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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dezanove



Fez ontem 19 anos que me casei.

Ontem, o hubby levou-me junto a uma foto nossa desse dia que os meus sogros têm na parede da sala e perguntou-me:

- Não vês como estás tão melhor agora do que há 19 anos atrás?
- Não, estou igual, tenho precisamente o mesmo peso agora...
- Não estás nada, estás tão mais magra, olha a tua cara, não vês?...
- .........

Não, eu não consigo ver, não me consigo comparar. Só consigo ver a realidade dos números.

Passaram quase 2 décadas, 1 gravidez, 18Kg acima, depois 30Kg abaixo e agora 10Kg acima outra vez. O meu corpo mudou obviamente.

Os 23 anos passaram a 42, a mudança interior essa é gigantesca, mas eu não consigo olhar para a foto e ver as diferenças físicas que os outros veem, porque só eu conheço a estúpida realidade dos números.

A balança saiu porta fora há 1 semana e não voltou. Não tenho saudades dela.

Estou numa jornada diferente de auto-aceitação, de me apaixonar pelo meu eu. Estou a adorar as ideias, as partilhas de um grupo que chegou às 2.000 pessoas com histórias tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão semelhantes.

Sinto-me num autêntico abraço gigante, ainda que virtual, e não podia ter escolhido percorrer melhor caminho de momento.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Treat people with kindness

Há pessoas que têm o dom de dar voz aos nossos sentimentos.


Há pessoas que conseguem fazer com que sonhemos com um mundo melhor. E não precisam de ser pessoas muito vividas, às vezes são só pessoas simples, com um sonho e alguma influência.


Essas pessoas têm o imenso poder de mover o mundo. Têm o poder de aproximar outras pessoas que de nenhuma outra maneira se iriam conhecer.


Tenho uma ligação única com pessoas das mais diversas partes do mundo, partilhamos um amor comum. Tal como eu, sentem-se incompreendidas por dar ouvidos a um puto novo e que também ouvem o não é para a tua idade. Estas são as pessoas que me fazem sentir que afinal não sou uma ave tão rara, há mais como eu e não tenho de sentir vergonha por adorar este puto novo. Compreendemos a 300% a paixão por ele e partilhamo-la.


E isto não é crise de meia-idade nem tem a ver com querer ser a melhor amiga da minha Bia adolescente,  de a compreender melhor, de querer ser a mãe fixe.

Nada disso, Tem a ver com gostar de alguma coisa, ultrapassar preconceitos e abraçar com liberdade o amor pela música e pelo músico.


Tem a ver com o idolatrar o conceito de vida dele, o amor pela música, pelo ideal do Love is love, do Treat people with kindness, do Love yourself, do You are beautiful in your own way.

Tem a ver com acabar com ideias pré-concebidas. Antes de o conhecer, achava que ele era um puto oco, convencido, nojento e cheio de fama. Nada mais longe da verdade. É uma alma generosa cheio de princípios e de ideias para tornar o mundo um lugar melhor.


Sei que esta fanzone está normalmente reservada aos adolescentes e se calhar é mesmo contra isso que a minha própria mente batalha, para quebrar o preconceito.

Mas sabem o que mais? Se me dá prazer, eu não vou abrir mão. Se é algo que me une ainda mais à minha filha, é só mais uma razão para eu aproveitar.


O engraçado é que eu comprei os bilhetes para mim e para a Bia no primeiro minuto em que foram postos à venda, ficámos na fila 13, nuns lugares bastante bons. Há 2 semanas atrás o hubby disse que estava arrependido de não ter comprado bilhete para ele e eu fui pesquisar: encontrei 1 lugar sozinho na fila 6 :). Fiquei eu com ele depois de muita insistência da Bia, que queria que eu vivesse a melhor experiência no espetáculo. Afinal este concerto era meu!


Luzes apagadas, som no máximo e eu chorei, eu gritei, eu saltei, eu dancei... eu chorei mais, eu gritei mais, eu saltei mais e senti uma alegria imensa. Eu pegava no telemóvel por breves instantes para capturar alguns momentos, mas depressa o guardava para apreciar o momento.

Foi bom. Foi muito bom...

No fim da noite, já na cama, ela abraçou-me e disse Estás feliz? - Estou, estou muito feliz! Quero muito ir outra vez, mas por agora estou feliz. E agarrou-se a mim num abraço muito sentido.

