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sábado, 6 de outubro de 2018
Porque eu não sei viver sem ti
Porque eu nunca pensei que aos teus 16 anos ainda teríamos uma relação assim tão próxima.
Porque falamos sobre tudo e nunca há silêncios constrangedores entre nós.
Porque tu ainda procuras o meu colo, o meu abraço e o meu toque.
Porque fazes questão de me dizer que tens uma vida feliz, mesmo no rebuliço da adolescência.
Porque o que eu mais quero na vida é que tu sejas feliz e que nos mantenhas bem próximos de ti.
Porque eu já não me consigo lembrar de como era a vida antes de ti, e como era possível viver feliz sem ti.
Porque estás a crescer, a reclamar os teus momentos solitários, mas que balanceias perfeitamente com os momentos de ronha ao meu lado no sofá, tanto na galhofa como no silêncio .
Porque eu nunca num milhão de anos poderia sonhar que a minha Bia adolescente seria tão diferente da Lena adolescente que eu fui.
Porque me estás a habituar tão mal ao teu amor que eu por vezes temo o dia em que ele se torne fisicamente mais distante e sofro por antecipação.
Porque eu quero ver-te a crescer, assim como cresce diariamente o meu amor por ti, e quando eu penso que já não é possível eu amar-te mais, o coração estica mais um bocadinho.
Porque eu sei que cresço lentamente como mãe ao mesmo tempo que tu cresces como mulher.
E que Mulher enorme te estás a tornar!
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Das primeiras vezes
A princesa foi a uma festa de 16 anos de uma amiga. Pela primeira vez à noite, uma dúzia de adolescentes sozinhos.
No dia seguinte:
- Então filha, divertiste-te?
- Sim, fomos jantar ao McDonalds e depois fomos passear na marginal de Matosinhos (até cerca das 2 da manhã quando o pai a foi buscar)
- E não foram prós copos? (digo eu totalmente na tanga)
- Eles sim, ela levou uma garrafa de vodka preta!....
(eu incrédula!)
- E tu bebeste?
- Eu?! Eu vou ser virgem para sempre!!! Nem coca-cola bebo!!
O que eu me ri depois de me ter passado a admiração total por a mãe da miúda - de 16 anos - lhe ter dado uma garrafa de vodka para partilhar com os amigos.
Chamem-me antiquada, mas parece-me mesmo muito cedo.
Sei que há muitos miúdos mais novos até que já bebem e sabe-se lá o que mais, mas eu olho para a minha filha, sei o feitio que ela tem e sinto que ainda está a anos luz dessa fase da vida!
domingo, 6 de maio de 2018
quinta-feira, 19 de abril de 2018
A felicidade dela dá-me anos de vida
Foi provavelmente o dia mais feliz da vida dela até hoje. Aquele sorriso ali vale tudo! O dinheiro gasto, a ansiedade da organização, tudo.
A Dua Lipa não veio a Portugal, mas o concerto de Cardiff no País de Gales tinha ainda uns bilhetes vip de meet&greet e tratamos de lhe oferecer este miminho.
Oferecer só a viagem e a estadia que os bilhetes dela e os nossos, assim como o merchandise que quis comprar lá, ela fez questão de pagar com as mesadas.
É tudo muito verdinho, agradável e om um toque rústico e antigo, mas sem ser velho.
Já em Cardiff, na quarta não vimos grande coisa. Ficamos num hotel mesmo em frente à arena e o evento para ela começava a meio da tarde. Era altura de absorver aquele ambiente da melhor maneira.
O concerto foi muito bom, a miúda sabe prender a multidão e a minha filha estava no sétimo céu... Missão cumprida! O sorriso dela era até à lua!
Na quinta, tinhamos a manhã inteirinha para explorar a cidade, que é pequenina. Sabendo que no início da tarde tínhamos de apanhar a camioneta de regresso ao aeroporto, tínhamos o tempo contado, então decidimos concentrar-nos somente numa visita ao castelo que é o ex-libris da cidade e aos magníficos jardins envolventes.
É maravilhoso! Fizemos ainda uma visita guiada ao interior da casa senhorial e o nosso espetacular guia era um autêntico mestre no tão famoso humor britânico. Foi a cereja no topo do bolo!
E pronto, foi a hora da despedida. Acabou por ser uma excelente maneira de viajar para o estrangeiro e conhecer uma cidade que de outro modo nunca na vida me passaria pela cabeça conhecer.
