quinta-feira, 5 de julho de 2018

Looking back



Até sensivelmente ao nascimento da minha filha eu tinha zero preocupações com o meu corpo e a perceção que eu e os outros tinham dele.

Não me importava minimamente com a opinião dos outros. Não tinha absolutamente cuidado nenhum com a minha alimentação. Não se passava um único dia sem comer fast-food ou pastéis e bolos, sem qualquer tipo de auto-controlo. Água, legumes ou mesmo exercício físico eram miragens na minha vida.

Mas eu sentia-me bem... A imagem que o espelho me devolvia (quando me lembrava de olhar ao espelho) não me incomodava. Quer dizer, sabia que estava grande, sabia que a roupa ficava constantemente mais apertada, comprar roupa era uma odisseia, mas nada disso me afetava.

E depois de 2 anos de tentativas frustradas a minha filha nasceu. Nunca ninguém me disse que o excesso de peso afetava a fertilidade, teria sido esse o meu ponto de viragem, se o tivessem dito. Tudo o que eu mais queria na vida era ser mãe.

Ela nasceu e eu sabia que tinha de parar ali. Tinha de a educar em condições. Tinha de lhe incutir desde cedo hábitos saudáveis e para isso, tinha de mudar radicalmente os meus hábitos para tornar aquele ser perfeitinho na melhor versão possível.

E comecei a olhar mais atentamente para o espelho, desta vez com outros olhos e comecei a ver todos os defeitozinhos do meu corpo. E eram muitos.

E foi uma volta de 180º. Tudo o que não me preocupava até ali, passou a preocupar-me. Os braços rechonchudos, as coxas que abanavam com cada passo, a barriga cheia de estrias reluzentes e os seios tão flácidos para a minha idade... A roupa apertada sufocava-me e era com muita vergonha que comprava "roupa de velha" porque as lojas "normais" não tinham o tamanho que eu usava.

E se antes não me importava minimamente com a opinião dos outros, passei a observar constantemente os olhares alheios e a achar que todos olhavam para mim e me julgavam (como se as pessoas não tivessem mais o que fazer). Muitas foram as vezes que eu olhei em volta para ver se era a pessoa maior na sala. E de todas as vezes me convencia, envergonhada,que sim.

E fui ficando cada vez mais insegura com o meu corpo, ao ponto de me ter convencido que só poderia ser feliz se perdesse peso. E para perder peso, teria de me sentir desconfortável com o meu corpo. Foi este o meu veredito para mim própria.

Assim, passei estes últimos 16 anos numa batalha comigo, a olhar (pouco) para o espelho e a dizer-me a mim própria "Ainda não estás bem. Esses braços ainda estão rechonchudos, essas coxas ainda abanam muito, essa barriga com estrias e esses seios cada vez mais flácidos. Ainda não podes gostar de ti assim..."

Perdi peso, atingi finalmente os tão almejados sweet 68 (vitória!vitória!), mas obviamente a felicidade não estava no potinho ao lado dessa grande vitória... daahh, claro que não!

Ganhei algum peso de novo, mas juntamente com ele fui recuperando um pouco de amor próprio e fui deixando para trás uma obsessão que quase me atirou para o abismo.

E continuei a ganhar algum peso aqui e ali, mas desta vez com a certeza de que já não estava a entupir o meu corpo de porcarias. Ele está maior sim, mas nunca ninguém disse que o nosso corpo tem de ficar igual durante a nossa vida toda e muito menos comprarável ao que as revistas nos querem fazer convencer. Ninguém consegue competir com o photoshop, certo?...

Há dois meses resolvi abraçar a corrente de body positiveness. E tenho aprendido tanto...

Aprendi finalmente que posso amar o meu corpo independentemente do tamanho dele.
Aprendi que não preciso de estar em guerra com o meu corpo para me "obrigar" a cuidar dele.
Aprendi que ninguém perde um minuto do seu tempo a julgar-me, as pessoas têm os seus próprios problemas.
Aprendi que os meus braços rechonchudos dão os melhores abracinhos do mundo, as minhas coxas fartas levam-me a dar passeios maravilhosos, os meus seios flácidos alimentaram a minha pequenina durante um ano inteirinho e a minha barriga com estrias foi o ninho dela durante 9 meses.
Aprendi que não há nenhuma alegria do outro lado da perda de peso que não possa sentir já a partir deste preciso momento.
Aprendi literalmente a passear na rua de cabeça mais erguida e de sorriso no rosto porque me sinto melhor comigo própria, não me sinto tão acanhada e insegura e isso vale por tudo!!

