Mostrar mensagens com a etiqueta Living life. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Living life. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Looking back



Até sensivelmente ao nascimento da minha filha eu tinha zero preocupações com o meu corpo e a perceção que eu e os outros tinham dele.

Não me importava minimamente com a opinião dos outros. Não tinha absolutamente cuidado nenhum com a minha alimentação. Não se passava um único dia sem comer fast-food ou pastéis e bolos, sem qualquer tipo de auto-controlo. Água, legumes ou mesmo exercício físico eram miragens na minha vida.

Mas eu sentia-me bem... A imagem que o espelho me devolvia (quando me lembrava de olhar ao espelho) não me incomodava. Quer dizer, sabia que estava grande, sabia que a roupa ficava constantemente mais apertada, comprar roupa era uma odisseia, mas nada disso me afetava.

E depois de 2 anos de tentativas frustradas a minha filha nasceu. Nunca ninguém me disse que o excesso de peso afetava a fertilidade, teria sido esse o meu ponto de viragem, se o tivessem dito. Tudo o que eu mais queria na vida era ser mãe.

Ela nasceu e eu sabia que tinha de parar ali. Tinha de a educar em condições. Tinha de lhe incutir desde cedo hábitos saudáveis e para isso, tinha de mudar radicalmente os meus hábitos para tornar aquele ser perfeitinho na melhor versão possível.

E comecei a olhar mais atentamente para o espelho, desta vez com outros olhos e comecei a ver todos os defeitozinhos do meu corpo. E eram muitos.

E foi uma volta de 180º. Tudo o que não me preocupava até ali, passou a preocupar-me. Os braços rechonchudos, as coxas que abanavam com cada passo, a barriga cheia de estrias reluzentes e os seios tão flácidos para a minha idade... A roupa apertada sufocava-me e era com muita vergonha que comprava "roupa de velha" porque as lojas "normais" não tinham o tamanho que eu usava.

E se antes não me importava minimamente com a opinião dos outros, passei a observar constantemente os olhares alheios e a achar que todos olhavam para mim e me julgavam (como se as pessoas não tivessem mais o que fazer). Muitas foram as vezes que eu olhei em volta para ver se era a pessoa maior na sala. E de todas as vezes me convencia, envergonhada,que sim.

E fui ficando cada vez mais insegura com o meu corpo, ao ponto de me ter convencido que só poderia ser feliz se perdesse peso. E para perder peso, teria de me sentir desconfortável com o meu corpo. Foi este o meu veredito para mim própria.

Assim, passei estes últimos 16 anos numa batalha comigo, a olhar (pouco) para o espelho e a dizer-me a mim própria "Ainda não estás bem. Esses braços ainda estão rechonchudos, essas coxas ainda abanam muito, essa barriga com estrias e esses seios cada vez mais flácidos. Ainda não podes gostar de ti assim..."

Perdi peso, atingi finalmente os tão almejados sweet 68 (vitória!vitória!), mas obviamente a felicidade não estava no potinho ao lado dessa grande vitória... daahh, claro que não!

Ganhei algum peso de novo, mas juntamente com ele fui recuperando um pouco de amor próprio e fui deixando para trás uma obsessão que quase me atirou para o abismo.

E continuei a ganhar algum peso aqui e ali, mas desta vez com a certeza de que já não estava a entupir o meu corpo de porcarias. Ele está maior sim, mas nunca ninguém disse que o nosso corpo tem de ficar igual durante a nossa vida toda e muito menos comprarável ao que as revistas nos querem fazer convencer. Ninguém consegue competir com o photoshop, certo?...

Há dois meses resolvi abraçar a corrente de body positiveness. E tenho aprendido tanto...

Aprendi finalmente que posso amar o meu corpo independentemente do tamanho dele.
Aprendi que não preciso de estar em guerra com o meu corpo para me "obrigar" a cuidar dele.
Aprendi que ninguém perde um minuto do seu tempo a julgar-me, as pessoas têm os seus próprios problemas.
Aprendi que os meus braços rechonchudos dão os melhores abracinhos do mundo, as minhas coxas fartas levam-me a dar passeios maravilhosos, os meus seios flácidos alimentaram a minha pequenina durante um ano inteirinho e a minha barriga com estrias foi o ninho dela durante 9 meses.
Aprendi que não há nenhuma alegria do outro lado da perda de peso que não possa sentir já a partir deste preciso momento.
Aprendi literalmente a passear na rua de cabeça mais erguida e de sorriso no rosto porque me sinto melhor comigo própria, não me sinto tão acanhada e insegura e isso vale por tudo!!

