segunda-feira, 11 de junho de 2018

É tão isto


Fui ver no sábado com a minha filha e adorei!! É mesmo verdade que a atitude é tudo!

A parte em que a Renée olha para as fotos que ela acha que são um antes e depois bem visível fisicamente, mas que na realidade a única coisa em que diferem é o nível de autoconfiança dela, deixou-me com um grandessíssimo nó na garganta.

No final perguntei à Bia o que tinha achado do filme e ela só disse: É muito tu! E é que é mesmo... a luta interior para me conseguir ver da maneira que ela e o pai me veem é imensa.

Já aqui disse que estou num caminho um pouco diferente, um caminho de self-love e body-positivity. Está a ser a minha realidade de momento, mas é uma coisa que, pelo menos para já, não me apetece muito estar a desenvolver por aqui.

Vou continuar por aqui, provavelmente menos... sempre que me apetecer, para falar sobre tudo e sobre nada.

domingo, 3 de junho de 2018

Muito interessante


Os 10 princípios da alimentação intuitiva:

Os 10 princípios da alimentação intuitiva visam a prática do comer intuitivo. Quando eles são seguidos, é possível ter uma relação tranquila e normal com os alimentos, sem precisar viver em guerra contra a comida.

Alguns destes princípios procuram ajudar-nos a sentir e a responder às sensações físicas, como a fome e a saciedade. Outros princípios ajudam a remover os obstáculos que atrapalham a nossa sintonia com o corpo, sendo o seu principal objetivo uma relação saudável com a comida.
  
1. Rejeitar a mentalidade de dieta
A alimentação intuitiva propõe uma mudança de olhar para a comida, bem como sentimentos e atitudes. Procura-se evitar a rigidez alimentar, as regras impostas por outras pessoas, a privação, o medo, a culpa, a vergonha e o sentimento de controlo, existentes na mentalidade de dietas.
Em vez disso, o comer intuitivo procura que a alimentação seja harmoniosa, flexível, e prazerosa. Deve-se respeitar os sinais internos do corpo, ter confiança, satisfação, nutrição e liberdade ao comer. Portanto, a proposta não é fazer dieta e sim fazer as pazes com a comida.
Alimentação intuitiva não tem nada a ver com dietas. Dietas desregulam nosso corpo quando as sensações de fome, saciedade e causam ganho e reganho de peso. Além disso, dietas aumentam as hipóteses de cometer exageros e de sofrer com compulsões alimentares.

2. Honrar a fome
Aprender a honrar o sinal biológico da fome significa comer quando se tem fome.
Não é adequado sentir-se com fome e ignorar esse sinal só para emagrecer. É claro que existem momentos em que temos fome, mas por algum motivo não podemos comer naquele horário. Neste caso, o importante é não ficar faminto. Sempre que estamos com muita fome, é difícil entender os sinais de saciedade e é fácil comer sem controlo ou atacar o frigorífico.
Quando honramos a nossa fome, temos energia para realizar as nossas tarefas do dia a dia. Pessoas que passam a dar atenção a sua fome, tendem a retornar ao peso corporal habitual e a manter o peso. Isso ocorre porque quando passamos a ouvir o nosso corpo e nossa fome, paramos de comer em excesso!

3. Fazer as pazes com a comida
Esse princípio está centrado num dos pilares centrais da alimentação intuitiva, a permissão incondicional para comer. Antes que digas: “Ah então posso comer o que quiser, até ficar a abarrotar?”. Claro que não é isso. O sentido não é comer em quantidade e sim não ter restrições a alimentos que gostas de comer.
Quando se faz dieta é comum comer uma barrinha de cereais (ou outro alimento) ao lanche da tarde, por exemplo, mesmo sem gostar tanto. Simplesmente se segue uma “regra” determinada por outra pessoa, ignorando a possibilidade de comer algo que seja gostoso e ao mesmo tempo nutritivo, matando a fome e a vontade comer ao mesmo tempo.
Por isso, aqui neste princípio, a ideia é se permitir comer sem regras.
Para que se possa fazer as pazes com a comida é preciso não dar valor diferente aos alimentos. Assim, não é apropriado classificar os alimentos em “bons ou maus”, “mais ou menos saudável”, “que devem ser consumidos ou que não devem”.
Todos os alimentos precisam ter o mesmo peso na balança, para que tenhas a liberdade de escolher cada um no seu momento apropriado, conforme sua preferência e necessidade.
Nada é proibido quando existe flexibilidade e equilíbrio na alimentação.
4. Desafiar o polícia alimentar
Algumas pessoas possuem um “polícia” dentro da cabeça: aquela “vozinha”, que avalia se as “regras” determinadas pela mentalidade de dieta estão ou não sendo cumpridas. Por exemplo, a voz diz que não pode comer doces, pois são muito calóricos. Neste caso, quando a pessoa come o doce, ela se sente culpada por ter infringido as “regras”.
Além desse “polícia interno”, existe também o “polícia externo”, que são os amigos, familiares e alguns profissionais da saúde que atuam como juízes para garantir o cumprimento das “regras alimentares”. Quando alguém diz, por exemplo: “Vais comer esse bolo? Pensei que estavas a tentar emagrecer”. Esse tipo de comentário não ajuda e ainda é prejudicial!
Esse princípio da alimentação intuitiva diz que os “polícias alimentares”, tanto o interno como o externo, precisam de ser desafiados.
Para começar, é preciso identificar as diferentes vozes que atrapalham o processo de comer normalmente e em paz. Existe a voz do “informante nutricional”, aquele que calcula mentalmente as calorias, gramas de gorduras, carboidratos, etc. Tem também a voz do “revoltado”, aquele que manda comer em excesso e sabota a dieta.
Depois de identificá-las é preciso transformá-las em suas aliadas. A voz do informante nutricional pode ser utilizada para ajudar a fazer escolhas alimentares saudáveis. A voz do revoltado pode servir para transformar os excessos alimentares numa alimentação equilibrada.