Portanto esta história foi um reviravolta de 360º. Voltei ao cultivo do self-love inicial, mas com a autoconsciência de tudo o que aprendi ao longo dos anos. Passei por muito, mas no fim considero um balanço bem positivo.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Um mar de gente!


Quando o Rock in Rio anunciou a Demi Lovato no cartaz os olhinhos da filhota até brilharam! Foi uma das primeiras cantoras de quem ela gostou e os bilhetes foram o seu presente de Natal.

Eramos 90 mil ontem no Rock in Rio!

O que eu tenho a dizer é que um festival destes é mesmo muito cansativo e o amor à camisola tem mesmo de ser imenso. A viagem, o calor, a espera, o sol abrasador, as dores nos pés... quem vamos ver tem mesmo de valer o sacrifício.

Não desgostei do Agir que conheço vagamente de ouvir na rádio. Tem boa presença em palco e cativa o público.

Não gostei mesmo nada da Anitta. Não faz o meu género de música e o show tinha bailarinos e adereços a mais, assim como uma coreografia bem sexual como que a desviar as atenções da voz dela. Nota bem positiva para duas bailarinas plus-size a quebrar preconceitos. Fora isso, detestei!


A Demi Lovato está uma crescida e tem um vozeirão de cair da cadeira. Adorei o espetáculo que ela deu, conhecia imensas músicas novas e antigas, fartei-me de dançar e gritar! No final, pela primeira vez ela cantou uma música muito íntima, a Sober, onde assumiu que já não está sóbria novamente, como se fosse um grito de ajuda. É preciso ter uma grandessíssima coragem para fazer isto perante o mundo! Ganhou uma fã.


O espetáculo acabou com o Bruno Mars. Confesso que não sou propriamente fã dele. Conheço as músicas como toda a gente, o moço é sempre um grande fenómeno em tudo o que lança  mas estava com curiosidade de o ver ao vivo. E confirmo: não desaponta! Além de cantar que se desunha, faz um espetáculo gigante com recurso praticamente só às luzes e fogo de artifício em palco. A interação com o público é genial e as poucas palavras que fez questão em dizer em português, já se sabe, levam o público ao rubro. Não seria um artista que eu fosse de propósito ver, mas adorei vê-lo!

Contas feitas, foram 20 horas muito puxadinhas de laréu. Muito calor, muito cansaço, pouca comida, pouca bebida, muita alegria e um coração bem cheio ao ver as lágrimas de felicidade da Bia.



sábado, 16 de junho de 2018

Here we go again...


Vai ser o melhor presente de aniversário de sempre! E para acabar o ano em beleza.

Eu e a princesa vamos as duas sozinhas para Madrid assistir ao concerto dos 5 Seconds of Summer com direito a bilhete vip.

Olha eu, sozinha em Madrid com a minha filha... sem outro adulto... e principalmente sem me stressar minimamente.

Não tenho a mínima dúvida que há um mês atrás isso nem sequer me passaria pela cabeça. Eu simplesmente não me sentiria capaz de me aventurar sozinha numa viagem assim.

Estou eternamente grata à tal força do universo que colocou a Allie no meu caminho. Tem sido um autêntico descascar de camadas. Descubro coisas sobre mim que estavam com raízes tão profundas e que não me estavam a fazer bem nenhum...

A atitude é tudo, principalmente a atitude com que nos tratamos a nós próprios ❤️

segunda-feira, 11 de junho de 2018

É tão isto


Fui ver no sábado com a minha filha e adorei!! É mesmo verdade que a atitude é tudo!

A parte em que a Renée olha para as fotos que ela acha que são um antes e depois bem visível fisicamente, mas que na realidade a única coisa em que diferem é o nível de autoconfiança dela, deixou-me com um grandessíssimo nó na garganta.

No final perguntei à Bia o que tinha achado do filme e ela só disse: É muito tu! E é que é mesmo... a luta interior para me conseguir ver da maneira que ela e o pai me veem é imensa.

Já aqui disse que estou num caminho um pouco diferente, um caminho de self-love e body-positivity. Está a ser a minha realidade de momento, mas é uma coisa que, pelo menos para já, não me apetece muito estar a desenvolver por aqui.

Vou continuar por aqui, provavelmente menos... sempre que me apetecer, para falar sobre tudo e sobre nada.

domingo, 3 de junho de 2018

Muito interessante


Os 10 princípios da alimentação intuitiva:

Os 10 princípios da alimentação intuitiva visam a prática do comer intuitivo. Quando eles são seguidos, é possível ter uma relação tranquila e normal com os alimentos, sem precisar viver em guerra contra a comida.