Foi uma espécie de 2 em 1: concerto de sonho + escapadinha inglesa.
Como de costume, a minha ansiedade era desnecessária, estava tudo bastante bem organizado e correu tudo mesmo bem.
Estas mini-aventuras preenchem-nos a alma e às costas disto, acabamos por conhecer sítios inusitados.
E aquele sorriso... Ai aquele sorriso...
quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
Dos serões
Há os serões de silêncio… o marido a dormitar, a filha a ver
vídeos no telemóvel, eu a ver uma série com o olho meio fechado…
Há os serões de miminhos, com ela deitada no meu peito que me levam sempre, mas sempre a cheirar-lhe o cabelo e deixar-lhe um beijo na nuca…
Há os serões de galhofa. Não é por estarmos sozinhas que estamos mesmo sozinhas… ontem foi um desses. Ela na “conversa” com duas amigas via privado do instagram ora com fotos, ora com mensagens, ora com vídeos, tudo um bocadinho a aparvalhar. Às tantas, a conversa já era a quatro :-).
Todas as amigas gostam da mãe da Bia e a Bia adora que gostem da mãe dela e nunca tem nem sequer uma pontinha de vergonha da mãe Lena.
Confesso que eu sempre quis ser a mãe fixe. O que não imaginei é que isso seria uma coisa tão natural para mim. Não me quero intrometer demais, não quero ser a cola, a chata, mas confesso que adoro quando me chamam para fazer parte da brincadeira.
Há os serões de miminhos, com ela deitada no meu peito que me levam sempre, mas sempre a cheirar-lhe o cabelo e deixar-lhe um beijo na nuca…
Há os serões de galhofa. Não é por estarmos sozinhas que estamos mesmo sozinhas… ontem foi um desses. Ela na “conversa” com duas amigas via privado do instagram ora com fotos, ora com mensagens, ora com vídeos, tudo um bocadinho a aparvalhar. Às tantas, a conversa já era a quatro :-).
Todas as amigas gostam da mãe da Bia e a Bia adora que gostem da mãe dela e nunca tem nem sequer uma pontinha de vergonha da mãe Lena.
Confesso que eu sempre quis ser a mãe fixe. O que não imaginei é que isso seria uma coisa tão natural para mim. Não me quero intrometer demais, não quero ser a cola, a chata, mas confesso que adoro quando me chamam para fazer parte da brincadeira.
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Dos exemplos
* Ontem depois do jantar *
Bia - Estou tão desconsolada... apetecia-me mesmo um crepe, mas sinto que ando a abusar um bocadinho ultimamente...
Eu - Mas comes o crepe e fazemos um acordo: do dia 1 de novembro até ao Natal, vamos ter cuidados redobrados com a alimentação, aceitas?
Bia - Está combinado!
Fico tão contente que ela tenha essa perceção, que nem imaginam! É que eu não tinha esse filtro nem quem me pusesse travão, por isso fico mesmo feliz por ela saber por ela quando deve parar.
Não tenho dúvidas que esse filtro que ela tem foi criado pelo que vê em casa. É certo que a miúda não é fã de legumes (há-de ser um dia), mas também não é fã de sumos nem de gomas ou bolos, nem de fritos, que muito raramente faço.
Este mês quero também seguir o exemplo dela e ficar longe da balança. Vou pesar-me no dia 1 de novembro e só volto a pesar-me a 1 de dezembro. Quero tirar o foco do número, na esperança que ele comece finalmente a baixar
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Deste cansativo fim de semana
Como presente de aniversário, a Bia pediu para ir ao concerto dos R5. A tour desta vez não passou por Portugal, então fomos a Madrid para o nosso único concerto deste ano.
Apesar de gostar de andar no laréu, confesso que, nestes últimos dias, não me estava a apetecer nadinha fazer esta viagem.
Não me estava a apetecer ultimar os preparativos, nem fazer o itinerário, não me estava a apetecer passar por aquela fase exaustiva de pré-concerto para uma banda que até gosto e que já tinha visto ao vivo outras duas vezes, mas cuja paixão é da minha filha.
Não estava a sentir, pronto!