5. Sentir a saciedade
É necessário aprender a escutar os sinais internos do corpo que indicam que a fome já foi atendida e entender o que é estar confortavelmente saciado. Só é possível perceber esses sinais quando se come de maneira incondicional e quando a fome é honrada (evita-se comer de forma exagerada ou insuficiente).
Muitas pessoas têm dificuldade em perceber a saciedade e não sabem quando parar de comer. Só param quando já estão cheias.
Por isso, é importante comer com atenção, sem distrações, fazer pausas e fazer autoquestionamentos durante as refeições sobre quão saciado estás. É preciso prestar atenção na sensação do estômago vazio até a sensação de estômago levemente cheio.
Isso fica mais fácil quando se pratica os outros princípios, pois terás sempre  em mente que poderás comer novamente quando estiveres com fome e algo que gostes. Afinal, porque é que uma pessoa faminta pararia de comer se pensa que nunca mais poderá comer daquela comida deliciosa?
Também deves saber que é permitido deixar comida no prato quando a comida não está prazerosa ou quando já estás saciado. Portanto é preciso saber parar de comer o pacote de bolacha, ou a pizza que está à tua frente. Mas para aprender a sentir a saciedade é preciso treino. Ninguém aprende de um dia para o outro
.
6. Descobrir o fator satisfação
Neste princípio, dois fatos são levados em consideração:
1) existem alimentos que nos deixam satisfeitos por mais tempo, ou seja, demoramos mais a sentir fome e a pensar em comida;
2) a comida também nos traz satisfação, ou seja, é preciso aprender a comer com prazer, não apenas comer para suprir a fome e as necessidades nutricionais.
Descobrir e desfrutar da satisfação ao comer ajuda a não comer em excesso, a comer menos. Por isso é importante saber o que realmente se quer comer, saborear a comida prestando atenção nas sensações que ela desperta (sabor, textura, aroma, temperatura e aparência). Assim, ficará mais fácil perceber-se pleno, feliz ou cheio.
É claro que existem situações em que não é possível ter uma satisfação plena, como quando vamos a um lugar onde é servido algo que não nos agrada, mas comemos por falta de opção ou por respeito com quem preparou. Além disso, há a situação em que temos fome, mas o que temos disponível para comer não nos desperta vontade. Apesar dessas ocasiões, no dia a dia é fundamental que o fator satisfação seja incluído nas nossas refeições, por meio de escolhas alimentares que honre nossa fome e nos traga também saciedade.

7. Lidar com as emoções sem usar comida

Existe uma relação complexa entre comida, emoções e comportamento. As nossas emoções influenciam a forma como comemos. É normal comermos de forma diferente quando estamos felizes ou muito tristes. Algumas pessoas comem menos e outras comem de maneira exagerada, nesses momentos. O problema é quando há um desequilíbrio e, ao não saber lidar com as emoções, a comida é usada para “tapar buracos” emocionais.
Isso é chamado de fome emocional. Ela ocorre nestas situações, quando não se tem fome fisiológica, e se come alimentos para reduzir emoções como medo e ansiedade. Quando isso ocorre as pessoas ficam propensas a exagerarem porque não há fome ou apetite de verdade.
É necessário aprender uma maneira de se confortar, se distrair e resolver as emoções sem usar a comida. É preciso parar e dar atenção aos seus sentimentos, se questionar sobre o que realmente é preciso para aliviar o que está se sentindo no momento. Pode ser que um abraço, carinho, companhia ou afeto já sejam suficientes. Portanto, se perceber que estás a usar a comida apenas para distração ou conforto, procura outra forma de te satisfazeres. Alguns exemplos: tomar um banho, ouvir música, fazer aula de ioga, meditar, comprar flores, ligar para alguém, ir ao cinema, etc.