Alguns destes princípios procuram ajudar-nos a sentir e a responder às sensações físicas, como a fome e a saciedade. Outros princípios ajudam a remover os obstáculos que atrapalham a nossa sintonia com o corpo, sendo o seu principal objetivo uma relação saudável com a comida.
  
1. Rejeitar a mentalidade de dieta
A alimentação intuitiva propõe uma mudança de olhar para a comida, bem como sentimentos e atitudes. Procura-se evitar a rigidez alimentar, as regras impostas por outras pessoas, a privação, o medo, a culpa, a vergonha e o sentimento de controlo, existentes na mentalidade de dietas.
Em vez disso, o comer intuitivo procura que a alimentação seja harmoniosa, flexível, e prazerosa. Deve-se respeitar os sinais internos do corpo, ter confiança, satisfação, nutrição e liberdade ao comer. Portanto, a proposta não é fazer dieta e sim fazer as pazes com a comida.
Alimentação intuitiva não tem nada a ver com dietas. Dietas desregulam nosso corpo quando as sensações de fome, saciedade e causam ganho e reganho de peso. Além disso, dietas aumentam as hipóteses de cometer exageros e de sofrer com compulsões alimentares.

2. Honrar a fome
Aprender a honrar o sinal biológico da fome significa comer quando se tem fome.
Não é adequado sentir-se com fome e ignorar esse sinal só para emagrecer. É claro que existem momentos em que temos fome, mas por algum motivo não podemos comer naquele horário. Neste caso, o importante é não ficar faminto. Sempre que estamos com muita fome, é difícil entender os sinais de saciedade e é fácil comer sem controlo ou atacar o frigorífico.
Quando honramos a nossa fome, temos energia para realizar as nossas tarefas do dia a dia. Pessoas que passam a dar atenção a sua fome, tendem a retornar ao peso corporal habitual e a manter o peso. Isso ocorre porque quando passamos a ouvir o nosso corpo e nossa fome, paramos de comer em excesso!

3. Fazer as pazes com a comida
Esse princípio está centrado num dos pilares centrais da alimentação intuitiva, a permissão incondicional para comer. Antes que digas: “Ah então posso comer o que quiser, até ficar a abarrotar?”. Claro que não é isso. O sentido não é comer em quantidade e sim não ter restrições a alimentos que gostas de comer.
Quando se faz dieta é comum comer uma barrinha de cereais (ou outro alimento) ao lanche da tarde, por exemplo, mesmo sem gostar tanto. Simplesmente se segue uma “regra” determinada por outra pessoa, ignorando a possibilidade de comer algo que seja gostoso e ao mesmo tempo nutritivo, matando a fome e a vontade comer ao mesmo tempo.
Por isso, aqui neste princípio, a ideia é se permitir comer sem regras.
Para que se possa fazer as pazes com a comida é preciso não dar valor diferente aos alimentos. Assim, não é apropriado classificar os alimentos em “bons ou maus”, “mais ou menos saudável”, “que devem ser consumidos ou que não devem”.
Todos os alimentos precisam ter o mesmo peso na balança, para que tenhas a liberdade de escolher cada um no seu momento apropriado, conforme sua preferência e necessidade.
Nada é proibido quando existe flexibilidade e equilíbrio na alimentação.
4. Desafiar o polícia alimentar
Algumas pessoas possuem um “polícia” dentro da cabeça: aquela “vozinha”, que avalia se as “regras” determinadas pela mentalidade de dieta estão ou não sendo cumpridas. Por exemplo, a voz diz que não pode comer doces, pois são muito calóricos. Neste caso, quando a pessoa come o doce, ela se sente culpada por ter infringido as “regras”.
Além desse “polícia interno”, existe também o “polícia externo”, que são os amigos, familiares e alguns profissionais da saúde que atuam como juízes para garantir o cumprimento das “regras alimentares”. Quando alguém diz, por exemplo: “Vais comer esse bolo? Pensei que estavas a tentar emagrecer”. Esse tipo de comentário não ajuda e ainda é prejudicial!
Esse princípio da alimentação intuitiva diz que os “polícias alimentares”, tanto o interno como o externo, precisam de ser desafiados.
Para começar, é preciso identificar as diferentes vozes que atrapalham o processo de comer normalmente e em paz. Existe a voz do “informante nutricional”, aquele que calcula mentalmente as calorias, gramas de gorduras, carboidratos, etc. Tem também a voz do “revoltado”, aquele que manda comer em excesso e sabota a dieta.
Depois de identificá-las é preciso transformá-las em suas aliadas. A voz do informante nutricional pode ser utilizada para ajudar a fazer escolhas alimentares saudáveis. A voz do revoltado pode servir para transformar os excessos alimentares numa alimentação equilibrada.

