quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A trilhar novos caminhos



Um dos passos deste caminho de self-love é eliminar o pensamento de dieta e adotar a alimentação intuitiva o que na prática significa que não há alimentos maus ou proibidos. Há sim alimentos que devemos consumir mais moderadamente do que outros e uma cultura (nova para mim) de escutar o meu corpo e perceber do que ele necessita e quando necessita. Acabam-se assim as horas certas para comer e as saladinhas e sopinhas em detrimento de tudo o resto.

Ora, mas agora ando a abusar um bocado.. sim, tenho consciência disso, mas faz realmente parte do percurso. É o chamado dois passinhos atrás para dar um passo à frente. Não nos podemos esquecer que foram anos e anos de alimentos proibidos e a sensação de liberdade agora é imensa!!

drclaudiatfelty: Intuitive eating over time = balanced eating.
This is really difficult to understand when you begin #
intuitiveeating and that’s totally understandable since most of us come from #dietlife where we aren’t allowed to have any of the foods we crave without guilt.That’s why it’s so important that you understand it’s COMPLETELY NORMAL to overeat the foods you’ve restricted when you first start out.
The overeating doesn’t last forever, but it’s a super important step in your journey. It says you’re willing to let you and your body figure things out, on your own terms, without any outside interference from dieting.
When I first started, I overate, and over time I realized that I just didn’t need to do that anymore. I also became very aware of what food made me feel the best and which food wasn’t serving me well.
So I choose what’s best for my body and my mind. What does that look like? For me that’s mostly whole foods, lots of plants, and something for dessert. Because dessert is nothing to feel bad about 😉


Em português:

Alimentação intuitiva ao fim de algum tempo = alimentação equilibrada.
Isto é difícil compreender quando começas a alimentação intuitiva e é totalmente compreensível uma vez que a maioria de nós vem da chamada vida-de-dieta onde não nos é permitido comer aqueles alimentos que cobiçamos sem sentir culpa.
É por isso que é tão importante que percebas que é PERFEITAMENTE NORMAL comer demais ao início os alimentos que antes restringias.
Esta comilança em demasia não dura para sempre, mas é um passo muito importante no teu processo. Indica que estás disposta a deixar-te a ti própria e ao teu corpo descobrir as coisas ao teu ritmo, sem nenhuma interferência exterior de dietas.
Quando comecei, comia em demasia e com o passar do tempo percebi que já não precisava de o fazer. Também serviu para me tornar bem atenta qual a comida que me fazia sentir melhor e qual a comida que não me estava a fazer bem nenhum. Então passei a escolher o que é melhor para o meu corpo e para a minha mente. E qual é? Para mim é principalmente produtos integrais, vegetais e algo para sobremesa. Porque a sobremesa não é algo que tenha de nos fazer sentir mal 😉

Sinto-me super preparada para entrar nesta fase e não há melhor altura do que as férias para o fazer.
Vão ser 3 semanas em modo abrandar-o-ritmo e concentrar-me em mim, acho que não há melhor momento para fazer esta introspeção.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Não o conseguiria dizer melhor


É como se alguém tivesse aberto a minha mente e tirado estes sentimentos cá para fora para os pôr por escrito. Anseio pelo dia em que a última frase esteja devidamente esculpida nesta nova Sweet...

I had taken the steps: thrown away my scale to stop weighing myself; stopped working out for punishment (stopped working out at all because my mind was not ready to reintroduce it yet); stopped counting calories and removing entire food groups; removed myself from the diet talk. And yes, I did gain weight, because my body was fighting so hard to be where it was that it was taking up every single bit of my being to sustain it. And when I stopped, my body stopped trying to be that way too.
I was saying 'yay, self love!', but I was feeling 'omg what have I done, I failed my body, I let myself go...' Those were the voices of my limiting beliefs and I knew them all too well. But when you learn to recognize them, it's only a matter of time until you are able to conquer them. It's funny how you evolve when your existence becomes about feeling the joy that already lies within instead of the search to find the things to make you happy.
Allison Kimmey

Fiz os passos todos: deitei fora a balança para parar de me pesar; parei de fazer exercício como forma de punir o meu corpo (parei de fazer qualquer tipo de exercício porque a minha mente ainda não estava pronta para o reintroduzir); parei de contar calorias e de retirar grupos alimentares inteiros da minha alimentação; deixei as auto-conversas de dietas. E sim ganhei peso porque o meu corpo estava a lutar tanto para se manter onde estava que estava a consumir toda a minha energia para o manter. E quando parei, o meu corpo também parou de se comportar dessa maneira.
Eu dizia 'yey amor próprio!', mas sentia 'meu deus, o que é que eu fiz, estou a falhar com o meu corpo, estou a deixar-me ir...' estas são as vozes dos meus pensamentos limitadores e conheço-os muito bem. Mas quando aprendes a reconhecê-los, é só uma questão de tempo até que consigas conquistá-los. É engraçado como evoluis quando a tua existência se concentra mais em sentir a alegria que já tens dentro de ti em vez de tentares encontrar coisas que te façam feliz.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Looking back



Até sensivelmente ao nascimento da minha filha eu tinha zero preocupações com o meu corpo e a perceção que eu e os outros tinham dele.