No sábado, depois de nos levantarmos literalmente de madrugada (4h00) andámos a manhã inteirinha a passear pelo centro de Madrid de mochila às costas. De tarde, e por mero acaso, descobrimos que a banda ía fazer uma sessão de autógrafos que, obviamente, não podíamos perder. Foi um miminho bom que a Bia não estava à espera e valeu bem a pena, trouxe um cd autografado, pode estar bem pertinho e até eu falei com eles.
Resultado do primeiro dia: depois de muito poucas horas de sono e de uns quilómetros valentes nas pernas, deitámo-nos ainda não eram 9 da noite 😅.
No dia seguinte, já bem descansados, fomos passear ao maravilhoso Parque del retiro e a Atocha. Almoçámos por lá e ala para o recinto do concerto que ainda ficava longe do centro.
Confesso que a parte do espera-levanta-senta-está calor-doi o cu-doi os pés-tenho sede, é um bocado chata e realmente é preciso gostar muito para aguentar, mas acabou por correr bem.
Apesar de estarmos sensivelmente a meio da fila, quando entramos na sala (que não tinha lugares marcados era plateia em pé) furando aqui e ali pelos cantinhos, a Bia acabou por ficar na primeira fila e eu atrás dela, mais uma vez com vista privilegiada 😊.
Eu não sei porquê, não gosto muito de dançar, mas nos concertos, por mais cansada que esteja, não consigo estar quieta. É o máximo! Adoro! Cheguei ao fim a pingar, exausta, com a voz fraca, mas imensamente feliz. Primeiro pela minha filha, que mais uma vez viu uns miúdos que adora e segundo por mim que continuo a gostar e a divertir-me imenso, não interessa a que idade.
Apanhamos o metro as duas sozinhas às 11 da noite e mesmo assim sempre com o sentimento de segurança. O metro de Madrid é extremamente fácil de entender e leva-nos literalmente a qualquer sítio da cidade.
Desta vez resolvi arranjar alojamento perto do aeroporto com tranfer para o metro, mas longe do centro... big mistake. O grande problema é que estando longe do centro, não nos dava apoio para guardar mochilas e ir descansar um bocadito ou assim, limitava-nos um bocado. Da próxima vez o alojamento é novamente no centro da cidade.
E pronto, foi um fim de semana de muito movimento, muito passeio, muitos quilómetros a pé, pouco descanso e comida de pouca qualidade 😄.
Vai ser para repetir em finais de março, também em Madrid, mas dessa vez por minha causa, a Bia é que vai ser a acompanhante 😆
Ah, e se este ano só fomos a um concerto, para o próximo ano já temos bilhetes para três: um novamente em Madrid, outro em Cardiff e outro em Lisboa, de diferentes artistas, claro. E cheira-me que não vamos ficar por aqui...
segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Atletas... ah, pois é!!
No sábado:
- Mãe, agora que somos atletas temos de ter cuidado connosco, com a alimentação e tudo. Eu ajudo-te a ti e tu ajudas-me a mim, combinado?
- Claro que sim, filha. Até estou mesmo a precisar de uma ajudinha que ando a comer porcarias a mais.
...
No domingo:
- Apetecia-me comer KFC...
- Então e a conversa das atletas e tal?!
- Oh, domingo é dia da asneira!...
Atletas em grande forma 😂
- Mãe, agora que somos atletas temos de ter cuidado connosco, com a alimentação e tudo. Eu ajudo-te a ti e tu ajudas-me a mim, combinado?
- Claro que sim, filha. Até estou mesmo a precisar de uma ajudinha que ando a comer porcarias a mais.
...
No domingo:
- Apetecia-me comer KFC...
- Então e a conversa das atletas e tal?!
- Oh, domingo é dia da asneira!...
Atletas em grande forma 😂
sábado, 7 de outubro de 2017
Tu consegues tudo, mãe!
Eu sempre tive medo da água. No duche não gosto de molhar, no mar a água não me passa dos joelhos, na piscina não me atrevo a largar a bordinha. Eu costumo dizer, na brincadeira, que vou morrer na água.
Bia, quando quisers aprender a nadar, eu vou contigo! - já lhe tinha dito isto tantas vezes que nem acreditei quando ela me disse nestas férias que queria ir para a natação...
Engoli em seco e sem pensar muito fui inscrever-nos na piscina municipal. Hoje começaram as aulas e o nervoso miudinho apoderou-se de mim.
E se não conseguir superar o medo da água?
