terça-feira, 28 de março de 2017

Experimenta, pelo menos!


De tanto ouvir falar na tapioquinha ou crepioca no mundo da alimentação saudável, tinha de experimentar.

Comprei polvilho doce, hidratei 250gr com 150ml de água, esfarelei bem e fiquei com bastante tapioca hidratada que pode ser guardada no frigorífico.

Depois foi só espalhar algumas colheres numa frigideira quente e deixar formar o crepe.

Esta recheei com uma fatia de queijo e geleia e o que eu achei... eh...

A tapioca em si não sabe a nada. A textura estaladiça é interessante, mas sinceramente devo ter escolhido mal o recheio, o queijo por si só não tem um sabor forte e só a geleia é que lhe deu alguma graça.

Para primeira vez não adorei, mas vou definitivamente dar-lhe mais umas quantas oportunidades, com outro tipo de recheios.
 Assumo a minha quota parte de culpa neste... eh...

domingo, 26 de março de 2017

Eu cumpro o que prometo


Por isso saiu uma fornada de muffins de chocolate e courgete.

Sem comparação possível com os de compra e posso assegurar que são super-fofinhos e que a courgete não se nota minimamente.

A receita que faço é adaptada à Bimby mas facilmente se faz pelo método tradicional.

Picar uma courgete grande (30 seg - vel. 7)
Juntar 2 ovos, 150gr de açúcar, 50gr de leite e 50gr de chocolate em pó (misturar 2 min - vel. 3)
Juntar 175gr de farinha, fermento e bicarbonato de sódio (misturar 30 seg - vel. 3)
Colocar em forminhas e levar ao forno. Dá cerca de 12 muffins granditos.

Comemos 4 e congelei o resto para lanches ou para quando apetece algo doce.

Muito bom!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Uma pessoa desabitua-se...

Na semana passada o meu marido levou para casa um queque do café. Não me apeteceu e congelei-o.

À exceção de uma natinha para mim ou de um palmier do Lidl para a Bia de vez em quando, muito raramente entram bolos de confeitaria cá em casa.

Mas o queque estava ali e hoje levei-o para o lanche para acompanhar duas chávenas de chá de frutos do bosque.

Mal peguei no guardanapo onde ele estava embrulhado torci logo o nariz: estava impregnado de gordura, fiquei com as mãos todas nojentas! O sabor, gordurento, enjoativo... não me apanham noutra!

E pensar que este tipo de alimentos eram usuais cá em casa antigamente!

Faço bastantes vezes queques, mas em vez de óleo uso courgete (juro que não se nota) ou leite ou iogurte e a diferença é brutal!

Depois de voltar ao comprado é que realmente dou valor ao feito em casa. Este fim de semana vai sair uma fornada enorme de muffins de chocolate e courgete. Quanto aos comprados, esquece!!

terça-feira, 21 de março de 2017

Primavera, és tu?!


Deves ser porque eu tenho os lábios e as mãos cheiinhos de eczema. As mãos é chatinho, tenho de fazer tudo com luvas, mas os lábios é um autêntico martírio!

Mas esqueceste-te do calorzinho bom pelo caminho, foi? Logo agora que eu já ia tirar o cobertor e os lençóis de flanela da cama apresentas temperaturas de 5 graus?!

Mas uma coisa não te podes negar a trazer: dias mais compridos... é sem dúvida o que eu mais adoro com a tua chegada!

Acabar de jantar ainda com luz do dia lá fora a convidar a uma caminhada para desmoer? Adoro!
Fins de semana amenos para passeios na praia, ou no campo ou mesmo por parques citadinos com um lanche na mochila? Estava mesmo a precisar de uns programas destes!

Já que o período e os testes estão mesmo quase a terminar, espero fazer uns programas bons ao ar livre a três nos tempos mais próximos.

Por isso, vê se colaboras, sim?!
Agradecida...

segunda-feira, 20 de março de 2017

Do bom e do mau


Não sei se é só comigo que isto acontece, mas a minha mente tem tendência natural a concentrar-se nas coisas más em vez das coisas boas.