5. Sentir a saciedade
É necessário aprender a escutar os sinais internos do corpo que indicam que a fome já foi atendida e entender o que é estar confortavelmente saciado. Só é possível perceber esses sinais quando se come de maneira incondicional e quando a fome é honrada (evita-se comer de forma exagerada ou insuficiente).
Muitas pessoas têm dificuldade em perceber a saciedade e não sabem quando parar de comer. Só param quando já estão cheias.
Por isso, é importante comer com atenção, sem distrações, fazer pausas e fazer autoquestionamentos durante as refeições sobre quão saciado estás. É preciso prestar atenção na sensação do estômago vazio até a sensação de estômago levemente cheio.
Isso fica mais fácil quando se pratica os outros princípios, pois terás sempre  em mente que poderás comer novamente quando estiveres com fome e algo que gostes. Afinal, porque é que uma pessoa faminta pararia de comer se pensa que nunca mais poderá comer daquela comida deliciosa?
Também deves saber que é permitido deixar comida no prato quando a comida não está prazerosa ou quando já estás saciado. Portanto é preciso saber parar de comer o pacote de bolacha, ou a pizza que está à tua frente. Mas para aprender a sentir a saciedade é preciso treino. Ninguém aprende de um dia para o outro
.
6. Descobrir o fator satisfação
Neste princípio, dois fatos são levados em consideração:
1) existem alimentos que nos deixam satisfeitos por mais tempo, ou seja, demoramos mais a sentir fome e a pensar em comida;
2) a comida também nos traz satisfação, ou seja, é preciso aprender a comer com prazer, não apenas comer para suprir a fome e as necessidades nutricionais.
Descobrir e desfrutar da satisfação ao comer ajuda a não comer em excesso, a comer menos. Por isso é importante saber o que realmente se quer comer, saborear a comida prestando atenção nas sensações que ela desperta (sabor, textura, aroma, temperatura e aparência). Assim, ficará mais fácil perceber-se pleno, feliz ou cheio.
É claro que existem situações em que não é possível ter uma satisfação plena, como quando vamos a um lugar onde é servido algo que não nos agrada, mas comemos por falta de opção ou por respeito com quem preparou. Além disso, há a situação em que temos fome, mas o que temos disponível para comer não nos desperta vontade. Apesar dessas ocasiões, no dia a dia é fundamental que o fator satisfação seja incluído nas nossas refeições, por meio de escolhas alimentares que honre nossa fome e nos traga também saciedade.

7. Lidar com as emoções sem usar comida

Existe uma relação complexa entre comida, emoções e comportamento. As nossas emoções influenciam a forma como comemos. É normal comermos de forma diferente quando estamos felizes ou muito tristes. Algumas pessoas comem menos e outras comem de maneira exagerada, nesses momentos. O problema é quando há um desequilíbrio e, ao não saber lidar com as emoções, a comida é usada para “tapar buracos” emocionais.
Isso é chamado de fome emocional. Ela ocorre nestas situações, quando não se tem fome fisiológica, e se come alimentos para reduzir emoções como medo e ansiedade. Quando isso ocorre as pessoas ficam propensas a exagerarem porque não há fome ou apetite de verdade.
É necessário aprender uma maneira de se confortar, se distrair e resolver as emoções sem usar a comida. É preciso parar e dar atenção aos seus sentimentos, se questionar sobre o que realmente é preciso para aliviar o que está se sentindo no momento. Pode ser que um abraço, carinho, companhia ou afeto já sejam suficientes. Portanto, se perceber que estás a usar a comida apenas para distração ou conforto, procura outra forma de te satisfazeres. Alguns exemplos: tomar um banho, ouvir música, fazer aula de ioga, meditar, comprar flores, ligar para alguém, ir ao cinema, etc.