E se só houver miúdos pequenos na aula, que vergonha...
E se a professora não compreender o meu medo e não respeitar o meu ritmo?
E se... E se... E se...
Afinal... nada disso!!
Além de mim e da Bia havia mais uma moça da minha idade, um pouco mais avançada na aprendizagem e 3 miudinhos.
A professora foi o máximo, sempre a dar-me exercícios que achava que eu conseguia superar e eu confesso: nunca imaginei fazer tantos progressos numa só aula.
Aprendi a respirar dentro de água, aprendi a largar-me da bordinha e com a ajuda do esparguete já me consigo movimentar um pouco no meio da piscina.
Fiquei bastante entusiasmada, a Bia sempre de olho em mim e no fim saiu-se com um orgulhoso: Eu não te disse que conseguias mãe?! Tu consegues tudo o que quiseres!
Isto é o que eu sempre lhe disse a vida toda. Ela aplicá-lo em mim é uma dupla vitória!
domingo, 24 de setembro de 2017
Mente jovem
Ontem à tarde foi a festa da Bia para os amigos. Ela adora fazer festa para os amigos e enquanto quiser, não me importo de ter a trabalheira em duplicado (uma para a família, outra para os amigos)
Apesar de ter toda a liberdade para fazer absolutamente o que lhe apetecesse - desde shopping, passeio na praia, passeio na Baixa, jantar, cinema, parque, sei lá, tudo... - ela escolheu fazer a festa lá em casa.
Como eram 9 miúdos e para estarem completamente à vontade, pusemos a mesa na garagem, um colchão a servir de sofá, spotify a dar toda a música que ela gosta e lá ficaram eles o mais à vontade possível a conversarem e na galhofa a divertirem-se.
E como se divertiram! E comeram... ai que os adolescentes comem taaanto!!!
Tanto que quando perguntamos se alguém queria ficar para jantar, ficaram quase todos (bom sinal, portanto).
Fomos buscar umas pizzas e juntámo-nos a eles.
Amigo #1: Já ouviram a música nova da Miley que saiu ontem?
Eu: Ouvi, é tão fixe, do estilo do Elvis! Até o look dela está perfeito.
Amiga #2: Gosto tanto dos pais da Bia! Podemos ter uma conversa destas que eles percebem e conseguem conversar!
Amigo #1: Sabem o que podiamos fazer? Fantasiávamo-nos no Halloween, íamos pedir doces e depois vinhamos dormir para aqui para a garagem, era tão giro!!
Amiga #2: Mas a mãe da Bia também vem! Não me quer adotar?!
Decididamente consigo dar-me melhor com os jovens do que com pessoas da minha idade. Mas atenção, sem ser cola, dou-lhes toda a privacidade que eles precisam, mas consigo integrar-me perfeitamente no meio deles.
quarta-feira, 20 de setembro de 2017
Fez-lhe bem fazer 15 anos...
Hoje ouvi a minha filha dizer as palavrinhas mágicas:
- Mãe, quero experimentar comer legumes!
Ouvi cânticos dos céus... juro!!
Tal como disse aqui, estava tão preocupada em mantê-la afastada das gorduras que descurei a parte dos vegetais e nunca consegui introduzir legumes que não fossem na sopa, nem frutas que não fossem maçã, cerejas ou clementinas... a miúda é esquisita comó raio!!!
Mas partindo esta decisão dela, estou finalmente a ver uma luz ao fundo do tunel 😊
domingo, 10 de setembro de 2017
Há dias tão bons...
Depois de 3 semanas os três juntos 24/7, já deitávamos a companhia uns dos outros pelos olhos, pelo que o regresso ao trabalho acabou por atenuar um pouco esse "enjoo".
Esta semana a Bia teve duas festas de pijama em casa de amigas e o seu primeiro jantar com amigos com direito a passeio noturno pela marginal de Matosinhos.
Há coisas em que eu sou muito aberta e sinceramente quero muito que ela aproveite a vida nas alturas devidas. Nesta nossa maneira de estar, obviamente, pesa muito o facto de confiarmos plenamente nela, já nos deu provas de ser uma miúda muito responsável e, acima de tudo, muito pouco influenciável.
Mesmo assim, é sempre com um aperto no coração que vivemos as primeiras vezes destas situações novas, mesmo tentando não pensar nos perigos que espreitam a cada esquina. Mas eles eram muitos, o que me tranquilizou, acabou por correr tudo bem, ela divertiu-se e isso é o que importa no fim de contas.