Portanto esta história foi um reviravolta de 360º. Voltei ao cultivo do self-love inicial, mas com a autoconsciência de tudo o que aprendi ao longo dos anos. Passei por muito, mas no fim considero um balanço bem positivo.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Um mar de gente!


Quando o Rock in Rio anunciou a Demi Lovato no cartaz os olhinhos da filhota até brilharam! Foi uma das primeiras cantoras de quem ela gostou e os bilhetes foram o seu presente de Natal.

Eramos 90 mil ontem no Rock in Rio!

O que eu tenho a dizer é que um festival destes é mesmo muito cansativo e o amor à camisola tem mesmo de ser imenso. A viagem, o calor, a espera, o sol abrasador, as dores nos pés... quem vamos ver tem mesmo de valer o sacrifício.

Não desgostei do Agir que conheço vagamente de ouvir na rádio. Tem boa presença em palco e cativa o público.

Não gostei mesmo nada da Anitta. Não faz o meu género de música e o show tinha bailarinos e adereços a mais, assim como uma coreografia bem sexual como que a desviar as atenções da voz dela. Nota bem positiva para duas bailarinas plus-size a quebrar preconceitos. Fora isso, detestei!


A Demi Lovato está uma crescida e tem um vozeirão de cair da cadeira. Adorei o espetáculo que ela deu, conhecia imensas músicas novas e antigas, fartei-me de dançar e gritar! No final, pela primeira vez ela cantou uma música muito íntima, a Sober, onde assumiu que já não está sóbria novamente, como se fosse um grito de ajuda. É preciso ter uma grandessíssima coragem para fazer isto perante o mundo! Ganhou uma fã.


O espetáculo acabou com o Bruno Mars. Confesso que não sou propriamente fã dele. Conheço as músicas como toda a gente, o moço é sempre um grande fenómeno em tudo o que lança  mas estava com curiosidade de o ver ao vivo. E confirmo: não desaponta! Além de cantar que se desunha, faz um espetáculo gigante com recurso praticamente só às luzes e fogo de artifício em palco. A interação com o público é genial e as poucas palavras que fez questão em dizer em português, já se sabe, levam o público ao rubro. Não seria um artista que eu fosse de propósito ver, mas adorei vê-lo!

Contas feitas, foram 20 horas muito puxadinhas de laréu. Muito calor, muito cansaço, pouca comida, pouca bebida, muita alegria e um coração bem cheio ao ver as lágrimas de felicidade da Bia.



sábado, 16 de junho de 2018

Here we go again...


Vai ser o melhor presente de aniversário de sempre! E para acabar o ano em beleza.

Eu e a princesa vamos as duas sozinhas para Madrid assistir ao concerto dos 5 Seconds of Summer com direito a bilhete vip.

Olha eu, sozinha em Madrid com a minha filha... sem outro adulto... e principalmente sem me stressar minimamente.

Não tenho a mínima dúvida que há um mês atrás isso nem sequer me passaria pela cabeça. Eu simplesmente não me sentiria capaz de me aventurar sozinha numa viagem assim.

Estou eternamente grata à tal força do universo que colocou a Allie no meu caminho. Tem sido um autêntico descascar de camadas. Descubro coisas sobre mim que estavam com raízes tão profundas e que não me estavam a fazer bem nenhum...

A atitude é tudo, principalmente a atitude com que nos tratamos a nós próprios ❤️

domingo, 13 de maio de 2018

E vão três


Depois do Harry em Madrid e da Dua em Cardiff, ontem fomos ver o Niall Horan a Lisboa num passeio girls-only.

Eu, a Bia e uma amiga dela fomos numa camioneta especial da AlaViagens. Foi um descanso, entramos no Dragão e saímos quase à porta do Coliseu; no final viemos logo para cima com toda a segurança. Já sei como vamos para o RockinRio.

Quanto ao evento, foi maravilhoso! A fila de espera era gigantesca e sinceramente por diversas vezes duvidei que aquele mar de gente coubesse no recinto.

