terça-feira, 30 de maio de 2017

Porquê?...


Porque não me apetece.
Porque está frio.
Porque está calor.
Porque estou cansada.
Porque não me apetece.
Porque quero ver o Biggest Loser (irónico, hã?...)
Porque está vento.
Porque a rua é sempre a subir.
Porque não me apetece.
Porque é preciso meter a bicicleta no carro.
Porque não gosto de fazer esforço de manhã.
Porque há cães na rua.
Porque não me apetece.
Porque só me quero sentar no sofá depois de um dia de trabalho.
Porque tenho o cabelo molhado.
Porque os fones não funcionam.
Porque não me apetece.
Porque o sol está forte.
Porque está nortada à beira-mar.
Porque acabei de tomar banho e não quero suar.
Porque não me apetece.
Porque prefiro ir ao shopping.
Porque está a chover.
Porque está de noite.

Porque não me apetece...

Porque sou uma pastelona...

Porque continuo à espera de fazer exatamente a mesma coisa, mas obter resultados diferentes (not-gonna-happen)...

Porque parece que ando nisto há dois dias quando na verdade vou a caminho dos catorze anos de estilo de vida saudável...

Porque uns míseros 15 minutinhos que seja de exercício por dia podem, neste momento, fazer a diferença para mim...

Porque a compulsão de ontem fez-me ver que a velha Lena, a gorda desregrada que eu pensava que estava morta, pode estar somente adormecida, ainda que profundamente e isso assusta-me imenso... (*)

Porque eu não quero voltar nunca mais a ser a velha Lena. Eu quero ser a Sweet Lena, aquela que eu aprendi a amar e a respeitar acima de tudo.

Porque foi preciso mais uma vez um abanão forte para me fazer acordar.

Por isto tudo, junho é mês de exercício diário. Sem desculpas!... nem que seja só 15 minutinhos... vá lá, todos temos 15 minutinhos... e começou já hoje :-)

E o não me apetece é desculpa proibida!!

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(*) Nota: andei o dia inteiro meia choca sem razão. Só agora ao passar os sentimentos para aqui me dei conta do porquê. Escrever é sem dúvida a minha melhor terapia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Há que tempos!!

Há muito tempo mesmo que não tinha uma compulsão. Acho que há anos!

Aconteceu há bocadinho...

Não que tenha sido uma quantidade absurda de comida. Não. Foram uns quantos chocolatinhos e bolachinhas, não é a quantidade que me rala.

O que me assusta é a voracidade e a velocidade com que eles foram engolidos, sem sequer me dar tempo para respirar fundo, para pensar, para por a mão na consciência. Isso sim, isso preocupa-me!

Neste momento quase consigo compreender o conceito de compulsão e de seguida tentar apagar o sentimento de culpa com o vómito. Não o faço, nunca o fiz, mas sinto que a linha é mesmo muito ténue.

E isto é só estúpido, porque compulsivamente nem sequer tiras prazer do que estás a comer.

Pronto, confessei!

Agora siga!... Sem culpas!

domingo, 28 de maio de 2017

My brave little girl


Orgulho! É o que eu sinto dela, da coragem dela.

Aos anos que ela andava a deixar crescer o cabelo, nunca estava grande demais e ir ao cabeleireiro era sempre só para cortar o mínimo dos mínimos.

Assim do nada decidiu dar um corte valente. O rabicho vai ser doado à Little Princess Trust para tentar ajudar a trazer um sorriso a uma criança doente.

Miúda valente é o que é!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Eu, mãe de uma jovem adolescente, me confesso!!

Adolescente e mãe saudáveis :)

Diz que os adolescentes não comem fruta e legumes regularmente e que isso é uma das razões que coloca Portugal no top 5 dos países com maior índice de obesidade infantil.

Eu confesso:
- Não consigo que a minha filha coma legumes, só mesmo na sopa e passada. Se comemos sopa todos os dias? Não. Quando era criança, ela comia, hoje desabituamo-nos e comemos somente ao fim de semana.
- A minha filha só gosta de maçãs, cerejas e clementinas. Ela nunca foi fã de fruta, mesmo em pequenina era um filme para comer fruta.

Aliás, era um filme para ela comer fosse o que fosse. Em bebé a hora da refeição envolvia normalmente brinquedos, canções e papas espalhadas por todo o lado.

Mas, por outro lado:
- À exceção de chocolate, ela não gosta de doces de espécie nenhuma, nem gomas, nem bolos, nem bebidas. Para terem uma ideia, só há cerca de 2 semanas é que ela experimentou chiclets!