E assim chegamos ao dia de ontem. O afastamento faz bem, desintoxica a relação e aumenta aquela saudadezinha.
Sei que ela gosta muito do tempo que passa com os amigos, mas também gosta muito do tempo que passa connosco. Ela consegue por em prática o que eu sempre lhe disse: Tens tempo para tudo, para a família, para os amigos, para o amor, para os estudos.
Assim, ao fim da tarde, enquanto o pai foi ao futebol, estivemos as duas na praia, pés descalços na areia fria, a passear pela água gelada e a conversar sobre tudo e sobre nada.
Observar o mar, o sol a descer na linha do horizonte, a insistência dos surfistas a lutar com as ondas e simplesmente sentir a aragem gélida de setembro no rosto ou a água fria nos pés, começa a ser uma das nossas atividades favoritas.
Depois disso foi voltar a casa sempre a ouvir música da boa, jantar no sofá com direito às primeiras castanhas da época e ficar enroscadinhas uma na outra a ver episódios atrás de episódios do Biggest Loser, a nossa série de eleição de momento.
Estes são aqueles momentos que na realidade não custam nada, mas que valem tudo 😊
Esta semana a Bia teve duas festas de pijama em casa de amigas e o seu primeiro jantar com amigos com direito a passeio noturno pela marginal de Matosinhos.
Há coisas em que eu sou muito aberta e sinceramente quero muito que ela aproveite a vida nas alturas devidas. Nesta nossa maneira de estar, obviamente, pesa muito o facto de confiarmos plenamente nela, já nos deu provas de ser uma miúda muito responsável e, acima de tudo, muito pouco influenciável.
Mesmo assim, é sempre com um aperto no coração que vivemos as primeiras vezes destas situações novas, mesmo tentando não pensar nos perigos que espreitam a cada esquina. Mas eles eram muitos, o que me tranquilizou, acabou por correr tudo bem, ela divertiu-se e isso é o que importa no fim de contas.
E assim chegamos ao dia de ontem. O afastamento faz bem, desintoxica a relação e aumenta aquela saudadezinha.
Sei que ela gosta muito do tempo que passa com os amigos, mas também gosta muito do tempo que passa connosco. Ela consegue por em prática o que eu sempre lhe disse: Tens tempo para tudo, para a família, para os amigos, para o amor, para os estudos.
Assim, ao fim da tarde, enquanto o pai foi ao futebol, estivemos as duas na praia, pés descalços na areia fria, a passear pela água gelada e a conversar sobre tudo e sobre nada.
Observar o mar, o sol a descer na linha do horizonte, a insistência dos surfistas a lutar com as ondas e simplesmente sentir a aragem gélida de setembro no rosto ou a água fria nos pés, começa a ser uma das nossas atividades favoritas.
Depois disso foi voltar a casa sempre a ouvir música da boa, jantar no sofá com direito às primeiras castanhas da época e ficar enroscadinhas uma na outra a ver episódios atrás de episódios do Biggest Loser, a nossa série de eleição de momento.
Estes são aqueles momentos que na realidade não custam nada, mas que valem tudo 😊
terça-feira, 15 de agosto de 2017
De todas as vezes que eu venho de férias constato o óbvio
Há sim pessoas mais confortáveis com os seus corpos do que outras.
E este é o patamar mais importante onde se pode chegar. Já estive mais perto dele e a minha tendência é ir-me afastando aos poucos desse pensamento.
É uma interiorização difícil de fazer e tem de ser trabalhada amiúde. Temos de perder 5 minutos do nosso dia tão atarefado, olhar-nos ao espelho e focarmo-nos no que gostamos no nosso corpo em vez de só vermos o que não gostamos.
"Não há corpos perfeitos" - disse eu
"O meu é perfeito" - disse a Bia
"Então não o estragues filha" - disse eu
Adoro que ela pense assim, sempre com aquela auto-estima nos píncaros. Tenho de me inspirar mais nela :-)
quinta-feira, 20 de julho de 2017
segunda-feira, 10 de julho de 2017
Frases soltas...
... vindas de uma adolescente e que me aquecem o coração
Eu por acaso tenho sorte em ter uns pais como vocês!
