez em quando, mimá-lo com cremezinhos e mesmo a presenteá-lo com docinhos e afins.

É uma questão de puro equilíbrio, mesmo.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Some infinities are bigger than other infinities



“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Há dias, muitos dias, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter e queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, tu não imaginas o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada neste mundo. Tu deste-me uma eternidade dentro dos nossos dias contados e sou muito grata por isso.” - Hazel Grace in A Culpa é das Estrelas

Quero ter infinitos. Muitos infinitos. Tantos quanto tenho direito.

Quero daqueles infinitos que duram até ao meu último sopro.
Quero daqueles infinitos que duram somente um dia, ou até duas horas ou mesmo trinta minutos.
Quero daqueles infinitos que duram somente o tempo de um abraço apertado vindo daquela pessoa tão especial.
Quero daqueles infinitos que me fazem sentir única, que me fazem sentir que a vida vale mesmo a pena.

Quero viver a minha vida sem remorsos.
Quero ser a pessoa que me apetece ser e não quem os outros esperam que eu seja.
Quero fazer o que me faz feliz.
Quero colecionar momentos, emoções e vivências.

Ter chegado a este patamar é qualquer coisa de extraordinário!

Engraçado que passo dias e dias sem me apetecer escrever nada e depois há aqueles dias em que as palavras quase que se atropelam para sair da minha cabeça :-)

Bem-vindo 2017!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Do ano que termina


Finalmente deixei de me preocupar com os juízos de valor que os outros fazem.
Finalmente decidi fazer o que me dá prazer, sem me importar com opiniões alheias.
Finalmente valorizo-me mais, reconheço o valor que tenho. E eu mereço tanto!
Finalmente cuido-me, mimo-me, adoro-me.
Chamam a isto loucura? Chamam a isto maturidade? Chamam a isto crise dos quarenta?
Talvez um mix de tudo.

Um dia disseram-me Não percebo porque achas que os outros são melhores do que tu. E foi nesse instante que eu me apercebi que o caminho da minha auto-aceitação já estava a ser trilhado. Foi aí que eu percebi que já não sentia esse fardo que tinha carregado durante tanto tempo.

Um dia disseram-me Finalmente tornaste-te na mulher que eu sempre vi em ti. E eu finalmente senti confiança e aceitei o elogio como meu de direito.

O bem estar interior não vem de um número mais pequeno na balança... não vem de um tamanho abaixo nas calças... O bem estar interior vem da aceitação da pessoa que somos, com todas as qualidades e defeitos que temos.

Já dizia a canção: todas as pequenas coisas é que fazem de ti quem és. E é verdade.

Definitivamente deixo este ano com a alma mais leve e ao mesmo tempo mais poderosa. É um sentimento maravilhoso!

Boas Festas

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Note to my 20-year-old self


You never love yourself half as much as I love you
You'll never treat yourself right darling but I want you to
If I let you know, I'm here for you
Maybe you'll love yourself like I love you 
I've just let these little things slip out of my mouth
Because it's you, oh it's you, it's you they add up to
And I'm in love with you and all your little things

É exatamente o que eu diria à Lena de 20 anos. Esta nova tatuagem representa o meu amor próprio, para eu nunca mais me esquecer o quanto mereço amar-me.

Loving myself, loving life...


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Um dia...


... quando olhar para trás, para a minha vida passada, quero recordar os meus quarenta com um carinho especial.

Não foi a minha adolescência, não foi a loucura dos vinte, nem a segurança dos trinta.

Foi a serenidade dos quarenta. Sim, o corpo já reclama, mas a mente, essa, definitivamente não o acompanha.

A maturidade traz uma confiança inabalável que nunca tinha sentido antes.
Traz uma despreocupação da opinião alheia que é absolutamente libertadora.

Foi aos quarenta que passei a olhar para mim com outros olhos... com um orgulho interior que não tem preço.

Faço o que me apetece e me faz verdadeiramente feliz.

Adoro-me e isso é algo que nunca pensei que pudesse acontecer.

domingo, 30 de outubro de 2016

Da loucura


Bia: Agora sempre que olhar para ti vou ter inveja por teres o piercing... (pausa de 2 segundos)... os meus amigos é que devem ter inveja de mim por eu ter uma mãe como tu...

O orgulho que a tua filha tem de ti... Isto sim, é felicidade extrema!!

Houve alturas em que eu me preocupava com o que os outros pensavam de mim, tinha medo de não corresponder às expectativas dos outros, só queria passar despercebida na multidão.

A idade ensinou-me a relaxar e a não deixar de fazer o que me fizesse feliz.
Ensinou-me a cultivar a minha auto-confiança e a valorizar-me como mereço.
Ensinou-me a não ligar ao que os outros possam pensar sobre as escolhas que faço.
Ensinou-me que sou suficientemente forte para manter as minhas convicções.

Isto não é nenhuma crise dos 40. Não senhora! É simplesmente o símbolo da minha auto-confiança. O facto é que não trocava os meus 40 pelos meus 30 e muito menos pelos meus 20. Sinto-me muito melhor agora, sou muito mais feliz agora do que antes.

A auto-aceitação vem de mãos dadas com a auto-confiança. Quando chegas a este patamar, acredita, sentes o peso do mundo a sair dos teus ombros. E é um sentimento tão bom!!