8. Respeitar o teu corpo
Respeitar o corpo é algo que começa com a aceitação genética, ou seja, abandonar a ideia de que o corpo é algo moldável. Cada um tem sua forma e características próprias.
Que tal apreciar e evidenciar as partes do corpo que gostas, em vez das que não gostas? Cada um tem um tipo corporal que precisa ser aceite, buscando sempre um peso equilibrado. Quando se é muito crítico com relação a forma e tamanho do corpo, é muito difícil rejeitar a mentalidade de dieta também.
É preciso exercitar o respeito ao corpo:
1.       É preciso cuidar do corpo, independente do peso;
2.       Não te compares aos outros;
3.       Sê a tua própria referência de corpo;
4.       Não coloques metas de mudança de peso e do corpo para te preparares para um grande evento;
5.       Não te peses constantemente;
6.       Não faças comentários depreciativos sobre o teu corpo, e sim comentários agradáveis.
Ter uma imagem corporal positiva aumenta a satisfação com a própria aparência, gera menos stress sobre a imagem, melhora a autoestima, otimismo e ajuda a lidar com a vida com maior aceitação.

9. Exercitar-se sentindo a diferença
No comer intuitivo o objetivo de exercitar-se é promover o bem-estar e saúde, e não a queima de calorias.
Ao exercitares-te deves sentir a forma como o teu corpo se movimenta e as sensações geradas pelo exercício. Se te focares no quão cheio de energia e feliz te sentes após o exercício, fazer exercícios será algo mais prazeroso e motivador.
Não é saudável usar o exercício com uma punição ou obrigação ou como compensação por ter comido demais, por exemplo.
Pensar no exercício apenas como forma de emagrecer acaba dificultando sua realização. Porém, quando a motivação passa a ser as sensações de bem-estar geradas, o exercício se torna recompensador e agradável.
Fazer atividade física sempre deve ser uma prioridade, mas é importante escolher atividades de que gostes.

10. Honrar a saúde – nutrição gentil
Lembra-te: não precisas de uma dieta perfeita para ser saudável! Ninguém desenvolve uma deficiência nutricional ou ganha peso por ter comido um determinado alimento ou refeição. O importante é termos um padrão alimentar saudável, ou seja, comer alimentos in natura na maior parte do dia, evitando alimentos ultra processados.
A nutrição e os seus conceitos não são deixados de lado na alimentação intuitiva. No entanto, as escolhas são feitas considerando a saúde, paladar, bem-estar, o emocional e social das pessoas.
A comida tem um importante papel na nossa vida e quando ela gera preocupação e stress, isso pode interferir na nossa saúde. A obsessão por alimentos “saudáveis” pode gerar desequilíbrios nos sistemas do corpo, como o imunológico e cardiovascular.
Portanto, é preciso ser flexível, pois é possível honrar o prazer dos sabores dos diferentes alimentos e a saúde ao mesmo tempo.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Do egoísmo...


No início do ano esta imagem falou-me ao coração. Não sabia muito bem como o fazer, mas ó pá, era mesmo isto...

Depois esta miúda apareceu-me por acaso numa publicação do facebook como se o Universo me estivesse a guiar para o caminho certo.

E começou tudo a fazer mais sentido.

Sinto que preciso de ser "egoísta", não no sentido depreciativo da palavra, mas mais como uma necessidade básica, de me colocar a mim também na minha lista de prioridades.

Preciso de um bocadinho para ser EU só para mim. Porque me sinto cansada.

Estou cansada fisicamente, as últimas férias foram há três eternidades atrás. Estou cansada das responsabilidades de mãe, de esposa, de dona de casa, de filha, de funcionária administrativa. Não me interpretem mal, eu adoro ser mãe, e esposa, e dona de casa, e filha, e (por vezes) funcionária administrativa.

Mas estou cansada de que todas essas responsabilidades venham sempre antes da minha necessidade de ser mulher que precisa de um tempo sozinha.

E quando finalmente paro para respirar, quando finalmente me permito tirar esse tempo para mim, longe de todos, sinto-me egoísta mas no sentido depreciativo da palavra.

Estou muito empolgada quanto a esta nova caminhada, mas estou ainda mais assustada. Sei que é um processo que me vai mudar mas também me vai fazer sair da minha zona de conforto e isso é assustador.