*dá-me um abraço em pleno shopping*
Desculpem, eu ando a pedir-vos tantas coisas ultimamente...
*ela pede coisas pequenas tipo piercing e bonés que mando vir do e-bay por 2€ cada (abençoado site), ou não se importa quando lhe apresento alternativas, tipo pediu uma sweat duns youtubers que vou mandar fazer por menos de metade do preço original e umas Adidas que compramos as duas para usar a meias*
Anda lá, eu vou contigo ao cinema ver o Grou 3...
*eu é que queria ver :)*
Pensei que nesta altura eu já estivesse farta de revirares de olhos e de silêncios longos e constrangedores, mas não. Há dias em que ela quer estar mais quieta e calada e eu respeito isso. E depois há dias em que quer sair para passear connosco, quer ir à piscina, à praia e fala, fala... Há dias em que quer estar deitada na cama dela sozinha e há dias em que quer estar no sofá aninhada no meu peito...
Cada vez gosto mais dela, da mulher em que ela se está a tornar e que eu orgulhosamente ajudei a formar.
Acredito que todas as fases têm as suas coisas boas. Todas! Temos é de saber vê-las e respeitar o ritmo delas.
Eu por acaso tenho sorte em ter uns pais como vocês!
*dá-me um abraço em pleno shopping*
Desculpem, eu ando a pedir-vos tantas coisas ultimamente...
*ela pede coisas pequenas tipo piercing e bonés que mando vir do e-bay por 2€ cada (abençoado site), ou não se importa quando lhe apresento alternativas, tipo pediu uma sweat duns youtubers que vou mandar fazer por menos de metade do preço original e umas Adidas que compramos as duas para usar a meias*
Anda lá, eu vou contigo ao cinema ver o Grou 3...
*eu é que queria ver :)*
Pensei que nesta altura eu já estivesse farta de revirares de olhos e de silêncios longos e constrangedores, mas não. Há dias em que ela quer estar mais quieta e calada e eu respeito isso. E depois há dias em que quer sair para passear connosco, quer ir à piscina, à praia e fala, fala... Há dias em que quer estar deitada na cama dela sozinha e há dias em que quer estar no sofá aninhada no meu peito...
Cada vez gosto mais dela, da mulher em que ela se está a tornar e que eu orgulhosamente ajudei a formar.
Acredito que todas as fases têm as suas coisas boas. Todas! Temos é de saber vê-las e respeitar o ritmo delas.
domingo, 11 de junho de 2017
É, houve uma coisa que eu fiz bem
Ela *do nada abraça-me *: Eu gosto muito de ti!!
Eu: Eu sei, meu amor, eu também!
Ela: Gostas muito de ti?
Eu: Sim, mas gosto mais de ti...
Ela: Não devias...
Eu *risos*: Eu sei, mas quando fores mãe vais perceber.
Ela: Talvez, mas devias gostar de ti pelo menos tanto quanto gostas de mim!
Eu: Ok, eu vou tentar :)
Adoro a auto-estima desta miúda, sempre lá nas núvens...
sexta-feira, 2 de junho de 2017
WTF?!?!... Mas isto é assim agora?!
A Bia anda no 9º ano e é uma aluna bastante boa (bem melhor do que eu alguma vez fui).
É uma aluna de média de 4 e acho que se contam pelos dedos de uma mão os testes em que teve negativas desde que começou a escola.
No primeiro teste de inglês que fez no 5º ano teve 100%.
É naturalmente dotada para línguas (nisso sai à mãezinha dela) e nunca precisou de estudar para inglês para ter sempre 5.
Apesar de dizer que não gosta de francês, se estudar um bocadinho, também consegue notas bastante boas.
Ela já decidiu que vai seguir a área de humanidades, coisa que eu não tinha grandes dúvidas, sinceramente.
Agora, o que me faz uma confusão tremenda (porque no nosso tempo ou isto era impensável ou eu andava numa escola da caca) são as seguintes situações que vi a passarem-se nestas últimas semanas:
Situação 1 - Teste de História:
A professora na aula diz aos alunos os tópicos que vão sai nos testes, ou seja, basicamente as perguntas...
Ex: (o tema era a 2ª Guerra Mundial)
- Vai sair uma imagem que vocês têm de identificar... a imagem é o Pearl Harbor.
- Depois têm de dizer porque é que esse acontecimento foi importante... porque levou à mundialização do conflito.