Eu sinto a felicidade da inocência de uma adolescente, mas na pele de uma mulher madura. Não é para a minha idade?! Foda-se lá o preconceito, se me faz feliz, eu não vou abrir mão... 


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia nacional da prevenção da obesidade


Faz precisamente hoje 14 anos que dei o primeiro passo na minha reeducação alimentar.

Ironicamente, descobri há pouco tempo que é neste dia que se fala ainda mais da prevenção da obesidade... engraçado, não?!

Ao longo destes anos todos, o que mais agradeço ter conseguido foi passar a amar-me a mim própria, saber que eu mereço o mundo e a sentir orgulho em mim, com todas as virtudes e defeitos.

E esta minha tatuagem é o símbolo disso mesmo, no pulso direito para nunca mais me esquecer de me amar.

O que mais pena me dá foi ter passado tanto tempo no passado a repudiar-me e com a autoestima no nível negativo.

A Sweet do presente tem uma mensagem para a Sweet do passado e esta música diz absolutamente tudo. É muito isto:

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Do ano que termina


Finalmente deixei de me preocupar com os juízos de valor que os outros fazem.
Finalmente decidi fazer o que me dá prazer, sem me importar com opiniões alheias.
Finalmente valorizo-me mais, reconheço o valor que tenho. E eu mereço tanto!
Finalmente cuido-me, mimo-me, adoro-me.
Chamam a isto loucura? Chamam a isto maturidade? Chamam a isto crise dos quarenta?
Talvez um mix de tudo.

Um dia disseram-me Não percebo porque achas que os outros são melhores do que tu. E foi nesse instante que eu me apercebi que o caminho da minha auto-aceitação já estava a ser trilhado. Foi aí que eu percebi que já não sentia esse fardo que tinha carregado durante tanto tempo.

Um dia disseram-me Finalmente tornaste-te na mulher que eu sempre vi em ti. E eu finalmente senti confiança e aceitei o elogio como meu de direito.

O bem estar interior não vem de um número mais pequeno na balança... não vem de um tamanho abaixo nas calças... O bem estar interior vem da aceitação da pessoa que somos, com todas as qualidades e defeitos que temos.

Já dizia a canção: todas as pequenas coisas é que fazem de ti quem és. E é verdade.

Definitivamente deixo este ano com a alma mais leve e ao mesmo tempo mais poderosa. É um sentimento maravilhoso!

Boas Festas

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Note to my 20-year-old self


You never love yourself half as much as I love you
You'll never treat yourself right darling but I want you to
If I let you know, I'm here for you
Maybe you'll love yourself like I love you 
I've just let these little things slip out of my mouth
Because it's you, oh it's you, it's you they add up to
And I'm in love with you and all your little things

É exatamente o que eu diria à Lena de 20 anos. Esta nova tatuagem representa o meu amor próprio, para eu nunca mais me esquecer o quanto mereço amar-me.

Loving myself, loving life...


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Um dia...


... quando olhar para trás, para a minha vida passada, quero recordar os meus quarenta com um carinho especial.

Não foi a minha adolescência, não foi a loucura dos vinte, nem a segurança dos trinta.

Foi a serenidade dos quarenta. Sim, o corpo já reclama, mas a mente, essa, definitivamente não o acompanha.

A maturidade traz uma confiança inabalável que nunca tinha sentido antes.
Traz uma despreocupação da opinião alheia que é absolutamente libertadora.

Foi aos quarenta que passei a olhar para mim com outros olhos... com um orgulho interior que não tem preço.

Faço o que me apetece e me faz verdadeiramente feliz.

Adoro-me e isso é algo que nunca pensei que pudesse acontecer.

domingo, 30 de outubro de 2016

Da loucura


Bia: Agora sempre que olhar para ti vou ter inveja por teres o piercing... (pausa de 2 segundos)... os meus amigos é que devem ter inveja de mim por eu ter uma mãe como tu...

O orgulho que a tua filha tem de ti... Isto sim, é felicidade extrema!!

Houve alturas em que eu me preocupava com o que os outros pensavam de mim, tinha medo de não corresponder às expectativas dos outros, só queria passar despercebida na multidão.

