terça-feira, 21 de novembro de 2017

Dos sinais do universo

Na sexta-feira parti os meus óculos.

Fiquei passada! Eu adorava os meus óculos! Eram de massa mas transparentes, relativamente pequenos e sentia-me lindamente com eles...

Fui ao oculista com intenção de aproveitar as lentes e comprar só uma armação. Nem pensar, era tudo feio! Lá ia ter de desembolsar para óculos e lentes também... 

Depois de ver 500 pares de óculos e não gostar de praticamente nenhuns, lá encontrei uns parecidíssimos com os meus, com a armação em massa num rosinha translúcido que gostei. Queria porque queria manter a mesma linha.

Dizia a menina da loja: eu não lhe ía mostrar esses porque são mais na linha do que vendemos para pessoas com o dobro da sua idade...

Por mais que vasculhasse as dezenas de modelos, mesmo a contragosto ia sempre cair nas armações bordeaux.

Mas eram grandes.
Mas eram de cor.
Mas eram o oposto do que eu tinha.
Mas eu não queria nem ter partido o raio dos meus óculos, nem queria mudar de estilo, que raiva!!!
Mas estes estão mais na moda.
Mas estes ficam-te tão bem!
Mas até pareces mais nova!


E pronto, mudei de óculos pequeninos em massa translúcida que me escondiam as olheiras e as rugas, para uns óculos de massa bordeaux que já puxam a usar um rímel, um lápis, um BB cream.

Obrigaram-me a olhar para mim com olhos de ver e dar os pequenos retoques que agora não consigo esconder. Trouxeram brilho e cor ao meu rosto. E se ainda estranho um pouco, o gosto entranha-se cada vez mais.  


domingo, 19 de novembro de 2017

E tem sido muito isto...

* Diálogos internos *

- Bem, tenho aquele grande cesto de roupa para arrumar...
- Safoda, arrumo na quinta-feira...

***

- Preciso de fazer 3 caminhadas por semana...
- Safoda, faço amanhã (ou depois... ou depois do depois... não acontece)

***

- Devia acabar aquela almofada de crochet para por na minha cama, só falta mesmo coser ao enchimento...
- Safoda, vou mas é jogar mais meia hora deste jogo estupidamente viciante de pintar quadradinhos no telemóvel ..

***

- Tenho mesmo de beber 1,5l de água por dia...
- Safoda, acabo de beber logo à noite...
* Logo à noite *
- Safoda, compenso amanhã... (not)

***

- Pára! Já comeste porcarias a mais!
- Safoda... nham... nham... nham...

***

E tem sido isto, ultimamente! Uma apatia sem igual. Falta-me energia, falta-me genica, falta-me vontade para arregaçar as mangas e deixar de ser espectadora da minha vida.

Sinto-me novamente em piloto automático, um dia a seguir ao outro e eu naquele rame-rame diário de casa-trabalho-jantar-sofá-cama, sempre non-stop...

Preciso de acordar novamente para a vida e libertar-me desta rotina idiota, fazer coisas, deixar de ser uma couch-potato...

Preciso de um click

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Andas por aí, Sweet?


Ando. Caladinha porque não me tem apetecido escrever nada de jeito...

Na noite de 31 houve festa de Halloween lá em casa para 8 adolescentes que foram pedir doces (e obrigaram-me a ir com eles) e depois dormiram todos lá em casa espalhados por colchões na sala. Foi muito divertido e quase houve coma de doces!

Eu e a Bia continuamos a ter cuidado com os docinhos. Comemos sim senhora, mas com moderação e consciência, que é na realidade o objetivo deste desafio: ter consciência.

Quanto ao exercício... o que é isso?... não me lembro...

Pedi ao hubby para esconder a balança e confesso que tenho mixed feelings sobre isso. Às vezes sinto falta de saber para me auto-controlar. Outras vezes é uma sensação de liberdade não ter de controlar o número. Mas agora vou até ao fim do mês (até porque não faço ideia onde ele a escondeu...)

E por agora é isto basicamente.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Dos exemplos


* Ontem depois do jantar *

Bia - Estou tão desconsolada... apetecia-me mesmo um crepe, mas sinto que ando a abusar um bocadinho ultimamente...