O primeiro passo é mesmo arranjar um lugar e um tempo onde sou só eu e o meu livro com a cabeça livre de responsabilidades.

Sem o "tenho de ir ao supermercado, tenho de fazer as camas, tenho de fazer o jantar, tenho de ver esta série, tenho de tratar da roupa, tenho de ajudar a miúda neste trabalho, tenho de ir fazer uma caminhada, tenho de tratar deste transporte, tenho de planear esta viagem..." Tantos "tenhos de" que vêm antes do "tenho de estar sozinha comigo mesma" 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dezanove



Fez ontem 19 anos que me casei.

Ontem, o hubby levou-me junto a uma foto nossa desse dia que os meus sogros têm na parede da sala e perguntou-me:

- Não vês como estás tão melhor agora do que há 19 anos atrás?
- Não, estou igual, tenho precisamente o mesmo peso agora...
- Não estás nada, estás tão mais magra, olha a tua cara, não vês?...
- .........

Não, eu não consigo ver, não me consigo comparar. Só consigo ver a realidade dos números.

Passaram quase 2 décadas, 1 gravidez, 18Kg acima, depois 30Kg abaixo e agora 10Kg acima outra vez. O meu corpo mudou obviamente.

Os 23 anos passaram a 42, a mudança interior essa é gigantesca, mas eu não consigo olhar para a foto e ver as diferenças físicas que os outros veem, porque só eu conheço a estúpida realidade dos números.

A balança saiu porta fora há 1 semana e não voltou. Não tenho saudades dela.

Estou numa jornada diferente de auto-aceitação, de me apaixonar pelo meu eu. Estou a adorar as ideias, as partilhas de um grupo que chegou às 2.000 pessoas com histórias tão diferentes, mas ao mesmo tempo tão semelhantes.

Sinto-me num autêntico abraço gigante, ainda que virtual, e não podia ter escolhido percorrer melhor caminho de momento.

domingo, 13 de maio de 2018

E vão três


Depois do Harry em Madrid e da Dua em Cardiff, ontem fomos ver o Niall Horan a Lisboa num passeio girls-only.

Eu, a Bia e uma amiga dela fomos numa camioneta especial da AlaViagens. Foi um descanso, entramos no Dragão e saímos quase à porta do Coliseu; no final viemos logo para cima com toda a segurança. Já sei como vamos para o RockinRio.

Quanto ao evento, foi maravilhoso! A fila de espera era gigantesca e sinceramente por diversas vezes duvidei que aquele mar de gente coubesse no recinto.

Acabou por correr tudo bem, ficamos num lugar bastante bom e vimos o espetáculo muito bem. O miúdo é um querido, faz música espetacular e tem uma ótima presença em palco. Adorei tudo! Realmente isto é uma coisa que me faz imensamente feliz!

Nunca como agora esta música me toca tão profundamente e senti isso ontem perfeitamente...








quinta-feira, 10 de maio de 2018

Estou tão aliviada!


Ontem cheguei a casa e a primeira coisa que fiz foi pôr a balança fora de casa literalmente.

E comecei uma nova jornada interior virada para mim. Estava com o foco tão mal direcionado, que senti de imediato um alívio enorme e uma clareza maior. Sentia-me mesmo numa guerra constante comigo mesma... até o dia está mais colorido!

Na segunda feira vai começar um workshop de self love online e eu estou desejosa de ver as ideias da miúda.

Pode até ser um grande fiasco, mas estou em crer que é mesmo disto que estou a precisar neste momento.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Anjo da guarda, és tu?...

https://www.instagram.com/allisonkimmey/
Se eu não fosse tão cética  era capaz de acreditar que foi o meu anjo da guarda que pôs a Allie no meu caminho.
Ou então é só mesmo o Universo a dar resposta ao que eu sinto que necessito agora.

Porque me sinto bloqueada neste momento.

Porque estou focada no ponto errado.

Porque deixo que a balança me guie em vez do meu bem estar.

Porque sinto que preciso de trabalhar a minha mente e não sei como o fazer.

Porque preciso de tirar o foco do peso e de fazer tudo à volta dele.

Porque preciso de redirecionar o foco para o meu bem estar.

Porque tenho de trabalhar o meu self-love. 

Porque tenho de olhar-me mais ao espelho.

Porque tenho de me mentalizar que os outros não me julgam pelo meu aspeto.

Porque tenho de deixar de me julgar eu própria pelo meu corpo. Tenho de o aceitar e tenho de o amar. E aceitá-lo não significa que não o possa mudar, significa só que ele é belo sempre.

Porque eu obrigo-me a fazer exercício  para ver se perco 100gr em vez de me divertir a libertar endorfinas. Claramente o foco está no sítio errado.