A idade ensinou-me a relaxar e a não deixar de fazer o que me fizesse feliz.
Ensinou-me a cultivar a minha auto-confiança e a valorizar-me como mereço.
Ensinou-me a não ligar ao que os outros possam pensar sobre as escolhas que faço.
Ensinou-me que sou suficientemente forte para manter as minhas convicções.

Isto não é nenhuma crise dos 40. Não senhora! É simplesmente o símbolo da minha auto-confiança. O facto é que não trocava os meus 40 pelos meus 30 e muito menos pelos meus 20. Sinto-me muito melhor agora, sou muito mais feliz agora do que antes.

A auto-aceitação vem de mãos dadas com a auto-confiança. Quando chegas a este patamar, acredita, sentes o peso do mundo a sair dos teus ombros. E é um sentimento tão bom!!

sábado, 15 de outubro de 2016

Das pequenas vitórias


Esta primeira quinzena de outubro foi um pouco atípica.

Passei uma semana inteirinha sem apetite e extremamente mal disposta. As minhas refeições consistiam em chá e torradas, canja e pouco mais. Até a água me caía mal! Mal comecei a tomar um medicamento para equilibrar a vesícula e o fígado, senti-me logo melhor.

Resultado: perdi 2Kg à força! E, felizmente, quando recomecei a comer normalmente, não os recuperei.

Por acaso, andava a notar há algum tempo que custava imenso ao meu corpo responder à "dieta" e nestes últimos dias (depois da limpeza), notei uma grande melhoria. É como se o meu corpo estivesse intoxicado e esta limpeza tivesse servido para o purificar e dar um empurrãozinho ao metabolismo. Tipo um upgrade ao software, como diz a filhota :-D

Apesar das tarefas diárias estarem a ser prejudicadas, neste momento estou mais confiante, menos inchada, sinto-me mais leve, tanto no corpo como na alma. E isso faz-me apreciar as pequenas vitórias da vida.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Faz hoje 13 anos que renasci


Faz hoje precisamente 13 anos que iniciei a minha re-educação alimentar.

Mudei a minha vida.
Mudei a maneira de tratar o meu corpo, faço-o com o respeito que ele merece.
Crio a minha filha com exemplos mais corretos.
Fiquei mais saudável.
Fiquei mais feliz.

 É uma autêntica montanha russa, sempre com altos e baixo, mas garantidamente é para toda a vida!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Adulta de chocolate :)



Vi esta expressão no blog da Joana e fiquei completamente deliciada!

É precisamente como eu me vejo na minha vida: sou uma adulta de chocolate...

Não sou uma adulta à séria, sou uma menina crescida, com uma maturidade imatura...

Uma adulta de chocolate usa all stars e calças de ganga... usa porta moedas da Hello Kitty e mala à tiracolo da Sininho...

Uma adulta de chocolate consegue amar os que a rodeiam, mas já consegue amar-se e colocar-se a si própria em primeiro lugar...

Uma adulta de chocolate tem duas tatuagens e morre de vontade de fazer um pequenino piercing mas ainda lhe falta um bocadinho assim de coragem...

Uma adulta de chocolate faz as coisas que lhe dão prazer, sem culpas... para uma adulta de chocolate, a vida só faz sentido quando é vivida assim... feliz... sem olhar para trás... sem remorsos...

Uma adulta de chocolate rebola no chão a brincar com a filha , partilha os fones com ela, interessa-se à séria pelo seu mundinho de adolescente e tem conversas intermináveis sobre músicas, lockscreens e olhos lindos...

As filhas das adultas de chocolate pensam que todos os adultos são assim e ficam orgulhosas de serem, também elas por arrasto, filhas de chocolate. São felizes... tal como as mães adultas de chocolate...

Gosto de ser uma adulta de chocolate. Gosto de pensar que me consigo manter naquela redoma docinha e protegida pelas minhas pessoas como mimada que sou.

Ser uma adulta de chocolate não é para todos, é privilégio de quem cresce mais em idade do que em mentalidade. O meu corpo pode ter 40 anos, mas a minha mente continua a vaguear na casa dos vinte, mas com o twist da maturidade dos quarenta.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Finalmente: Paz...


Acho que não sei precisar bem quando isto tudo começou, este descontentamento com o meu corpo... ou talvez até saiba...