Acabou por correr tudo bem, ficamos num lugar bastante bom e vimos o espetáculo muito bem. O miúdo é um querido, faz música espetacular e tem uma ótima presença em palco. Adorei tudo! Realmente isto é uma coisa que me faz imensamente feliz!

Nunca como agora esta música me toca tão profundamente e senti isso ontem perfeitamente...








quinta-feira, 19 de abril de 2018

A felicidade dela dá-me anos de vida


Foi provavelmente o dia mais feliz da vida dela até hoje. Aquele sorriso ali vale tudo! O dinheiro gasto, a ansiedade da organização, tudo.

A Dua Lipa não veio a Portugal, mas o concerto de Cardiff no País de Gales tinha ainda uns bilhetes vip de meet&greet e tratamos de lhe oferecer este miminho.

Oferecer só a viagem e a estadia que os bilhetes dela e os nossos, assim  como o merchandise que quis comprar lá, ela fez questão de pagar com as mesadas.

Na terça chegamos a Bristol já perto da meia noite e ficamos num hotel excelente mesmo em frente ao aeroporto. Na quarta a meio da manhã, também no aeroporto, apanhamos a camioneta rumo a Cardiff.

É tudo muito verdinho, agradável e  om um toque rústico e antigo, mas sem ser velho.



Já em Cardiff, na quarta não vimos grande coisa. Ficamos num hotel mesmo em frente à arena e o evento para ela começava a meio da tarde. Era altura de absorver aquele ambiente da melhor maneira.


O concerto foi muito bom, a miúda sabe prender a multidão e a minha filha estava no sétimo céu... Missão cumprida! O sorriso dela era até à lua!

Na quinta, tinhamos a manhã inteirinha para explorar a cidade, que é pequenina. Sabendo que no início da tarde tínhamos de apanhar a camioneta de regresso ao aeroporto, tínhamos o tempo contado, então decidimos concentrar-nos somente numa visita ao castelo que é o ex-libris da cidade e aos magníficos jardins envolventes.





É maravilhoso! Fizemos ainda uma visita guiada ao interior da casa senhorial e o nosso espetacular guia era um autêntico mestre no tão famoso humor britânico. Foi a cereja no topo do bolo!



E pronto, foi a hora da despedida. Acabou por ser uma excelente maneira de viajar para o estrangeiro e conhecer uma cidade que de outro modo nunca na vida me passaria pela cabeça conhecer.

Foi uma espécie de 2 em 1: concerto de sonho + escapadinha inglesa.

Como de costume, a minha ansiedade era desnecessária, estava tudo bastante bem organizado e correu tudo mesmo bem.

Estas mini-aventuras preenchem-nos a alma e às costas disto, acabamos por  conhecer sítios inusitados.

E aquele sorriso... Ai aquele sorriso...

domingo, 15 de abril de 2018

O fim de semana foi uma desgraceira


Na terça vamos viajar para o País de Gales e o nervoso miudinho apoderou-se de mim novamente. Já tive insónias com isto, já sonhei e já tive pesadelos.

Esta cena de organizar viagens é relativamente nova para mim e stressa-me. Arranjar voos, hoteis, transferes, ver onde fica o aeroporto, como ir até ao hotel, onde é a arena, onde é o terminal das camionetas... E desta vez com a dificuldade acrescida de chegar a uma cidade desconhecida perto da meia-noite e de manhazinha ter de apanhar uma camioneta para outra cidade...

Sim, tenho tudo organizado. Sim tenho tudo impresso. Sim tenho todas as moradas e inclusivamente mapas impressos apesar de lá termos gps. Sim sei falar inglês, muito bem até, faço isso todos os dias no emprego...

Mas estou nervosa e dá-me para comer... E porcarias ainda por cima. Este foi um fim de semana de comer porcarias, de andar sempre a depenicar e de me encher de açúcar para tentar acalmar os nervos que não se veem, mas que estão cá.

O que vale é que o motivo é bom: realizar outro sonho da minha princesa é das coisas que me dá mais prazer na vida!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Treat people with kindness

Há pessoas que têm o dom de dar voz aos nossos sentimentos.


Há pessoas que conseguem fazer com que sonhemos com um mundo melhor. E não precisam de ser pessoas muito vividas, às vezes são só pessoas simples, com um sonho e alguma influência.