Não me importava minimamente com a opinião dos outros. Não tinha absolutamente cuidado nenhum com a minha alimentação. Não se passava um único dia sem comer fast-food ou pastéis e bolos, sem qualquer tipo de auto-controlo. Água, legumes ou mesmo exercício físico eram miragens na minha vida.

Mas eu sentia-me bem... A imagem que o espelho me devolvia (quando me lembrava de olhar ao espelho) não me incomodava. Quer dizer, sabia que estava grande, sabia que a roupa ficava constantemente mais apertada, comprar roupa era uma odisseia, mas nada disso me afetava.

E depois de 2 anos de tentativas frustradas a minha filha nasceu. Nunca ninguém me disse que o excesso de peso afetava a fertilidade, teria sido esse o meu ponto de viragem, se o tivessem dito. Tudo o que eu mais queria na vida era ser mãe.

Ela nasceu e eu sabia que tinha de parar ali. Tinha de a educar em condições. Tinha de lhe incutir desde cedo hábitos saudáveis e para isso, tinha de mudar radicalmente os meus hábitos para tornar aquele ser perfeitinho na melhor versão possível.

E comecei a olhar mais atentamente para o espelho, desta vez com outros olhos e comecei a ver todos os defeitozinhos do meu corpo. E eram muitos.

E foi uma volta de 180º. Tudo o que não me preocupava até ali, passou a preocupar-me. Os braços rechonchudos, as coxas que abanavam com cada passo, a barriga cheia de estrias reluzentes e os seios tão flácidos para a minha idade... A roupa apertada sufocava-me e era com muita vergonha que comprava "roupa de velha" porque as lojas "normais" não tinham o tamanho que eu usava.

E se antes não me importava minimamente com a opinião dos outros, passei a observar constantemente os olhares alheios e a achar que todos olhavam para mim e me julgavam (como se as pessoas não tivessem mais o que fazer). Muitas foram as vezes que eu olhei em volta para ver se era a pessoa maior na sala. E de todas as vezes me convencia, envergonhada,que sim.

E fui ficando cada vez mais insegura com o meu corpo, ao ponto de me ter convencido que só poderia ser feliz se perdesse peso. E para perder peso, teria de me sentir desconfortável com o meu corpo. Foi este o meu veredito para mim própria.

Assim, passei estes últimos 16 anos numa batalha comigo, a olhar (pouco) para o espelho e a dizer-me a mim própria "Ainda não estás bem. Esses braços ainda estão rechonchudos, essas coxas ainda abanam muito, essa barriga com estrias e esses seios cada vez mais flácidos. Ainda não podes gostar de ti assim..."

Perdi peso, atingi finalmente os tão almejados sweet 68 (vitória!vitória!), mas obviamente a felicidade não estava no potinho ao lado dessa grande vitória... daahh, claro que não!

Ganhei algum peso de novo, mas juntamente com ele fui recuperando um pouco de amor próprio e fui deixando para trás uma obsessão que quase me atirou para o abismo.

E continuei a ganhar algum peso aqui e ali, mas desta vez com a certeza de que já não estava a entupir o meu corpo de porcarias. Ele está maior sim, mas nunca ninguém disse que o nosso corpo tem de ficar igual durante a nossa vida toda e muito menos comprarável ao que as revistas nos querem fazer convencer. Ninguém consegue competir com o photoshop, certo?...

Há dois meses resolvi abraçar a corrente de body positiveness. E tenho aprendido tanto...

Aprendi finalmente que posso amar o meu corpo independentemente do tamanho dele.
Aprendi que não preciso de estar em guerra com o meu corpo para me "obrigar" a cuidar dele.
Aprendi que ninguém perde um minuto do seu tempo a julgar-me, as pessoas têm os seus próprios problemas.
Aprendi que os meus braços rechonchudos dão os melhores abracinhos do mundo, as minhas coxas fartas levam-me a dar passeios maravilhosos, os meus seios flácidos alimentaram a minha pequenina durante um ano inteirinho e a minha barriga com estrias foi o ninho dela durante 9 meses.
Aprendi que não há nenhuma alegria do outro lado da perda de peso que não possa sentir já a partir deste preciso momento.
Aprendi literalmente a passear na rua de cabeça mais erguida e de sorriso no rosto porque me sinto melhor comigo própria, não me sinto tão acanhada e insegura e isso vale por tudo!!