Foi um acumular de pequenos indícios... foi aquela vez em que ao me levantar as pernas me doeram imenso... foram aqueles 2 anos que demorei para engravidar e que sei agora que o excesso de peso foi um dos grandes culpados... foram todas as vezes que eu tive de procurar roupa disforme na secção dos tamanhos grandes... todas as calças de cintura de elástico e camisolas de velha que usei nos meus vintes... foi o pavor da balança, o deixa andar e o não olhar ao espelho...

Tudo isto culminou num redondo 98.

E contudo, lembro-me como se fosse hoje o dia em que tudo mudou. Era sábado, abri o frigorífico da minha mãe, peguei numa barra de chocolate, parei uns instante e pensei: Não! Hoje não! e tornei a pô-lo no sítio.

Foi a primeira vez que decidi que conseguia ser uma pessoa melhor.

Tinha nos braços a minha menina acabada de celebrar o seu 1º aniversário. Agora já não se tratava só de mim. Agora eu tinha ali um ser que sorvia absolutamente tudo o que eu fazia e seguia atentamente todos os meus passos sem questionar fosse o que fosse.

Agora, eu tinha de ser melhor. Ela merecia ver o que eu tinha de melhor. E essa sempre foi a minha verdadeira luta. O objetivo nunca foi alcançar um número supremo que me trouxesse a verdadeira felicidade. Não! Até porque isso não existe.

A minha luta nua e crua foi simplesmente incutir na minha menina hábitos de vida saudáveis e só o conseguiria dando o exemplo.

Eu não queria que ela passasse pelo que eu passei para adquirir os hábitos que tenho hoje. Porque quando na tua infância o teu prato preferido é costeleta com ovo estrelado e batata frita, é muito difícil sentir o mesmo prazer com um bife de frango grelhado com legumes. Porque quando em criança te dão para a mão um pacote inteiro de bolachas, tu pensas que está certo comê-lo todo até ao fim, se ninguém te disser o contrário.

Desde esse dia já se passaram mais de uma dúzia de anos. Os meus hábitos mudaram. Eu mudei.

A minha menina não mudou. Não precisou. Ela foi moldada nestes novos bons hábitos cá de casa. Ela é simplesmente uma versão melhorada de mim.

Durante esta dúzia de anos as minhas lutas foram imensas.

O número da balança sempre foi o meu indicador "predileto" , o meu carrasco, a minha fonte de felicidade, a minha fonte de frustração. Erradamente, eu sei, mas foi o facto de eu um dia não o querer conhecer que me levou tão próximo dos 3 dígitos. E eu tinha um medo irracional de me afastar dela.

Ao longo desta jornada deixei de valorizar o caminho excelente que já tinha percorrido para me focar exclusivamente no que me falta percorrer.

Mas caramba, agora é altura de fazer as pazes comigo. É altura de abraçar tudo de bom que consegui fazer com o meu corpo, com a minha mente e com os meus hábitos e orgulhar-me do meu percurso.

Conheço quem vá dizer: Aleluia, cabeça dura! Até que enfim que reconheces isso!
A essas pessoas eu digo somente: O que tu já viste há muito tempo, eu só consigo ver agora. Sim, tens razão, mas a jornada é minha, esta realização tinha de vir de dento, eu tinha de lá chegar sozinha. Estou aqui. Cheguei!

O meu maior medo era um dia voltar a perder-me na teia dos maus hábitos, sem me aperceber, e voltar ao que um dia fui.

Hoje percebi que isso nunca mais na vida vai acontecer. Hoje sou uma pessoa mais forte, mais saudável, mais segura, mais feliz.

E a menina que há uma dúzia de anos estava no meu colo a idolatrar-me, está hoje ao meu lado, de mão dada comigo e, tenho a certeza, a puxar-me na direção certa caso algum desvario mais intenso cruze o meu caminho.

Hoje eu não quero saber se aquelas calças de ganga novas não me favorecem tanto a perna, gosto do efeito que dão ao rabo... não quero saber daquelas duas rugas da bochecha, adoro a covinha que ela faz quando me rio. Hoje consigo finalmente olhar e focar-me nas coisas boas em vez das más.

E isto é uma jornada e aprendizagem só nossas. Vem de dentro de nós, independente das nossas pessoas as terem repetido vezes sem conta.

Hoje consigo, finalmente, fazer as pazes comigo própria!