Essas pessoas têm o imenso poder de mover o mundo. Têm o poder de aproximar outras pessoas que de nenhuma outra maneira se iriam conhecer.


Tenho uma ligação única com pessoas das mais diversas partes do mundo, partilhamos um amor comum. Tal como eu, sentem-se incompreendidas por dar ouvidos a um puto novo e que também ouvem o não é para a tua idade. Estas são as pessoas que me fazem sentir que afinal não sou uma ave tão rara, há mais como eu e não tenho de sentir vergonha por adorar este puto novo. Compreendemos a 300% a paixão por ele e partilhamo-la.


E isto não é crise de meia-idade nem tem a ver com querer ser a melhor amiga da minha Bia adolescente,  de a compreender melhor, de querer ser a mãe fixe.

Nada disso, Tem a ver com gostar de alguma coisa, ultrapassar preconceitos e abraçar com liberdade o amor pela música e pelo músico.


Tem a ver com o idolatrar o conceito de vida dele, o amor pela música, pelo ideal do Love is love, do Treat people with kindness, do Love yourself, do You are beautiful in your own way.

Tem a ver com acabar com ideias pré-concebidas. Antes de o conhecer, achava que ele era um puto oco, convencido, nojento e cheio de fama. Nada mais longe da verdade. É uma alma generosa cheio de princípios e de ideias para tornar o mundo um lugar melhor.


Sei que esta fanzone está normalmente reservada aos adolescentes e se calhar é mesmo contra isso que a minha própria mente batalha, para quebrar o preconceito.

Mas sabem o que mais? Se me dá prazer, eu não vou abrir mão. Se é algo que me une ainda mais à minha filha, é só mais uma razão para eu aproveitar.


O engraçado é que eu comprei os bilhetes para mim e para a Bia no primeiro minuto em que foram postos à venda, ficámos na fila 13, nuns lugares bastante bons. Há 2 semanas atrás o hubby disse que estava arrependido de não ter comprado bilhete para ele e eu fui pesquisar: encontrei 1 lugar sozinho na fila 6 :). Fiquei eu com ele depois de muita insistência da Bia, que queria que eu vivesse a melhor experiência no espetáculo. Afinal este concerto era meu!


Luzes apagadas, som no máximo e eu chorei, eu gritei, eu saltei, eu dancei... eu chorei mais, eu gritei mais, eu saltei mais e senti uma alegria imensa. Eu pegava no telemóvel por breves instantes para capturar alguns momentos, mas depressa o guardava para apreciar o momento.

Foi bom. Foi muito bom...

No fim da noite, já na cama, ela abraçou-me e disse Estás feliz? - Estou, estou muito feliz! Quero muito ir outra vez, mas por agora estou feliz. E agarrou-se a mim num abraço muito sentido.

Eu sinto a felicidade da inocência de uma adolescente, mas na pele de uma mulher madura. Não é para a minha idade?! Foda-se lá o preconceito, se me faz feliz, eu não vou abrir mão... 


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Do fim de semana de Páscoa


Páscoa?! Foi Páscoa?! Não demos por ela... Não é uma época que nos diga muito em termos familiar e então costumamos passear um pouco a três.

Este ano, com a desculpa de um concerto que eu não perderia por nada deste mundo, fomos novamente até Madrid. Já é a 3a vez no espaço de 2 anos que lá vamos a concertos, portanto a cidade não é propriamente novidade para nós. Era nossa ideia irmos desta vez a Milão ou a Barcelona, mas só consegui bilhetes para Madrid.. 

Ficamos num apartamento pequenino no centro o que nos permitia fazer as refeições em casa. Nós preferimos assim, além de poupar bastante, não sou grande apreciadora da gastronomia espanhola.

Para andarmos pela cidade, desta vez compramos o bilhete turístico do metro para os 3 dias que nos permitiu andar à vontadinha  com viagens ilimitadas. Eu que acho que nunca andei no metro do Porto, lá oriento-me na boa! É mesmo simples.

Na sexta, fomos pousar as mochilas ao apartamento e depois de nos abastecermos no supermercado e comermos alguma coisita fomos visitar o Palácio Real. E realmente valeu a espera de 1 hora na fila para os bilhetes e os 25€ da entrada para os 3. É lindíssimo, as salas de uma riqueza incomparável e tudo muitíssimo bem conservado, como aliás todos os monumentos da cidade. Valeu muito a pena!