Eu até me considero uma pessoa otimista, na esmagadora maioria das vezes olha para o copo e vejo-o meio cheio, mas há coisas que tenho de me relembrar vezes e vezes sem conta.

Por exemplo:

- Ao longo do meu percurso, eu já me livrei de 30Kg com muito orgulho, no entanto, em vez de me focar nisso e aproveitar essa força para seguir em frente, o meu foco concentra-se no facto de entretanto ter ganho cerca de 10Kg.

- A minha filha partilhou connosco recentemente uma inquietação dela e enquanto o meu foco se dirigiu imediatamente para o facto de ser um assunto que até ali me tinha passado ao lado, o foco do meu marido foi logo para o facto dela ter a confiança e a coragem suficientes para partilhar isso connosco (como entretanto eu também me foquei).

- Neste momento habituei-me a fazer uma alimentação equilibrada durante o dia. A rotina é minha amiga, trago os meus lanches e o meu almoço na base do que eu considero saudável e suficiente para mim, na maioria das vezes tenho bebido bastante água, mas à noite, normalmente depois do jantar, a coisa descamba (vezes demais, é certo) e é nisso que a minha mente se foca, em vez de ser no resto de dia saudável que tive.

Este "descamba" a que me refiro não é nenhuma alarvidade de comida, mas são coisas (normalmente envolvendo chocolate) que eu sei que além de ser pura gulodice, é a tal coisa da comida emocional ou de conforto.

E isso assusta-me porque eu já fui uma comedora emocional e é sítio para onde eu não quero voltar. Aquele chocolate devorado às escuras... aquele wafer de chocolate, avelãs e creme de leite decadente que tem de ser comido porque sim, porque falta aquela coisinha para compor a refeição...

Eu não quero voltar a sentir-me presa à comida! Eu não quero voltar a sentir que ela me controla! Eu quero comer o wafer e sentir prazer com ele quando me apetece, mas não quero que a minha mente me diga que me apetece todos os dias como se fosse uma "obrigação"!

É nisso que eu quero trabalhar!

Este é o tipo de coisa que só compreende quem já esteve na mesma situação. Para os outros é somente um coisa muito estúpida...

sexta-feira, 17 de março de 2017

Acabou-se o sossego!!


Aquela menininha quietinha no seu cantinho, da qual eu sabia tudo o que se passava naquela cabecinha deu lugar a uma mini-mulherzinha adolescente com ideias bem assentes e desejo de crescer.

Já tem pequenos assuntos que opta por não partilhar comigo (e que eu respeito) apesar de saber que pode sempre dizer-me absolutamente tudo e que terá o meu apoio ou pelo menos a minha orientação.

Está neste momento em casa com umas amigas a fazerem o almoço pela primeira vez, enquanto tiveram 3 (!!) furos seguidos.

Começou há pouco tempo a fazer o percurso escola - casa sozinha a pé, com todas as inquietações que isso me provoca a mim, super-mãe-galinha...

Sim, eu já sei que com a idade dela muitos já estão fartos de andar para todo o lado e blá-blá-blá e eu com a idade dela já fazia sei lá quantos quilómetros de autocarro e blá-blá-blá e hoje em dias os miúdos são super-protegidos e blá-blá-blá...

Sim, sim, eu aceito tudo isso e também o digo... MAS... isso é nos outros. Ela é a minha menina pequenina com quem eu me preocupo, pelo menos enquanto não estiver habituada a ter a asa assim um bocadinho mais levantada.

Sei que posso confiar plenamente nela, nunca me deu razões nenhumas para não o fazer (quando/se tal acontecer, o caso muda de figura, claro). De entre todas as coisas, o que eu mais me orgulho dela é o facto do seu amor-próprio estar bem lá no alto. Ela gosta dela própria sem no entanto roçar o narcisismo e esse é um feito que eu me orgulho de ter cultivado.