- Não gosta de fritos. Não está habituada em casa, logo acaba por achar a comida pesada para ela. Prefere arroz branco ou massa simples a qualquer outro tipo de acompanhamento.

Confesso que ao longo destes anos me concentrei tanto em retirar o mais possível de gordura da nossa alimentação que descurei essa parte dos legumes e da fruta.

E sei que lhe faz falta e que devia insistir. Mas se já era difícil introduzir alimentos novos quando ela era pequena, agora em versão adolescente é completamente impossível. É que ela nem sequer quer experimentar.

Há coisas que eu tenho a certeza que se ela experimentasse ia gostar, mas nem sequer consigo que experimente, porra! E é que contrariada, não vale a pena, é só para lhe criar ódiozinhos de estimação para o futuro.

Lembro-me que quando ela andava no infantário, nos dias em que o lanche era pão com marmelada, a miúda ficava na mesa com a marmelada na boca, sem conseguir engolir, porque odiava aquilo.

Eu própria ainda hoje só consigo comer sopa passada, porque no infantário me obrigavam a comer sopa inteira e as couves davam-me vómitos. É a única memória que tenho do infantário!

Isto tudo para dizer que uma das poucas coisas que eu mudava em relação à educação da minha filha era precisamente esta questão da alimentação, saladas, legumes e frutas. Quando são pequeninos é realmente muito mais fácil incutir o gosto por este tipo de alimentos do que à medida que crescem.

Agora resta-me esperar que ela ao crescer comece, por ela, a ganhar gosto por este tipo de alimentos, porque ela está mais do que consciencializada para o perigo da obesidade, afinal viu a mãe lutar contra ela a sua vida toda.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Quem é ele?


Ele desce na 1ª semana... ele sobe na 2ª... ele torna a subir na 3ª... ele volta a descer na 4ª e na 5ª...

E andamos nisto! Numa relação amor-ódio permanente. Chama-se equilíbrio, acho eu.

O que eu tenho feito para contrariar esta tendência? Absolutamente nada.

No início, a minha cabecinha enche-se de boas intenções que rapidamente são arrumadas num cantinho lá ao fundo e raramente passam disso mesmo: intenções.

Tenho consciência de que quando não me sentia tão bem comigo própria, não arrumava tão rapidamente as intenções, arregaçava mais depressa as mangas e ia à luta.

Agora, tenho tendência a ceder mais à inércia, ao "é só mais este pecadinho!" em vez do "só por hoje vou portar-me bem!"

Mas continuo em paz comigo e isso não preço. Só tenho de equilibrar mais o pecadinho com o portar bem para me manter sempre na mesma linha.

Quem é ele? O peso, pois claro, esse maroto!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sweet guilty pleasures


Isto das redes sociais é um fenómeno engraçado.

Faz-nos ver que não somos assim tão aves raras como à partida pensamos.

Leva-nos a conviver, ainda que virtualmente, com uma infinidade de pessoas que tanto podem estar na porta ao lado da nossa, como no outro lado do mundo e que têm os mesmos gostos, as mesmas dúvidas, os mesmos prazeres que nós.

Eu acredito que o facto de estarmos protegidos por detrás de um ecrã nos leva a ser mais nós próprios do que quando estamos frente a frente com alguém.

É aqui, neste blog, que alguém pode conhecer o mais íntimo de mim.

Depois há o twitter onde encontrei centenas e centenas de mulheres feitas que partilham comigo o amor pela música que supostamente é dirigida a pitas aos gritos.

Supostamente uma mulher de 40 anos já não se deve interessar excessivamente por música. Muito menos feita por putos novos.

"Isso não é  para a tua idade!" diz-se na vida real. "Oi?! Música tem idade?!" Recuso-me a aceitar isso! E é no twitter, onde encontrei milhares de mulheres que lidam com esse mesmo preconceito, que vivo o meu sweet guilty pleasure de partilhar fotos, entrevistas, momentos, paixonetas por esses putos novos que até escrevem coisas de arrepiar. E as partilhas das chamadas fanmoms são tão mais interessantes...

E isto não tem nada a ver com o facto de ser novinho e giro e com olhos maravilhosos e vozes de anjos, nada disso. OK, também ajuda, mas os moços têm substância, têm ideias e muitas vezes conseguem traduzir para palavras aqueles sentimentos estranhos que nós não conseguimos explicar.

Por isso eu quebro estereótipos. "Não é para a tua idade!", posso ouvir isto vezes sem conta, há-de ser sempre para a minha idade! A arte não tem idade e muito menos a música.