Como estávamos muito cansados por nos termos levantado às 4 da manhã  e estava um vento cortante, demos só um pulinho ao Sol e fomos descansar.

No sábado, fomos de manhã ao templo de Debod (um desconsolo) mas estava um vento tão gelado que decidimos ir ver onde era a arena e comprar uma merchandise que eu queria sem pressas.

De tarde lá fomos nós todas felizes ainda sem grande perceção de que ia mesmo acontecer 😀. Foi uma das melhores noites da minha vida!

No domingo, deixamo-nos ficar a descansar de manhã. Só tínhamos voo às 23:00, mas tínhamos de deixar o apartamento às 11:00. Fomos de mochilas às costas passear ao El Rasto que é uma feira gigantesca por onde andavam milhares de pessoas. Ora por pouco pesadas que as mochilas estivessem, rapidamente percebemos que andar com elas o dia inteirinho ia ser um pesadelo e fez-se luz: na estação da Atocha há um sítio onde se pode alugar cacifos para guardar as malas. Perfeito!

Passamos a tarde nas imediações do Parque do Retiro que estava fechado, nos banquinhos a apanhar sol e a ver passar toda a espécie de pessoas. Estávamos tão cansados que já só queríamos o nosso sofazinho...

Lá está, como já conhecíamos a cidade das outras viagens, 3 dias acabou por ser tempo a mais. Apesar de ser domingo de Páscoa, não vimos uma única referência a isso, não sei se eles não celebram ou se não dão tanta importância como cá.

Foi um fim de semana muito bom. Cansativo, mas muito bom.

Sei que a maior parte das pessoas não compreende esta minha "paixão", às vezes nem eu compreendo muito bem. Só sei que é uma coisa que me dá prazer, sinto-me bem. E se assim é  porque é que há-de ser errado? É uma coisa supostamente de adolescentes  mas quem disse que os adultos também não o podem fazer? Há um grupo imenso de fan-moms pelo mundo fora e não há uma de nós que se arrependa de o ser.

segunda-feira, 26 de março de 2018

A adolescente baixou em mim


E já não me largou mais.

A cinco dias do evento, já não consigo pensar em mais nada. Já não quero saber de dietas, de planos para os dias extra em Madrid, nada!

Já só penso em estar ali mergulhada naquela multidão a cantar em plenos pulmões as músicas do puto, a cair-me a ficha de que aquela pessoa é mesmo real e que eu vou ter o privilégio de o ver e de o ouvir.

Desabrochei tarde, fui ao meu primeiro concerto aos 33 anos, mas agora, enquanto puder, não perco um único que me faça sentir o êxtase e a adrenalina a subir como se fosse rebentar de alegria.

quinta-feira, 15 de março de 2018

És uma burra Sweet

A 15 dias do evento, aqui a tansa perdeu o foco e deu grande passo atrás.

És muito burra Sweet! E fraca!...

quinta-feira, 1 de março de 2018

Como assim, já se passaram 30 dias?!

A sério?! Parece que este auto-desafio começou ontem...

30 dias de alimentação mais clean do que o habitual.
30 dias a beber religiosamente 2l de água ou chá por dia.
30 dias a cumprir as 4 sessões de exercício semanal.
30 dias a controlar os deslizes principalmente os do fim de semana.
30 dias em que me senti novamente em controlo em vez de andar aí em rédea solta e isso faz-me sentir tão bem tanto física como mentalmente.
30 dias em que a balança foi uma amiga constante em vez de mantermos a relação amor-ódio (aka sobe e desce) do costume.

Apesar da primeira meta não ter ainda sido conquistada, falta mesmo só um bocadinho assim...

domingo, 4 de fevereiro de 2018

5 dias depois...


... de me ter auto-desafiado, tenho a dizer o seguinte:

Estou a portar-me muito bem! A motivação está no auge e até eu me admiro...

As tentações têm passado por mim e seguido caminho:

*logo no 1º dia*
Vamos buscar um franguinho no churrasco e a Sweet resiste às batatas fritas e come saladinha e uma colherinha de arroz

*no 2º dia era jantar de família lá em casa*
Sweet resiste a fazer uma sobremesa da praxe e apresenta abacaxi madurinho polvilhado com côco ralado, uma delícia! Depois do jantar resiste à caixa de chocolates que o hubby trouxe para a mesa...