E falou assim sobre o teste todo na aula de preparação!
Situação 2 - Teste de Ciências:
A Bia odeia a matéria que estão a dar, desmotiva-a, é um monte de nomes estranhos que tem de decorar...
Antes do teste:
- Se tiver mais do que 30% a ciências é uma sorte!
Depois do teste:
- O teste correu-me maravilhosamente bem, devo ter mais de 80% de certeza. A professora enviou-nos o teste para o e-mail antes da aula, só tivemos de decorar as respostas!
WTF?!?! Mas isto é assim, agora?
Onde está o mérito próprio dos alunos? É suposto eles ficarem orgulhosos por uma nota alta entregue assim de bandeja? Isto não é leva-los ao colo no 3º período? Não cheira aqui só a aumentar o ranking da escola? Isto é justo para os que se estafaram a estudar?
Que os conteúdos são extensos demais, acho que sim. Que os miúdos estão sobrecarregados, completamente de acordo. Mas não acho que estes facilitanços os ajudem a longo prazo,
Sou só eu que acho isto um absurdo?
domingo, 28 de maio de 2017
My brave little girl
Orgulho! É o que eu sinto dela, da coragem dela.
Aos anos que ela andava a deixar crescer o cabelo, nunca estava grande demais e ir ao cabeleireiro era sempre só para cortar o mínimo dos mínimos.
Assim do nada decidiu dar um corte valente. O rabicho vai ser doado à Little Princess Trust para tentar ajudar a trazer um sorriso a uma criança doente.
Miúda valente é o que é!!
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Eu, mãe de uma jovem adolescente, me confesso!!
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| Adolescente e mãe saudáveis :) |
Diz que os adolescentes não comem fruta e legumes regularmente e que isso é uma das razões que coloca Portugal no top 5 dos países com maior índice de obesidade infantil.
Eu confesso:
- Não consigo que a minha filha coma legumes, só mesmo na sopa e passada. Se comemos sopa todos os dias? Não. Quando era criança, ela comia, hoje desabituamo-nos e comemos somente ao fim de semana.
- A minha filha só gosta de maçãs, cerejas e clementinas. Ela nunca foi fã de fruta, mesmo em pequenina era um filme para comer fruta.
Aliás, era um filme para ela comer fosse o que fosse. Em bebé a hora da refeição envolvia normalmente brinquedos, canções e papas espalhadas por todo o lado.
Mas, por outro lado:
- À exceção de chocolate, ela não gosta de doces de espécie nenhuma, nem gomas, nem bolos, nem bebidas. Para terem uma ideia, só há cerca de 2 semanas é que ela experimentou chiclets!
- Não gosta de fritos. Não está habituada em casa, logo acaba por achar a comida pesada para ela. Prefere arroz branco ou massa simples a qualquer outro tipo de acompanhamento.
Confesso que ao longo destes anos me concentrei tanto em retirar o mais possível de gordura da nossa alimentação que descurei essa parte dos legumes e da fruta.
E sei que lhe faz falta e que devia insistir. Mas se já era difícil introduzir alimentos novos quando ela era pequena, agora em versão adolescente é completamente impossível. É que ela nem sequer quer experimentar.
Há coisas que eu tenho a certeza que se ela experimentasse ia gostar, mas nem sequer consigo que experimente, porra! E é que contrariada, não vale a pena, é só para lhe criar ódiozinhos de estimação para o futuro.
Lembro-me que quando ela andava no infantário, nos dias em que o lanche era pão com marmelada, a miúda ficava na mesa com a marmelada na boca, sem conseguir engolir, porque odiava aquilo.
Eu própria ainda hoje só consigo comer sopa passada, porque no infantário me obrigavam a comer sopa inteira e as couves davam-me vómitos. É a única memória que tenho do infantário!
Isto tudo para dizer que uma das poucas coisas que eu mudava em relação à educação da minha filha era precisamente esta questão da alimentação, saladas, legumes e frutas. Quando são pequeninos é realmente muito mais fácil incutir o gosto por este tipo de alimentos do que à medida que crescem.
Agora resta-me esperar que ela ao crescer comece, por ela, a ganhar gosto por este tipo de alimentos, porque ela está mais do que consciencializada para o perigo da obesidade, afinal viu a mãe lutar contra ela a sua vida toda.
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