Portanto esta história foi um reviravolta de 360º. Voltei ao cultivo do self-love inicial, mas com a autoconsciência de tudo o que aprendi ao longo dos anos. Passei por muito, mas no fim considero um balanço bem positivo.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Um mar de gente!


Quando o Rock in Rio anunciou a Demi Lovato no cartaz os olhinhos da filhota até brilharam! Foi uma das primeiras cantoras de quem ela gostou e os bilhetes foram o seu presente de Natal.

Eramos 90 mil ontem no Rock in Rio!

O que eu tenho a dizer é que um festival destes é mesmo muito cansativo e o amor à camisola tem mesmo de ser imenso. A viagem, o calor, a espera, o sol abrasador, as dores nos pés... quem vamos ver tem mesmo de valer o sacrifício.

Não desgostei do Agir que conheço vagamente de ouvir na rádio. Tem boa presença em palco e cativa o público.

Não gostei mesmo nada da Anitta. Não faz o meu género de música e o show tinha bailarinos e adereços a mais, assim como uma coreografia bem sexual como que a desviar as atenções da voz dela. Nota bem positiva para duas bailarinas plus-size a quebrar preconceitos. Fora isso, detestei!


A Demi Lovato está uma crescida e tem um vozeirão de cair da cadeira. Adorei o espetáculo que ela deu, conhecia imensas músicas novas e antigas, fartei-me de dançar e gritar! No final, pela primeira vez ela cantou uma música muito íntima, a Sober, onde assumiu que já não está sóbria novamente, como se fosse um grito de ajuda. É preciso ter uma grandessíssima coragem para fazer isto perante o mundo! Ganhou uma fã.


O espetáculo acabou com o Bruno Mars. Confesso que não sou propriamente fã dele. Conheço as músicas como toda a gente, o moço é sempre um grande fenómeno em tudo o que lança  mas estava com curiosidade de o ver ao vivo. E confirmo: não desaponta! Além de cantar que se desunha, faz um espetáculo gigante com recurso praticamente só às luzes e fogo de artifício em palco. A interação com o público é genial e as poucas palavras que fez questão em dizer em português, já se sabe, levam o público ao rubro. Não seria um artista que eu fosse de propósito ver, mas adorei vê-lo!

Contas feitas, foram 20 horas muito puxadinhas de laréu. Muito calor, muito cansaço, pouca comida, pouca bebida, muita alegria e um coração bem cheio ao ver as lágrimas de felicidade da Bia.



sábado, 16 de junho de 2018

Here we go again...


Vai ser o melhor presente de aniversário de sempre! E para acabar o ano em beleza.

Eu e a princesa vamos as duas sozinhas para Madrid assistir ao concerto dos 5 Seconds of Summer com direito a bilhete vip.

Olha eu, sozinha em Madrid com a minha filha... sem outro adulto... e principalmente sem me stressar minimamente.

Não tenho a mínima dúvida que há um mês atrás isso nem sequer me passaria pela cabeça. Eu simplesmente não me sentiria capaz de me aventurar sozinha numa viagem assim.

Estou eternamente grata à tal força do universo que colocou a Allie no meu caminho. Tem sido um autêntico descascar de camadas. Descubro coisas sobre mim que estavam com raízes tão profundas e que não me estavam a fazer bem nenhum...

A atitude é tudo, principalmente a atitude com que nos tratamos a nós próprios ❤️

segunda-feira, 11 de junho de 2018

É tão isto


Fui ver no sábado com a minha filha e adorei!! É mesmo verdade que a atitude é tudo!

A parte em que a Renée olha para as fotos que ela acha que são um antes e depois bem visível fisicamente, mas que na realidade a única coisa em que diferem é o nível de autoconfiança dela, deixou-me com um grandessíssimo nó na garganta.

No final perguntei à Bia o que tinha achado do filme e ela só disse: É muito tu! E é que é mesmo... a luta interior para me conseguir ver da maneira que ela e o pai me veem é imensa.

Já aqui disse que estou num caminho um pouco diferente, um caminho de self-love e body-positivity. Está a ser a minha realidade de momento, mas é uma coisa que, pelo menos para já, não me apetece muito estar a desenvolver por aqui.

Vou continuar por aqui, provavelmente menos... sempre que me apetecer, para falar sobre tudo e sobre nada.