*no 3º dia*
Faz troca inteligente de batata cozida por couve flor cozida a acompanhar uma costeleta de cebolada. Estava delicioso!

*no 4º dia - jantar no shopping*
Vamos à Pans mas abdico das batatas e da cola na boa.

*no 5º dia - o temido fim de semana*
A balança até foi boazinha, então aproveito para descomprimir, mas sem grandes abusos. Desta vez não quero deitar tudo a perder por um prazer momentâneo.

Ajuda muito fazer a ementa semanal, sem dúvida. Não ter de pensar sob pressão ou tomar decisões com fome é meio caminho andado para não prevaricar, garantidamente.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Sessenta


Faltam precisamente sessenta dias para o meu evento do ano. É algo que eu quero assistir nem que seja só uma vez na vida. Eu vou lá estar e em boa companhia, ainda por cima.

Podia pegar neste número tão redondinho e usá-lo como motivação para o meu primeiro objetivo. Será que consigo andar na linha durante sessenta dias?... os aniversários até já acabaram e tudo, o tempo começa a aquecer...

A juntar a isso, o dia 1 de fevereiro é uma data que está intimamente ligada ao evento de 31 de março e está já aí ao virar da esquina...

O que achas Sweet? Sem desculpas! Pensa nisso...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Deste cansativo fim de semana


Como presente de aniversário, a Bia pediu para ir ao concerto dos R5. A tour desta vez não passou por Portugal, então fomos a Madrid para o nosso único concerto deste ano.

Apesar de gostar de andar no laréu, confesso que, nestes últimos dias, não me estava a apetecer nadinha fazer esta viagem.

Não me estava a apetecer ultimar os preparativos, nem fazer o itinerário, não me estava a apetecer passar por aquela fase exaustiva de pré-concerto para uma banda que até gosto e que já tinha visto ao vivo outras duas vezes, mas cuja paixão é da minha filha.

Não estava a sentir, pronto!

No sábado, depois de nos levantarmos literalmente de madrugada (4h00) andámos a manhã inteirinha a passear pelo centro de Madrid de mochila às costas. De tarde, e por mero acaso, descobrimos que a banda ía fazer uma sessão de autógrafos que, obviamente, não podíamos perder. Foi um miminho bom que a Bia não estava à espera e valeu bem a pena, trouxe um cd autografado, pode estar bem pertinho e até eu falei com eles.

Resultado do primeiro dia: depois de muito poucas horas de sono e de uns quilómetros valentes nas pernas, deitámo-nos ainda não eram 9 da noite 😅.

No dia seguinte, já bem descansados, fomos passear ao maravilhoso Parque del retiro e a Atocha. Almoçámos por lá e ala para o recinto do concerto que ainda ficava longe do centro.

Confesso que a parte do espera-levanta-senta-está calor-doi o cu-doi os pés-tenho sede, é um bocado chata e realmente é preciso gostar muito para aguentar, mas acabou por correr bem.

Apesar de estarmos sensivelmente a meio da fila, quando entramos na sala (que não tinha lugares marcados era plateia em pé) furando aqui e ali pelos cantinhos, a Bia acabou por ficar na primeira fila e eu atrás dela, mais uma vez com vista privilegiada 😊.

Eu não sei porquê, não gosto muito de dançar, mas nos concertos, por mais cansada que esteja, não consigo estar quieta. É o máximo! Adoro! Cheguei ao fim a pingar, exausta, com a voz fraca, mas imensamente feliz. Primeiro pela minha filha, que mais uma vez viu uns miúdos que adora e segundo por mim que continuo a gostar e a divertir-me imenso, não interessa a que idade.

Apanhamos o metro as duas sozinhas às 11 da noite e mesmo assim sempre com o sentimento de segurança. O metro de Madrid é extremamente fácil de entender e leva-nos literalmente a qualquer sítio da cidade.

Desta vez resolvi arranjar alojamento perto do aeroporto com tranfer para o metro, mas longe do centro... big mistake. O grande problema é que estando longe do centro, não nos dava apoio para guardar mochilas e ir descansar um bocadito ou assim, limitava-nos um bocado. Da próxima vez o alojamento é novamente no centro da cidade.

