sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A 40%



Desde o fim de semana que ando com uma constipação monumental.

Depois de dores excruciantes de garganta e nariz mais entupido do que sei lá o quê, lá passaram as dores e a moleza do corpo.

Já foram resmas de lenços de papel, litros de soro fisiológico e horas a fio no sofá debaixo da manta a papar séries entre sonecas reconfortantes.

Entretanto tive de vir trabalhar, enfrentar um frio como já não me lembrava há muito e continuar a tentar melhorar.

A garganta felizmente já não dói, mas o nariz continua entupido e agora chegou a malfadada tosse!!!

É sem dúvida o que mais me custa porque mal me deito, sei que as primeiras duas horas (no mínimo) são de tosse constante. É desgastante para todos (vizinhos incluídos). É xaropes, mezinhas de cenoura com açúcar, os mais variados chás, a cebola cortada na mesinha de cabeceira... tudo! E a gaja só passa quando lhe apetece.

Dos meus cinco sentidos estou reduzida a dois a funcionarem em pleno... tenho constantemente um ouvido tapado de tanto me assoar, não consigo sentir nem cheirinhos nem cheiretes e o pior de tudo tenho fome, mas nada me sabe a nada... que desconsolo completo! O paladar faz realmente muita diferença na nossa vida.

Só assim uma pessoa dá valor às mais pequeninas coisas que sempre tomamos por garantidas.

O que vale é que é sexta-feira e o quentinho espera-me!! Bom fim de semana!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Adoro!!!


São os meus chocolates preferidos desde sempre.

A combinação perfeita entre o doce do chocolate, o amargo da avelã a suavidade do creme interior e a textura da bolacha crocante.

Podes comê-los de uma vez só e usufruir da mistura explosiva de sabores e texturas... ou podes comer uma camada de cada vez para sentir cada sabor isolado na tua boca.

Adoro Ferrero Rocher!!

Mas adoro ainda mais conseguir tê-los em casa durante imenso tempo sem ter de me conter para não os comer todos de uma vez como dantes.

Dantes não conseguia comer só um, tinha de comer 3, 4, 5, até me encher. Comia até me enjoar, com sofreguidão, como quem tem medo de não comer nunca mais e sem sequer perder tempo a saborear... Hoje um chega para me satisfazer a gula... até ao próximo, porque o próximo vai estar sempre ali à minha espera.

Hoje estão simplesmente ali. Não preciso de os esconder, não preciso de me policiar. Estão ali para quando me apetecer.

E o meu maior gozo é que continuo a adorá-los como dantes, só que agora de uma maneira saudável, sem stresses nem gulas desenfreadas.

Pequenas maluquices vitórias aos olhos de muitos, mas grandes conquistas para quem segue o mesmo caminho que eu!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Olha lá ó Sweet...

... isto não era um blog de vida saudável, dietas, exercícios e afins?! Há quanto tempo não falas disso por aqui?

Pois é, tenho optado por não abordar essas questões de pesos, alimentação saudável e exercício físico por uma razão muito simples:

O meu foco deixou, finalmente, de estar aí! Decidi remeter o número para o lugar insignificante dele e concentrar-me em sentir-me bem comigo própria como um todo.

Sim, eu sei que estou muito mais pesada.
Sim, eu sei que passo dias e dias a cometer às vezes não tão pequenos pecados.
Sim, eu sei que há meses que a elítica está parada e que as caminhadas são uma miragem.

Mas...

A minha mente finalmente reconhece o valor que eu tenho e nunca me senti tão bem no meu corpo. E isto é a sensação mais poderosa que eu poderia ter. É a tão esperada mudança interior que eu ansiava há tantos anos.

O facto de eu estar interiormente em paz comigo própria e com o meu corpo não significa de todo que me desleixe, e que não o queira modificar.

Muito pelo contrário.

Significa que eu agora sei que o meu corpo merece que eu o trate bem, seja com alimentação correta, com água suficiente, seja a mexê-lo de vez em quando, mimá-lo com cremezinhos e mesmo a presenteá-lo com docinhos e afins.