Não sei bem se estou preparada para a próxima fase, mas vamos lá a ver...

domingo, 12 de março de 2017

Desta coisa de ser mãe

Onde está a minha menina pequenina?...
Como cresceste assim de repente que não dei conta?...
Sei que fiz a coisa bem feita porque tu tiveste a coragem de te abrires comigo...
Estou sempre aqui para tudo o que precisares. Conta sempre comigo...
Coração de mãe raramente se engana...
Agora... cresce mais devagar sim?...

Mãe

Da inspiração


O Biggest Loser é sem dúvida um dos programas que mais me inspira.

Nem é propriamente pela quantidade absurda de peso que os concorrentes perdem semanalmente porque aquele tipo de treino é absolutamente incompatível com a vida real.

É pelas histórias de cada um. É pelas vergonhas de cada um. É pelas cicatrizes na alma de cada um. É pela motivação de cada um. É pelas semelhanças que encontro com alguns. Não de corpo, não de peso, mas de sentimentos.

Descobri que está a dar na Sic Mulher o Biggest Loser Austrália edição pais e filhos e é tão bom como o americano. Adoro!

Tem um filho de 27 anos que pesa mais de 250Kg e para quem nem sequer a banda gástrica é opção, segundo ele, a sua única opção é a morte. Ele está a concorrer com a mãe que está ali só para o ajudar a não morrer. Tocou-me sinceramente.

Depois há uma mãe e filha em que a mãe se martiriza por não conseguir dar bons exemplos à filha. Tocou-me, apesar de não me identificar pessoalmente.

Depois de tudo o que passei, posso ter retrocedido um bocado nos últimos tempos, sei que sim, mas nunca a minha filha pode dizer "A minha mãe baixou os braços"... Isso não! Quero que ela se orgulhe de mim. Quero que se orgulhe do facto de eu não ficar quieta se não estiver satisfeita comigo própria.

Na semana passada disse-lhe que íamos passar a ter mais cuidado com a alimentação, comer mais sopinhas e fazer mais caminhadas porque eu queria perder peso e não estava a conseguir sozinha.

A resposta dela: Mas para que é que queres perder peso? Tu não precisas!
Eu: Porque não me estou a sentir bem comigo, estou a sentir-me pesada e já me senti melhor. (E sim, sei bem que preciso)
Ela: Está bem, fazemos juntas.
Vamos fazê-lo a três, isso sim, faz bem a todos.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Combater a auto-sabotagem



Há uns meses atrás, fartinha de já estar na cama e ouvir a célebre frase "Mããe... tenho sede..." comprei um copo destes para a princesa ter na mesinha de cabeceira.

Ora, esta canequinha é para lá de prática! É de vidro, não ganha cheiros, pode ser lavada na máquina sem ficar com sabor de detergente, tem tampa pelo que até pelo sofá anda, enfim, tantas vantagens que lá em casa a Bia tem uma, eu tenho outra e andamos sempre com elas atrás.

Com esta minha resolução de beber 2 litros de água por dia (não tenho cumprido, mas já recomecei hoje mesmo), o que eu tenho notado é que durante o dia, arraaaasto a garrafa de água que tenho na secretária enquanto que à noite bebo a água pela minha canequinha num ápice.

Vai daí, comprei também uma para a secretária. Ela leva cerca de 400ml e custou-me € 1,00 no Jumbo. Também tem em lojas chinesas, mas um pedaço mais caras.

Sim, eu sei que é psicológico, mas a verdade é que pela palhinha bebo uma caneca de água quase de um trago.

O que interessa é que para já está a resultar e o meu objetivo está a ser cumprido. Até quando não sei, mas o que sei é que o meu sub-consciente é perito em arranjar subterfúgios para me auto-sabotar, mas o meu consciente é inteligente o suficiente para continuar a arranjar escapatórias para lhe dar a volta.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Da doce sensação de alívio


Vim agora do médico sem um peso enorme nos ombros. Ele descansou-me imenso, mas sem nunca menosprezar a minha preocupação.