Portanto, neste momento ando obcecada por isto:

Ouvi esta há 10 minutos pela primeira vez e também vai ser uma favorita:

E para terminar em versão mais libidinosa:

Pfff... não tenho idade... vou mas é ali à Fnac comprar o álbum do Harry que saiu hoje, passar o dia no twitter a seguir as entrevistas e reações e partilhar isto tudo com a minha adolescente preferida.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Era mesmo isto que eu estava a precisar de ler!


Mais uma vez a blogosfera dá-me a mão, puxa-me para cima e demonstra-me por A + B que os macaquinhos que tenho na cabeça não moram só em mim, mas são transversais a imensas pessoas que têm as mesmas vivências.

Desta vez a conversa era sobre filhos adolescentes e não resisto mesmo a partilhar AQUI, quanto mais não seja para me relembrar que todas nós, umas mais outras menos, passamos por isto.

O que mais destaco desta maravilhosa conversa é isto "Esta separação é difícil mas só para os pais, há quem não queira deixar crescer mas isso não é possível, isso só vai provocar um abismo maior. O desapego para os miúdos é um processo normal e natural, como qualquer outro animal eles querem crescer e ir à sua vida."

O que há alguns dias me estava a parecer avassalador, está cada vez mais a encaixar-se na minha vida. Eu precisei de quebrar para aprender a adaptar-me a esta nova fase. Eu. Porque ela está mais do que adaptada.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Do dia da mãe


 
Foi o melhor dia da mãe de sempre!
 
Ela conhece-me como ninguém, então fez um postal cheio de significado e de mimo...
 
Dentro do envelope com o nome da minha música preferida de momento, tinha um texto onde ela abria a alma para mim como que em resposta a todas as minhas dúvidas e angústias dos últimos posts. E não, ela não os leu, mas sentiu-me e pediu-me só para lhe dar um pouco de espaço sem fazer filmes na minha cabeça e garantiu-me que o nosso amor é incondicional e eterno!
 
Adoro-te tanto que não tens ideia filha!!  

sábado, 6 de maio de 2017

E depois há dias assim...


Dias em que tudo volta a ser como dantes.

A carinha está mais sorridente, a conversa flui normalmente, o sofá enorme está desocupado porque estamos uma em cima da outra a estudar história...

E eu aproveito! Sempre!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Vocês são muito cosidas!"



Toda a minha vida ouvi esta frase da boca da minha avó, da minha mãe e até da minha sogra.

"Vocês são muito cosidas!..." - eu sempre senti orgulho ao ouvir esta frase dirigida a mim e à minha filha, mesmo que ela fosse dita com uma certa dose de apreensão. Eu sentia orgulho da relação única de cumplicidade que sempre tive com ela.

Quem a dizia, sentia uma certa apreensão quanto à altura de nos descosermos. "Depois vais sentir muito!..." E eu sorria e pensava "Sim, sim, depois logo se vê..."

Só que o "Depois" está a chegar... e muito depressa.

De há uns 2 meses para cá a adolescência assentou arraiais cá em casa. Com ela chegou a cara fechada, o silêncio, os resmungos, o normal, vá...

Para já ela continua muito caseira, continua a querer a nossa companhia ao fim de semana, continua a gostar de andar connosco de um lado para o outro... mas muito mais em silêncio, sem os sorrisos a que estávamos habituados, com conversas tiradas a saca-rolhas...

Eu sei que é normal, mas eu estou a sentir tudo na pele agora e está a ser um bocadinho avassalador para mim.

Eu, que tive uma adolescência difícil, carrancuda, de silêncios e resmungos, de segredos para com os meus pais, ponho-me agora no lugar deles e penso "Só espero que ela não seja como eu fui..."

E ela, do alto da sua sabedoria diz-me amiúde "Nem eu sou tu, nem tu és a tua mãe!", como quem diz "Não compares a nossa relação com a vossa"

Eu quero dar-lhe o espaço que ela precisa, não me importo de me descoser, mas não consigo faze-lo totalmente.

Em primeiro lugar, tenho de deixar de olhar para ela como a adolescente difícil que eu fui. Ela não é a Lena adolescente, ela é a Bia adolescente que sempre teve uma relação única com a Lena mãe.

Tenho de confiar nela e no trabalho que fiz até agora. Ela nunca me mentiu nem escondeu nada, não posso estar sempre à espera da primeira vez que isso aconteça.

Logo, tenho de deixar de sofrer por antecipação.

Tenho de lhe dar espaço e deixa-la respirar, apesar de só me apetecer mantê-la debaixo da minha asa.

Sei que eu é que tenho de me adaptar a esta nova fase, mas não pensei que fosse tão difícil.

É agora avó, que nos estamos a começar a descoser. Tu tinhas razão...