E pronto, foi um fim de semana de muito movimento, muito passeio, muitos quilómetros a pé, pouco descanso e comida de pouca qualidade 😄.

Vai ser para repetir em finais de março, também em Madrid, mas dessa vez por minha causa, a Bia é que vai ser a acompanhante 😆

Ah, e se este ano só fomos a um concerto, para o próximo ano já temos bilhetes para três: um novamente em Madrid, outro em Cardiff e outro em Lisboa, de diferentes artistas, claro. E cheira-me que não vamos ficar por aqui...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Do "não é para a tua idade" - parte II


Hoje eram 8:01 e já eu estava em frente ao computador, e-mail com o código especial de acesso a postos, site da Ticketmaster a fazer o refresh de 5 em 5 segundos, cartão de crédito ao lado...

Para quê?...

Para comprar bilhetes para ver este rapazinho fabuloso. A minha adolescente preferida vai acompanhar-me a Madrid para vermos e ouvirmos ao vivo este moço cheio de talento.

Comprar bilhetes dos bons para uma qualquer coisa que queremos mesmo muito é um stress do catano!!!

- A venda começa às 8:00...
- 8:01 e o site ainda não os tem disponíveis...
* refresh... refresh... *
- Pera lá... já entrou!
- Lugares, lugares, lugares...
- Seja o que Deus quiser! Qualquer um serve!!
* E o cronómetro a rodar, temos somente 10 minutos para finalizar a compra *
* o stress... *
- Já está, falta só o cartão de crédito
- "O seu cartão visa não tem uma m&rda qualquer ativada. Utilize outro"
- Aaaahhhhhh!!!!!
- Liga o pai, liga ao pai! Pede-lhe o nº do cartão de crédito dele!
- JÁ VOU! QUE NERVOS!!!
* E o estupor do cronómetro sempre a rodar *
...
- "A sua compra foi bem sucedida"
- E-mail recebido com os bilhetes
* Tsssssssssss *

Que stress, senhores!! Stress bom!

E vamos passar a Páscoa a Madrid no próximo ano :)

Já só penso nisto...


E nisto...

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sweet guilty pleasures


Isto das redes sociais é um fenómeno engraçado.

Faz-nos ver que não somos assim tão aves raras como à partida pensamos.

Leva-nos a conviver, ainda que virtualmente, com uma infinidade de pessoas que tanto podem estar na porta ao lado da nossa, como no outro lado do mundo e que têm os mesmos gostos, as mesmas dúvidas, os mesmos prazeres que nós.

Eu acredito que o facto de estarmos protegidos por detrás de um ecrã nos leva a ser mais nós próprios do que quando estamos frente a frente com alguém.

É aqui, neste blog, que alguém pode conhecer o mais íntimo de mim.

Depois há o twitter onde encontrei centenas e centenas de mulheres feitas que partilham comigo o amor pela música que supostamente é dirigida a pitas aos gritos.

Supostamente uma mulher de 40 anos já não se deve interessar excessivamente por música. Muito menos feita por putos novos.

"Isso não é  para a tua idade!" diz-se na vida real. "Oi?! Música tem idade?!" Recuso-me a aceitar isso! E é no twitter, onde encontrei milhares de mulheres que lidam com esse mesmo preconceito, que vivo o meu sweet guilty pleasure de partilhar fotos, entrevistas, momentos, paixonetas por esses putos novos que até escrevem coisas de arrepiar. E as partilhas das chamadas fanmoms são tão mais interessantes...

E isto não tem nada a ver com o facto de ser novinho e giro e com olhos maravilhosos e vozes de anjos, nada disso. OK, também ajuda, mas os moços têm substância, têm ideias e muitas vezes conseguem traduzir para palavras aqueles sentimentos estranhos que nós não conseguimos explicar.

Por isso eu quebro estereótipos. "Não é para a tua idade!", posso ouvir isto vezes sem conta, há-de ser sempre para a minha idade! A arte não tem idade e muito menos a música.

Portanto, neste momento ando obcecada por isto:

Ouvi esta há 10 minutos pela primeira vez e também vai ser uma favorita:

E para terminar em versão mais libidinosa:

Pfff... não tenho idade... vou mas é ali à Fnac comprar o álbum do Harry que saiu hoje, passar o dia no twitter a seguir as entrevistas e reações e partilhar isto tudo com a minha adolescente preferida.

terça-feira, 21 de março de 2017

Primavera, és tu?!