O fibroadenoma é um nódulo relativamente normal que pode aparecer e desaparecer repentinamente. Como ele é muito pequenino e com margens muito limpas tudo aponta mesmo para a benignidade. No entanto, daqui a 4 meses torno a repetir a ecografia.

Não podia ter ficado mais descansada! Até parece que respiro melhor e tudo...

sábado, 4 de março de 2017

Das coisas que fazem tremer o nosso mundo


Uma vez a minha sogra disse-me "Tu és tão fria!!" O meu sogro tinha acabado de ter um enfarte e eu, como sempre, não demonstrava as minhas emoções, só desvalorizava, dizia que não ia ser nada, eu era a "forte".

Eu sou mesmo assim. Fria!... no primeiro impacto. Demoro a assimilar as más notícias. A minha primeira reação é sempre tentar ver a parte racional da situação. A minha primeira reação é ver o copo meio cheio.

Passado 5 minutos desabo completamente.

Há 3 anos atrás, estávamos nós de férias no Algarve e a minha mãe ligou-me a dizer que a minha avó tinha falecido. A minha primeira reação foi sentar-me a tomar o pequeno almoço e depois fazer calmamente as malas. Desabei quando cheguei cá acima à beira da minha mãe.

Eu sou fria!

Uma vez ligaram-me a dizer que a minha filha tinha partido um braço e o que eu fiz primeiro foi arrumar a papelada toda que tinha em cima da secretária e sair calmamente do escritório. Desabei 5 minutos depois.

Ontem fui repetir um exame no qual a médica me disse que via ali um nódulo, mas que talvez não fosse nada e a minha primeira reação foi... nada... não fiz as mil perguntas que agora queria ter feito e saí.

Desabei no carro, 5 minutos depois ao telefone com o meu marido, nem conseguia falar. Desabei ao passar em frente ao cemitério onde está a minha amiga C. que morreu de cancro com a minha idade. Desabei no escritório, ao desabafar com o meu amigo enquanto ele me lembrava que eu vejo sempre o lado positivo das coisas. Tenho desabado aos poucos sempre que me passa pela cabeça que pode não ser nada, mas que pode ser tudo.

E eu só quero não desabar perto da minha filha, mas mesmo ela só tendo estado comigo meia hora (foi dormir a casa de uma amiga), já me perguntou por 3 vezes se está tudo bem.

E se calhar está tudo bem, mas se calhar está tudo mal e é essa incerteza que mais está a dar cabo de mim.

Adenda: Não sou médica, mas depois de ler o relatório que fui buscar há pouco fiquei mais tranquila "Nódulo de média densidade de 10mm de contornos regulares e bem definidos sem microcalcificações...As suas características são de benignidade sugerem tratar-se de fibroadenoma... Classificação: Achados provavelmente benignos, aconselha-se vigilância especial"

Segunda-feira tenho consulta...

quarta-feira, 1 de março de 2017

Por aqui...

... aproveitamos o fim de semana, gastamos um dia de férias e rumamos a sul.

Foram 4 dias maravilhosos entre Mafra e Sintra numa casinha de turismo rural amorosa!

A dieta, claro, foi devidamente esquecida, tal como pode ser em ocasiões destas. Por essa razão, o balanço do mês de fevereiro deixo para o fim de semana.

Por agora ficam aqui alguns momentos das mini-férias:

Começamos em Mira d'Aire
Fomos por uma velinha a Fátima
O Palácio de Mafra é qualquer coisa de extraordinário
A miúda já me passou as palhetas
A maior biblioteca da Europa
O Castelo dos Mouros lá ao fundo porque eram tantos
turistas em Sintra, mas tantos tantos que desistimos
O Palácio da Pena por fora é lindo, mas por dentro a
grandiosidade do Palácio de Mafra mete este num bolso
A nossa casinha de bonecas com aquele cantinho da
lareira e de leitura simplesmente delicioso 
Sempre acesa! Vim com TUDO a cheirar a fumo!
Carteira e cuecas incluídas
Foi um belo fim de semana e deu para repor as energias até à Páscoa!