É uma questão de puro equilíbrio, mesmo.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Some infinities are bigger than other infinities



“Não posso falar da nossa história de amor, então vou falar de matemática. Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. Há dias, muitos dias, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Queria mais números do que provavelmente vou ter e queria mais números para o Augustus Waters do que os que ele teve. Mas Gus, meu amor, tu não imaginas o tamanho da minha gratidão pelo nosso pequeno infinito. Eu não o trocaria por nada neste mundo. Tu deste-me uma eternidade dentro dos nossos dias contados e sou muito grata por isso.” - Hazel Grace in A Culpa é das Estrelas

Quero ter infinitos. Muitos infinitos. Tantos quanto tenho direito.

Quero daqueles infinitos que duram até ao meu último sopro.
Quero daqueles infinitos que duram somente um dia, ou até duas horas ou mesmo trinta minutos.
Quero daqueles infinitos que duram somente o tempo de um abraço apertado vindo daquela pessoa tão especial.
Quero daqueles infinitos que me fazem sentir única, que me fazem sentir que a vida vale mesmo a pena.

Quero viver a minha vida sem remorsos.
Quero ser a pessoa que me apetece ser e não quem os outros esperam que eu seja.
Quero fazer o que me faz feliz.
Quero colecionar momentos, emoções e vivências.

Ter chegado a este patamar é qualquer coisa de extraordinário!

Engraçado que passo dias e dias sem me apetecer escrever nada e depois há aqueles dias em que as palavras quase que se atropelam para sair da minha cabeça :-)

Bem-vindo 2017!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Do ano que termina


Finalmente deixei de me preocupar com os juízos de valor que os outros fazem.
Finalmente decidi fazer o que me dá prazer, sem me importar com opiniões alheias.
Finalmente valorizo-me mais, reconheço o valor que tenho. E eu mereço tanto!
Finalmente cuido-me, mimo-me, adoro-me.
Chamam a isto loucura? Chamam a isto maturidade? Chamam a isto crise dos quarenta?
Talvez um mix de tudo.

Um dia disseram-me Não percebo porque achas que os outros são melhores do que tu. E foi nesse instante que eu me apercebi que o caminho da minha auto-aceitação já estava a ser trilhado. Foi aí que eu percebi que já não sentia esse fardo que tinha carregado durante tanto tempo.

Um dia disseram-me Finalmente tornaste-te na mulher que eu sempre vi em ti. E eu finalmente senti confiança e aceitei o elogio como meu de direito.

O bem estar interior não vem de um número mais pequeno na balança... não vem de um tamanho abaixo nas calças... O bem estar interior vem da aceitação da pessoa que somos, com todas as qualidades e defeitos que temos.

Já dizia a canção: todas as pequenas coisas é que fazem de ti quem és. E é verdade.

Definitivamente deixo este ano com a alma mais leve e ao mesmo tempo mais poderosa. É um sentimento maravilhoso!

Boas Festas

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Note to my 20-year-old self


You never love yourself half as much as I love you
You'll never treat yourself right darling but I want you to
If I let you know, I'm here for you
Maybe you'll love yourself like I love you 
I've just let these little things slip out of my mouth
Because it's you, oh it's you, it's you they add up to
And I'm in love with you and all your little things

É exatamente o que eu diria à Lena de 20 anos. Esta nova tatuagem representa o meu amor próprio, para eu nunca mais me esquecer o quanto mereço amar-me.

Loving myself, loving life...


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fartinha!!



Estou farta de encolher os ombros ao ver a balança subir aos pouquinhos mas constantemente.
Estou farta de deixar que a inércia leve a melhor e eu não levante o rabo do sofá.
Estou farta de ter de me obrigar constantemente a beber água.
Estou farta de já não me lembrar do sentimento de consciência tranquila.
Estou farta de passar o fim de semana inteirinho cheio de abusos.
Estou farta de ter de me relembrar constantemente de hábitos que já deviam estar enraizados, mas que não há meio de se fixarem nesta cabeça meio oca.
Estou farta de andar a arranjar artimanhas para tentar enraizar hábitos saudáveis à toa.
Estou farta de ter a nuvenzinha irritante da preocupação do peso a pairar-me na cabeça.
Estou fartinha...
Apetece-me voltar a preocupar-me em focar-me só em 2017, mas não quero de maneira nenhuma andar em roda livre até lá. Não sei o que fazer…