Porque me recrimino interiormente quando como uma sobremesa pecaminosa quando deveria somente saboreá-la intensamente.

Porque a minha filha tem orgulho em mim.

Porque o meu marido tem orgulho em mim.

Porque lá no fundo eu não consigo orgulhar-me pelo corpo que já transformei, mas consigo envergonhar-me pelos passos atrás que tenho dado.

Eu... que até sou uma pessoa de copo meio cheio...

Porque estou preparada para moldar-me, só preciso de uma mão que me guie...

Vão lá inspirar-se na Allison, ela é uma lufada de ar fresco. Acho que pode ser precisamente do que preciso neste momento.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Burra...


Trouxe para o almoço uns pedacinhos de frango, uma batata, uns raminhos de couve-flor e uvas. Mas tudo em pouca quantidade...

Conclusão, ainda não tinha acabado de comer e já tinha fome...

O que há?... Bolachas, pois claro...

Há dias em que és mesmo burra Sweet! Tens de trazer comida que se veja, senão no mínimo tens de juntar uma sopa! Assim é que não...

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Ai, ai, ai...


Isto de ter feriados a meio da semana descontrola-me as minhas rotinas. Não sou uma daquelas pessoas rígidas que se focam nalguma coisa e não se desviam um milímetro... nada disso!

A semana começou maravilhosamente bem, mantive-me bem na linha e fiquei bastante satisfeita comigo mesma.

Na quarta, os meus avós foram almoçar lá a casa...
Ontem fui jantar aos meu pais...
Hoje vou jantar aos meus sogros...

Não que eu coma como uma desalmada nestas situações, mas queremos sempre fazer umas refeições mais elaboradas e umas sobremesas e coiso... e uma pessoinha não é de ferro...

Não foi perfeito, mas não foi mau, considerando as circunstâncias. Pelo menos penso duas vezes antes de me atirar de cabeça às porcarias e isso já é um passo em frente.

É para continuar...

domingo, 22 de abril de 2018

Ora vamos lá outra vez


De Cardiff, além de boas recordações, trouxe também um quilo a mais.

A alimentação fora de casa ainda é uma arte que eu não domino... mas comi uns hamburgeres com batatas fritas maravilhosos #noregrets.

Vai daí, recomecei aos poucos ontem mesmo. O meu foco esta semana é:
* afastar-me ao máximo dos doces (sinto-me novamente dependente)
* beber muita água (bebi quase zero lá, a água sabe mesmo mal)
* mexer-me todos os dias (por pouco que seja)

Preciso de desintoxicar, sinto o meu corpo a suplicar isso mesmo!

Até sexta quero andar na linha. Não numa dieta rígida de legumes com peixe cozido, nada disso, só uma alimentação um pouco mais controlada e manter o foco... tantas e tantas vezes me distraio sem me aperceber...

FOCO!!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

A felicidade dela dá-me anos de vida


Foi provavelmente o dia mais feliz da vida dela até hoje. Aquele sorriso ali vale tudo! O dinheiro gasto, a ansiedade da organização, tudo.

A Dua Lipa não veio a Portugal, mas o concerto de Cardiff no País de Gales tinha ainda uns bilhetes vip de meet&greet e tratamos de lhe oferecer este miminho.

Oferecer só a viagem e a estadia que os bilhetes dela e os nossos, assim  como o merchandise que quis comprar lá, ela fez questão de pagar com as mesadas.

Na terça chegamos a Bristol já perto da meia noite e ficamos num hotel excelente mesmo em frente ao aeroporto. Na quarta a meio da manhã, também no aeroporto, apanhamos a camioneta rumo a Cardiff.

É tudo muito verdinho, agradável e  om um toque rústico e antigo, mas sem ser velho.



Já em Cardiff, na quarta não vimos grande coisa. Ficamos num hotel mesmo em frente à arena e o evento para ela começava a meio da tarde. Era altura de absorver aquele ambiente da melhor maneira.


O concerto foi muito bom, a miúda sabe prender a multidão e a minha filha estava no sétimo céu... Missão cumprida! O sorriso dela era até à lua!

Na quinta, tinhamos a manhã inteirinha para explorar a cidade, que é pequenina. Sabendo que no início da tarde tínhamos de apanhar a camioneta de regresso ao aeroporto, tínhamos o tempo contado, então decidimos concentrar-nos somente numa visita ao castelo que é o ex-libris da cidade e aos magníficos jardins envolventes.





É maravilhoso! Fizemos ainda uma visita guiada ao interior da casa senhorial e o nosso espetacular guia era um autêntico mestre no tão famoso humor britânico. Foi a cereja no topo do bolo!