Eu - Mas comes o crepe e fazemos um acordo: do dia 1 de novembro até ao Natal, vamos ter cuidados redobrados com a alimentação, aceitas?

Bia - Está combinado!

Fico tão contente que ela tenha essa perceção, que nem imaginam! É que eu não tinha esse filtro nem quem me pusesse travão, por isso fico mesmo feliz por ela saber por ela quando deve parar.

Não tenho dúvidas que esse filtro que ela tem foi criado pelo que vê em casa. É certo que a miúda não é fã de legumes (há-de ser um dia), mas também não é fã de sumos nem de gomas ou bolos, nem de fritos, que muito raramente faço. 

Este mês quero também seguir o exemplo dela e ficar longe da balança. Vou pesar-me no dia 1 de novembro e só volto a pesar-me a 1 de dezembro. Quero tirar o foco do número, na esperança que ele comece finalmente a baixar

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Dos odiozinhos de estimação da infância


Desde criança que tudo o que fosse couves ou legume verde era objeto de ódio da minha parte.

Até ontem. Fui jantar a casa do meu irmão e a salada era de brócolos com vinagre balsâmico, que eu resolvi experimentar.

E não é que é bom?!

Eu que só gostava de couve flor e torcia o nariz aos brócolos, gostei da textura e do sabor! Mas gostei tanto, que hoje fui comprar um pé enorme para fazer amanhã como acompanhamento de um franguinho assado no forno.

Quem diria, hã?!


domingo, 22 de outubro de 2017

Das aulas de natação # 2


Há 15 dias enfrentei a minha grande fobia de água e fui à minha primeira aula de natação. Correu melhor do que eu esperava e saí de lá com vontade de aprender mais e mais.

Na semana passada, como estávamos em Madrid não fomos à aula.

Esta semana, foi o descalabro!

Eu tenho muito medo da água e apavora-me o facto de poder ir ao fundo sem contar, muito embora já me consiga deslocar com a cabeça dentro de água e controlar minimamente a respiração.

Na primeira aula, além de exercícios de respiração, andei a deslocar-me na água com o esparguete. Desta vez, a professora queria que eu andasse só agarrada a uma pranchazinha minúscula... nem pensar! Não estava preparada, continuei com o esparguete!

A coisa que mais me afligiu foi depois de estar com o corpo na posição de nadar, voltar à posição vertical, sem me agarrar à borda da piscina. Se de costas, consigo fazer isso bem, de frente é um autêntico martírio. Não conseguia voltar à posição vertical, afligi-me, engoli água, estava super-tensa, não saía do sítio... Enfim, senti mesmo que dei dois valentes passos atrás e saí da aula desmotivada e nervosa.

Dormi mal, sonhei com a piscina, acordei a meio da noite com a sensação do corpo tenso, uma ansiedade terrível...

Decidi enfrentar o meu medo. Hoje não havia aula, mas havia banhos livres e lá fomos os três. Expliquei à Bia o que não conseguia fazer e com a ajuda dela lá consegui uma vez meia tosca... e mais outra... e outra e outra e outra...

Eu sei que parece uma coisa banal, mas para mim é uma grande conquista. A água apavora-me e para isso deixar de acontecer eu tenho de ter confiança de que consigo desenrascar-me.

Hoje, sem o stress da aula e com a piscina praticamente só para nós consegui:
- Treinar a minha respiração dentro de água
- Aprender a voltar à posição vertical, o que é fundamental para ter confiança e deixar o medo mais um bocadinho de lado
- Aventurei-me com a pranchinha! É verdade, larguei o esparguete, apoiei-me na prancha, relaxei o corpo e consegui nadar.

Substituí a frase que dizia no início do banho livre Não consigo, ajuda-me! pela palavra Consegui! e foi uma sensação tão boa!

Claro que ainda falta muuuito, mas estes primeiros passos são fundamentais para vencer o medo.

Quanto à Bia, ora como medo ela não tem, passou logo à pranchinha na primeira aula e ontem já estava sozinha a dar braçadas! É uma categoria esta minha filha!!