8. Respeitar o teu corpo
Respeitar o corpo é algo que começa com a aceitação genética, ou seja, abandonar a ideia de que o corpo é algo moldável. Cada um tem sua forma e características próprias.
Que tal apreciar e evidenciar as partes do corpo que gostas, em vez das que não gostas? Cada um tem um tipo corporal que precisa ser aceite, buscando sempre um peso equilibrado. Quando se é muito crítico com relação a forma e tamanho do corpo, é muito difícil rejeitar a mentalidade de dieta também.
É preciso exercitar o respeito ao corpo:
1.       É preciso cuidar do corpo, independente do peso;
2.       Não te compares aos outros;
3.       Sê a tua própria referência de corpo;
4.       Não coloques metas de mudança de peso e do corpo para te preparares para um grande evento;
5.       Não te peses constantemente;
6.       Não faças comentários depreciativos sobre o teu corpo, e sim comentários agradáveis.
Ter uma imagem corporal positiva aumenta a satisfação com a própria aparência, gera menos stress sobre a imagem, melhora a autoestima, otimismo e ajuda a lidar com a vida com maior aceitação.

9. Exercitar-se sentindo a diferença
No comer intuitivo o objetivo de exercitar-se é promover o bem-estar e saúde, e não a queima de calorias.
Ao exercitares-te deves sentir a forma como o teu corpo se movimenta e as sensações geradas pelo exercício. Se te focares no quão cheio de energia e feliz te sentes após o exercício, fazer exercícios será algo mais prazeroso e motivador.
Não é saudável usar o exercício com uma punição ou obrigação ou como compensação por ter comido demais, por exemplo.
Pensar no exercício apenas como forma de emagrecer acaba dificultando sua realização. Porém, quando a motivação passa a ser as sensações de bem-estar geradas, o exercício se torna recompensador e agradável.
Fazer atividade física sempre deve ser uma prioridade, mas é importante escolher atividades de que gostes.

10. Honrar a saúde – nutrição gentil
Lembra-te: não precisas de uma dieta perfeita para ser saudável! Ninguém desenvolve uma deficiência nutricional ou ganha peso por ter comido um determinado alimento ou refeição. O importante é termos um padrão alimentar saudável, ou seja, comer alimentos in natura na maior parte do dia, evitando alimentos ultra processados.
A nutrição e os seus conceitos não são deixados de lado na alimentação intuitiva. No entanto, as escolhas são feitas considerando a saúde, paladar, bem-estar, o emocional e social das pessoas.
A comida tem um importante papel na nossa vida e quando ela gera preocupação e stress, isso pode interferir na nossa saúde. A obsessão por alimentos “saudáveis” pode gerar desequilíbrios nos sistemas do corpo, como o imunológico e cardiovascular.
Portanto, é preciso ser flexível, pois é possível honrar o prazer dos sabores dos diferentes alimentos e a saúde ao mesmo tempo.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Do egoísmo...


No início do ano esta imagem falou-me ao coração. Não sabia muito bem como o fazer, mas ó pá, era mesmo isto...

Depois esta miúda apareceu-me por acaso numa publicação do facebook como se o Universo me estivesse a guiar para o caminho certo.

E começou tudo a fazer mais sentido.

Sinto que preciso de ser "egoísta", não no sentido depreciativo da palavra, mas mais como uma necessidade básica, de me colocar a mim também na minha lista de prioridades.

Preciso de um bocadinho para ser EU só para mim. Porque me sinto cansada.

Estou cansada fisicamente, as últimas férias foram há três eternidades atrás. Estou cansada das responsabilidades de mãe, de esposa, de dona de casa, de filha, de funcionária administrativa. Não me interpretem mal, eu adoro ser mãe, e esposa, e dona de casa, e filha, e (por vezes) funcionária administrativa.

Mas estou cansada de que todas essas responsabilidades venham sempre antes da minha necessidade de ser mulher que precisa de um tempo sozinha.

E quando finalmente paro para respirar, quando finalmente me permito tirar esse tempo para mim, longe de todos, sinto-me egoísta mas no sentido depreciativo da palavra.

Estou muito empolgada quanto a esta nova caminhada, mas estou ainda mais assustada. Sei que é um processo que me vai mudar mas também me vai fazer sair da minha zona de conforto e isso é assustador.

O primeiro passo é mesmo arranjar um lugar e um tempo onde sou só eu e o meu livro com a cabeça livre de responsabilidades.

Sem o "tenho de ir ao supermercado, tenho de fazer as camas, tenho de fazer o jantar, tenho de ver esta série, tenho de tratar da roupa, tenho de ajudar a miúda neste trabalho, tenho de ir fazer uma caminhada, tenho de tratar deste transporte, tenho de planear esta viagem..." Tantos "tenhos de" que vêm antes do "tenho de estar sozinha comigo mesma"