E pronto, foi a hora da despedida. Acabou por ser uma excelente maneira de viajar para o estrangeiro e conhecer uma cidade que de outro modo nunca na vida me passaria pela cabeça conhecer.

Foi uma espécie de 2 em 1: concerto de sonho + escapadinha inglesa.

Como de costume, a minha ansiedade era desnecessária, estava tudo bastante bem organizado e correu tudo mesmo bem.

Estas mini-aventuras preenchem-nos a alma e às costas disto, acabamos por  conhecer sítios inusitados.

E aquele sorriso... Ai aquele sorriso...

domingo, 15 de abril de 2018

O fim de semana foi uma desgraceira


Na terça vamos viajar para o País de Gales e o nervoso miudinho apoderou-se de mim novamente. Já tive insónias com isto, já sonhei e já tive pesadelos.

Esta cena de organizar viagens é relativamente nova para mim e stressa-me. Arranjar voos, hoteis, transferes, ver onde fica o aeroporto, como ir até ao hotel, onde é a arena, onde é o terminal das camionetas... E desta vez com a dificuldade acrescida de chegar a uma cidade desconhecida perto da meia-noite e de manhazinha ter de apanhar uma camioneta para outra cidade...

Sim, tenho tudo organizado. Sim tenho tudo impresso. Sim tenho todas as moradas e inclusivamente mapas impressos apesar de lá termos gps. Sim sei falar inglês, muito bem até, faço isso todos os dias no emprego...

Mas estou nervosa e dá-me para comer... E porcarias ainda por cima. Este foi um fim de semana de comer porcarias, de andar sempre a depenicar e de me encher de açúcar para tentar acalmar os nervos que não se veem, mas que estão cá.

O que vale é que o motivo é bom: realizar outro sonho da minha princesa é das coisas que me dá mais prazer na vida!

sábado, 14 de abril de 2018

Já não era sem tempo


Finalmente a chuva deu tréguas e pudemos começar com as caminhadas!

Ontem antes do jantar fomos dar uma bela caminhada a três e hoje fui eu e a princesa e com prazer, que é o mais importante.

No caminho ainda apanhamos umas florinhas silvestres para alegrar a casa de banho (vantagens de viver no meio do campo, ainda que às portas da cidade).

Na próxima semana vamos dar um saltinho a Cardiff no Reino Unido onde a Bia vai realizar um dos sonhos dela que é conhecer a Dua Lipa - a miúda merece! - portanto, calculo que vão ser mais dois diazinhos de caminhadas forçadas :)

Depois disso, espero que a vontade não esmoreça...


domingo, 8 de abril de 2018

Lasanha de vegetais


Eu considero-me uma boa cozinheira. Não inovo muito é verdade muito por causa da minha filha não ser nada dada a experimentar novos sabores e alimentos. Procuro fazer comidas que toda a família gosta e as novas experiências guardo-as normalmente para as minhas marmitas

Desta vez, numa versão mais vegetariana, surgiu esta lasanha de vegetais com sabores simples mas deliciosos.

E fácil que é de fazer...

Num tacho com um fio de azeite e dois dentes de alho picadinhos salteei cogumelos frescos laminados. Quando estavam a meu gosto pus um pouco de vinho, água e polpa de tomate. Juntei courgete e cenoura em cubinhos, raminhos de brócolos e couve em tirinhas. Juntei um pouco de pó de sopa de cogumelos instantânea para engrossar o molhinho e dar sabor e deixei cozinhar um pouco.


Depois foi só montar a lasanha. Como o recheio tinha bastante molho utilizei só um pouco de bechamel na base antes da primeira camada de massa e na última antes do queijo para gratinar.

Cortei em porções e congelei para algumas marmitas prontas.

Ficou mesmo deliciosa!

Já não é a primeira vez que utilizo sopas instantâneas para enriquecer os molhos. Utilizei esta sopa de cogumelos para fazer o molho de uma espécie de carbonara e foi um sucesso, assim como no molho dos bifinhos com cogumelos em substituição de natas que muito raramente entram lá em casa. A sopa de rabo de boi e o creme de marisco são também sopas que costumo ter para estas pequenas invenções.

Bem sei que a lista dos ingredientes é tudo menos natural e saudável, mas utilizo pouca quantidade e poucas vezes também.

sábado, 7 de abril de 2018

Plano: vencer a preguiça!


Toda a gente sabe que a melhor maneira de não ceder à tentação é rodearmo-nos de boas opções, reduzir as tentações e planearmos as refeições.

Por aqui não há cá comida desperdiçada. Nada. Sempre que me sobra carne cozinhada que não me apetece comer aquecida, vai para uma caixinha no congelador. Quando me apetece tenho tempo é transformada em croquetes, rissóis ou ultimamente em pastéis de carne.

