segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fartinha!!



Estou farta de encolher os ombros ao ver a balança subir aos pouquinhos mas constantemente.
Estou farta de deixar que a inércia leve a melhor e eu não levante o rabo do sofá.
Estou farta de ter de me obrigar constantemente a beber água.
Estou farta de já não me lembrar do sentimento de consciência tranquila.
Estou farta de passar o fim de semana inteirinho cheio de abusos.
Estou farta de ter de me relembrar constantemente de hábitos que já deviam estar enraizados, mas que não há meio de se fixarem nesta cabeça meio oca.
Estou farta de andar a arranjar artimanhas para tentar enraizar hábitos saudáveis à toa.
Estou farta de ter a nuvenzinha irritante da preocupação do peso a pairar-me na cabeça.
Estou fartinha...
Apetece-me voltar a preocupar-me em focar-me só em 2017, mas não quero de maneira nenhuma andar em roda livre até lá. Não sei o que fazer…

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Da (falta de) rotina


A Bia está doente desde terça.

Acho piada às opiniões alheias que acham estranho eu ficar em casa com ela apesar de a poder deixar com os avós. Eu sempre achei que uma criança doente quer sempre a mãe perto. Não é o pai, não é a avó ou o avô é a mãe. E mesmo já sendo uma autêntica adolescente, nem eu me sentia bem se não ficasse a cuidar dela.

Não critico quem opta por recorrer à ajuda preciosa dos avós, simplesmente não é para mim, pronto!

Ora, são já 3 dias em casa 24/7 longe das rotinas habituais e confesso que a "dieta" foi completamente por água abaixo.

Podia ter aproveitado para fazer umas sessões de elítica, mas preferi passar hooooras no sofá a adiantar o meu tapete de ponto de cruz.

Podia ter-me entupido de litradas de água e chás, mas até ao almoço ando a tentar acabar com os sumos da festa de aniversário.

Podia ter-me dedicado às sopas e às saladas, mas não, fiz comidinhas boas só porque sim e fartei-me de petiscar porcarias pouco tempo depois do almoço por puro aborrecimento.

Conclusão: ficar em casa dá cabo do esquema. Gosto muito de tratar da minha filhota, mas já sinto falta da minha rotina. Consigo controlar-me muito melhor fora de casa, sem dúvida nenhuma.

A princesa já está como nova e voltamos a entrar nos eixos brevemente.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Um dia...


... quando olhar para trás, para a minha vida passada, quero recordar os meus quarenta com um carinho especial.

Não foi a minha adolescência, não foi a loucura dos vinte, nem a segurança dos trinta.

Foi a serenidade dos quarenta. Sim, o corpo já reclama, mas a mente, essa, definitivamente não o acompanha.

A maturidade traz uma confiança inabalável que nunca tinha sentido antes.
Traz uma despreocupação da opinião alheia que é absolutamente libertadora.

Foi aos quarenta que passei a olhar para mim com outros olhos... com um orgulho interior que não tem preço.

Faço o que me apetece e me faz verdadeiramente feliz.

Adoro-me e isso é algo que nunca pensei que pudesse acontecer.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Foi hoje...


Não foi no domingo, nem foi ontem... mesmo depois daquela self-talk inspiradora (not)... foi hoje!

Meia hora de caminhada só eu e a minha música! Eu já sabia que adorava a sensação final... apressar o passo quando a If you don't know aparece no shuffle... abrandar quando é a vez da History... ficar com a lágrima pronta a saltar sempre que ouço os primeiros acordes da Little Things...

Trinta minutos só meus! Sim, adoro!!

domingo, 6 de novembro de 2016

Dois meses depois...


... de começar com as novas rotinas, a tabelinha continua a ser uma bela ajuda porque me dá uma visão alargada dos objetivos.

A água - tem sido um descalabro. Uma coisa tão simples de fazer, que depende unicamente de mim, racionalmente não sei porque me continuo a sabotar desta maneira. Sei que é um hábito fácil de seguir, sei que me faz bem, mas mesmo assim, é daquelas coisas que costumo procrastinar até à hora de deitar e aí deito a toalha ao chão "desisto por hoje"... quase todos os dias. Esta é a tarefa a que me quero dedicar a 100% este mês.

A alimentação clean - até tenho conseguido seguir bem esta rotina. Claro que clean é um conceito muito próprio de cada um. No meu caso não é totalmente guilt-free, porque já aqui o disse que me permito alguns desvarios próprios de uma reeducação alimentar para a vida toda. O que tenho reparado ultimamente é que os fins de semana têm saído um bocado a mais da linha. O plano é não tornar o fim de semana inteiro num grande pecado, mas escolher só um dos dias. Segunda-feira vai passar a ser o dia da desintoxicação, com uma alimentação especialmente regrada.

Hidratar o corpo de manhã e limpar o rosto à noite - tem sido praticamente sem falhas. São as regras que mais se interiorizaram e agora até me parece estranho quando não as cumpro. É exatamente este o objetivo para todas as outras.

O exercício - ............ é simplesmente não existente... Porquê? Porque não me apetece! Inércia is a bitch!! Sei que é crucial para o meu bem estar. Sei que apesar de me custar a começar depois a sensação é maravilhosa. Sei que tenho o telemóvel repleto de música para me ajudar a distrair. Sei que posso começar por qualquer lado, fazer qualquer coisa, seja caminhadas, elítica, dançar à maluca, qualquer coisinha que aumente o meu ritmo cardíaco. Sei que não preciso de começar logo a dedicar 1 hora por dia a qualquer uma destas coisas, sei que posso começar por 10 minutinhos de qualquer coisa. Sei tudo isto, no entanto continuo a sabotar-me... Damn you Inércia!!!

Dez minutos por dia! Esta semana, todos os dias! É só isso que vou exigir de mim. É pouco, quase nada, mas tenho mesmo de começar por algum lado. E esta semana vai ser por aqui. Cada 30 minutos tem direito a um check na tabela. Se é aqui que tenho de melhorar, então é aqui que vou melhorar.

domingo, 30 de outubro de 2016

Da loucura


Bia: Agora sempre que olhar para ti vou ter inveja por teres o piercing... (pausa de 2 segundos)... os meus amigos é que devem ter inveja de mim por eu ter uma mãe como tu...

O orgulho que a tua filha tem de ti... Isto sim, é felicidade extrema!!

Houve alturas em que eu me preocupava com o que os outros pensavam de mim, tinha medo de não corresponder às expectativas dos outros, só queria passar despercebida na multidão.

A idade ensinou-me a relaxar e a não deixar de fazer o que me fizesse feliz.
Ensinou-me a cultivar a minha auto-confiança e a valorizar-me como mereço.
Ensinou-me a não ligar ao que os outros possam pensar sobre as escolhas que faço.
Ensinou-me que sou suficientemente forte para manter as minhas convicções.

Isto não é nenhuma crise dos 40. Não senhora! É simplesmente o símbolo da minha auto-confiança. O facto é que não trocava os meus 40 pelos meus 30 e muito menos pelos meus 20. Sinto-me muito melhor agora, sou muito mais feliz agora do que antes.

A auto-aceitação vem de mãos dadas com a auto-confiança. Quando chegas a este patamar, acredita, sentes o peso do mundo a sair dos teus ombros. E é um sentimento tão bom!!