Deves ser porque eu tenho os lábios e as mãos cheiinhos de eczema. As mãos é chatinho, tenho de fazer tudo com luvas, mas os lábios é um autêntico martírio!

Mas esqueceste-te do calorzinho bom pelo caminho, foi? Logo agora que eu já ia tirar o cobertor e os lençóis de flanela da cama apresentas temperaturas de 5 graus?!

Mas uma coisa não te podes negar a trazer: dias mais compridos... é sem dúvida o que eu mais adoro com a tua chegada!

Acabar de jantar ainda com luz do dia lá fora a convidar a uma caminhada para desmoer? Adoro!
Fins de semana amenos para passeios na praia, ou no campo ou mesmo por parques citadinos com um lanche na mochila? Estava mesmo a precisar de uns programas destes!

Já que o período e os testes estão mesmo quase a terminar, espero fazer uns programas bons ao ar livre a três nos tempos mais próximos.

Por isso, vê se colaboras, sim?!
Agradecida...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Para refletir...


Ontem deparei-me com esta frase linda no twitter que me deixou a pensar.

Como é que tornas a ser um estranho com alguém que viu a tua alma?
Depois de partilharem momentos especiais, únicos, íntimos, como é que duas pessoas podem alguma vez voltar a ser simples conhecidas, estranhos?

Não é possível. Os momentos partilhados não podem ser apagados, devem ser sempre guardados e com carinho porque em determinado ponto da nossa vida fizeram todo o sentido.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Olha lá ó Sweet...

... isto não era um blog de vida saudável, dietas, exercícios e afins?! Há quanto tempo não falas disso por aqui?

Pois é, tenho optado por não abordar essas questões de pesos, alimentação saudável e exercício físico por uma razão muito simples:

O meu foco deixou, finalmente, de estar aí! Decidi remeter o número para o lugar insignificante dele e concentrar-me em sentir-me bem comigo própria como um todo.

Sim, eu sei que estou muito mais pesada.
Sim, eu sei que passo dias e dias a cometer às vezes não tão pequenos pecados.
Sim, eu sei que há meses que a elítica está parada e que as caminhadas são uma miragem.

Mas...

A minha mente finalmente reconhece o valor que eu tenho e nunca me senti tão bem no meu corpo. E isto é a sensação mais poderosa que eu poderia ter. É a tão esperada mudança interior que eu ansiava há tantos anos.

O facto de eu estar interiormente em paz comigo própria e com o meu corpo não significa de todo que me desleixe, e que não o queira modificar.

Muito pelo contrário.

Significa que eu agora sei que o meu corpo merece que eu o trate bem, seja com alimentação correta, com água suficiente, seja a mexê-lo de vez em quando, mimá-lo com cremezinhos e mesmo a presenteá-lo com docinhos e afins.

É uma questão de puro equilíbrio, mesmo.



terça-feira, 14 de junho de 2016

Madrid day #3 - calor e cansaço

Depois da noite de arromba, o dia começou tarde... a bem dizer, para os espanhóis não há propriamente horas para nada. Tanto se vê pessoas com uma cerveja e batatas fritas às 10 da manhã, como com uma paella à meia noite!

O calor já apertava e continuámos a passear pelas ruas das redondezas. Estava mesmo muito bem situado o nosso estúdio!




Depois de visitar a Plaza Mayor e as Puertas del Sol, parámos numa bela esplanada com sprinklers (parecíamos alfaces a levar com as nuvenzinhas de água :-)) para almoçar.

Depois da siesta, fomos gastar as últimas viagens que ainda tinhamos no bilhete de metro:



Plaza de Cibeles, Fuente de Neptuno e toda a zona envolvente ao Paseo del Prado, tudo bonito, mas principalmente muito bem conservado, limpo e cuidado. Os 35 graus aliados ao cansaço deram cabo de nós, já nos arrastávamos novamente para casa...

Os objetivos foram todos cumpridos: fomos ver os "nossos meninos" e já que lá estávamos aproveitamos para conhecer um pouquinho da cidade.

Agora preciso bem de 2 dias para descansar...