Para estes pastéis fantásticos cozi uma batata doce, os talos dos brócolos, triturei tudo com a carne (desta vez era bifanas e carne do cozido) e moldei as bolinhas. Quando me apetecer, ponho no forno pinceladas com azeite e acompanho com uma boa salada ou até com feijão frade e ovo cozido para uma bela marmita.

Aproveitei e cozi também brócolos para alguns almoços da semana. Se já estiver pronto, as desculpas são menos.

E já que estava na cozinha, fiz uma belíssima lasanha de legumes que dividi em porções e congelei já cozinhada. Ficou tão boa que vai ter um post só para ela brevemente.

Também fiz uma rica sopinha de legumes. Desde que aprendi um truquezinho, as minhas sopas ficam muito melhores: em vez de cozer a cebola juntamente com o resto dos legumes e no final pôr um fio de azeite, a primeira coisa que faço é refogar a cebola no fio de azeite e só depois junto o resto dos legumes e a água. Fica muito mais saborosa!

Além disto tudo, ainda andei com a roupa às voltas. Como estava a ameaçar chuva e tenho a máquina de secar na garagem (vivo no 2o andar) acabei por subir e descer as escadas mais de meia dúzia de vezes.

Foi uma manhã de sábado bem produtiva, sem dúvida!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ora bem...


É mais ou menos isso... o foco e a força de vontade vão e vêm... tem dias...

Nos 3 dias em que estivemos em Espanha, não houve nenhum em que o meu telemóvel marcasse menos de 15.000 passos por dia.

Na primeira noite, o meu joelho esquerdo tinha uma moinha tão chata que pensei mesmo que me ia ressentir nos dias seguintes. Mas foi só ele a dizer Ei, lembras-te porque é que devias fazer caminhadas regulares? Estou todo enferrujado!!

Tenho mesmo de voltar às caminhadas. Temos de voltar às caminhadas a três. Faz bem a todos!

Para já combinamos 3 vezes por semana à 3ª, à 6ª e outra ao fim de semana. Mas para isso o tempo tem de começar a colaborar. Admiro muito aquelas pessoas que vejo na berma da estrada com os fones faça chuva ou faça sol, mas confesso que isso não é para mim.

É que, caramba, eu gosto mesmo de caminhar sozinha só com a minha música; gosto igualmente de caminhar a três na conversa. O que me custa mesmo é dar aquele primeiro passo, aquela decisão crucial entre esparramar-me no sofá embrulhada em mantas fofinhas com os pés da filhota encaixados debaixo das minhas pernas ou calçar as sapatilhas e vestir o casaco para uma caminhada.

É esse momento que tem de ser trabalhado...

terça-feira, 3 de abril de 2018

Treat people with kindness

Há pessoas que têm o dom de dar voz aos nossos sentimentos.


Há pessoas que conseguem fazer com que sonhemos com um mundo melhor. E não precisam de ser pessoas muito vividas, às vezes são só pessoas simples, com um sonho e alguma influência.


Essas pessoas têm o imenso poder de mover o mundo. Têm o poder de aproximar outras pessoas que de nenhuma outra maneira se iriam conhecer.


Tenho uma ligação única com pessoas das mais diversas partes do mundo, partilhamos um amor comum. Tal como eu, sentem-se incompreendidas por dar ouvidos a um puto novo e que também ouvem o não é para a tua idade. Estas são as pessoas que me fazem sentir que afinal não sou uma ave tão rara, há mais como eu e não tenho de sentir vergonha por adorar este puto novo. Compreendemos a 300% a paixão por ele e partilhamo-la.


E isto não é crise de meia-idade nem tem a ver com querer ser a melhor amiga da minha Bia adolescente,  de a compreender melhor, de querer ser a mãe fixe.

Nada disso, Tem a ver com gostar de alguma coisa, ultrapassar preconceitos e abraçar com liberdade o amor pela música e pelo músico.


Tem a ver com o idolatrar o conceito de vida dele, o amor pela música, pelo ideal do Love is love, do Treat people with kindness, do Love yourself, do You are beautiful in your own way.

Tem a ver com acabar com ideias pré-concebidas. Antes de o conhecer, achava que ele era um puto oco, convencido, nojento e cheio de fama. Nada mais longe da verdade. É uma alma generosa cheio de princípios e de ideias para tornar o mundo um lugar melhor.


Sei que esta fanzone está normalmente reservada aos adolescentes e se calhar é mesmo contra isso que a minha própria mente batalha, para quebrar o preconceito.

Mas sabem o que mais? Se me dá prazer, eu não vou abrir mão. Se é algo que me une ainda mais à minha filha, é só mais uma razão para eu aproveitar.


O engraçado é que eu comprei os bilhetes para mim e para a Bia no primeiro minuto em que foram postos à venda, ficámos na fila 13, nuns lugares bastante bons. Há 2 semanas atrás o hubby disse que estava arrependido de não ter comprado bilhete para ele e eu fui pesquisar: encontrei 1 lugar sozinho na fila 6 :). Fiquei eu com ele depois de muita insistência da Bia, que queria que eu vivesse a melhor experiência no espetáculo. Afinal este concerto era meu!


Luzes apagadas, som no máximo e eu chorei, eu gritei, eu saltei, eu dancei... eu chorei mais, eu gritei mais, eu saltei mais e senti uma alegria imensa. Eu pegava no telemóvel por breves instantes para capturar alguns momentos, mas depressa o guardava para apreciar o momento.

Foi bom. Foi muito bom...

No fim da noite, já na cama, ela abraçou-me e disse Estás feliz? - Estou, estou muito feliz! Quero muito ir outra vez, mas por agora estou feliz. E agarrou-se a mim num abraço muito sentido.

Eu sinto a felicidade da inocência de uma adolescente, mas na pele de uma mulher madura. Não é para a minha idade?! Foda-se lá o preconceito, se me faz feliz, eu não vou abrir mão... 


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Do fim de semana de Páscoa


Páscoa?! Foi Páscoa?! Não demos por ela... Não é uma época que nos diga muito em termos familiar e então costumamos passear um pouco a três.

Este ano, com a desculpa de um concerto que eu não perderia por nada deste mundo, fomos novamente até Madrid. Já é a 3a vez no espaço de 2 anos que lá vamos a concertos, portanto a cidade não é propriamente novidade para nós. Era nossa ideia irmos desta vez a Milão ou a Barcelona, mas só consegui bilhetes para Madrid.. 

Ficamos num apartamento pequenino no centro o que nos permitia fazer as refeições em casa. Nós preferimos assim, além de poupar bastante, não sou grande apreciadora da gastronomia espanhola.

Para andarmos pela cidade, desta vez compramos o bilhete turístico do metro para os 3 dias que nos permitiu andar à vontadinha  com viagens ilimitadas. Eu que acho que nunca andei no metro do Porto, lá oriento-me na boa! É mesmo simples.

Na sexta, fomos pousar as mochilas ao apartamento e depois de nos abastecermos no supermercado e comermos alguma coisita fomos visitar o Palácio Real. E realmente valeu a espera de 1 hora na fila para os bilhetes e os 25€ da entrada para os 3. É lindíssimo, as salas de uma riqueza incomparável e tudo muitíssimo bem conservado, como aliás todos os monumentos da cidade. Valeu muito a pena!

Como estávamos muito cansados por nos termos levantado às 4 da manhã  e estava um vento cortante, demos só um pulinho ao Sol e fomos descansar.

No sábado, fomos de manhã ao templo de Debod (um desconsolo) mas estava um vento tão gelado que decidimos ir ver onde era a arena e comprar uma merchandise que eu queria sem pressas.

De tarde lá fomos nós todas felizes ainda sem grande perceção de que ia mesmo acontecer 😀. Foi uma das melhores noites da minha vida!

No domingo, deixamo-nos ficar a descansar de manhã. Só tínhamos voo às 23:00, mas tínhamos de deixar o apartamento às 11:00. Fomos de mochilas às costas passear ao El Rasto que é uma feira gigantesca por onde andavam milhares de pessoas. Ora por pouco pesadas que as mochilas estivessem, rapidamente percebemos que andar com elas o dia inteirinho ia ser um pesadelo e fez-se luz: na estação da Atocha há um sítio onde se pode alugar cacifos para guardar as malas. Perfeito!

Passamos a tarde nas imediações do Parque do Retiro que estava fechado, nos banquinhos a apanhar sol e a ver passar toda a espécie de pessoas. Estávamos tão cansados que já só queríamos o nosso sofazinho...

Lá está, como já conhecíamos a cidade das outras viagens, 3 dias acabou por ser tempo a mais. Apesar de ser domingo de Páscoa, não vimos uma única referência a isso, não sei se eles não celebram ou se não dão tanta importância como cá.

Foi um fim de semana muito bom. Cansativo, mas muito bom.

Sei que a maior parte das pessoas não compreende esta minha "paixão", às vezes nem eu compreendo muito bem. Só sei que é uma coisa que me dá prazer, sinto-me bem. E se assim é  porque é que há-de ser errado? É uma coisa supostamente de adolescentes  mas quem disse que os adultos também não o podem fazer? Há um grupo imenso de fan-moms pelo mundo fora e não há uma de nós que se arrependa de o ser.