segunda-feira, 28 de março de 2016

Hoje falamos de mamas!


Sempre foi uma característica que gostei em mim, principalmente do tamanho, do formato... É o símbolo máximo de feminilidade!

No entanto, a lei da gravidade não perdoa, principalmente quando vem de mão dada com 25Kg a menos, 1 ano de amamentação e claro 40 anos de idade. Com um bom soutien ainda as consigo deixar apresentáveis debaixo da roupa, sem ela... nem por isso...

Surgiu então uma oportunidade de começar a pensar numa mastopexia, só para as colocar no sítio onde nasceram, não para alterar o tamanho, nem a forma :)

Mas antes de começar a pensar em ir com isto para a frente, há tantas dúvidas que me assombram...
- E se me arrependo?
- E se não gostar do resultado?
- E se perder a sensibilidade?
- E se daqui por 10, 20 anos estiver pior do que está agora?
- E se a cirurgia corre mal? É somente uma questão estética, não propriamente um problema de saúde...
- E se uso o seguro de saúde para isto e depois preciso dele para outra coisa mais grave?

Por outro lado...
- Já passei por tanto, mereço um "mimo" que sei que me vai fazer sentir melhor com o meu corpo.
- Se sempre gostei desta minha característica, porque não melhorá-la?
- Se aos 40 já estão tão fora do sítio, nem quero pensar como estarão daqui a 10 anos...

Sei que quando começar a pensar a sério nisto, não vou descansar enquanto não a fizer, falta-me o kick inicial (ou não)...

Opiniões desse lado?

quinta-feira, 24 de março de 2016

Aahhh!!! Mini-férias...


Este já é o meu segundo dia das mini-férias e só torno a enfiar-me no escritório na 3ª feira.

Com o maridão a trabalhar, tenho sido só eu e a princesa e tenho aproveitado para fazer um monte de coisas cá por casa daquelas que ando sempre a adiar, algumas arrumações, remodelações (adolescentes pff...), comprinhas, cabeleireiro, filmes...

Amanhã já vamos sair de casa e vamos passar o fim de semana prolongado fora. Muito sinceramente, férias mesmo na verdadeira conceção da palavra tem mesmo de ser fora de casa, hoje estou estourada!

Boa Páscoa, meninas! Divirtam-se!


domingo, 20 de março de 2016

Gosto tanto disto...



Gosto dos dias mais amenos, de sentir o sol a aquecer-me por dentro e por fora...

Gosto dos dias maiores, de chegar a casa ainda de dia, de arrumar a cozinha ainda com o lusco-fusco lá fora a convidar a uma caminhada antes de sofazar...

Gosto do chilrear do meu Xavier que da sua gaiola desafia os vadios lá de fora a superarem o seu maravilhoso canto que acorda toda a casa mal vê os primeiros raios de sol pelas frinchas da persiana...

Gosto de sentir a brisa ainda gélida que vem do mar misturada com os raios mornos do sol ainda pálido e mais ainda do cheiro da maresia...

Gosto de passear pela areia ainda maltratada pelas agruras do inverno e de imaginar quantas milhas fez aquela garrafa plástica já tão baça e comida pelo salitre e estes troncos tão desgastados pelas ondas... hoje trouxe um tão bonito para casa, tão fustigado pela água que perdeu toda a cor, parece tão sofrido...

Gosto do boost de energia e motivação que a primavera me traz... faz-me sentir em paz, faz-me querer sorrir mais, faz-me querer amar-me e cuidar-me mais... faz-me querer ser mais feliz!!

domingo, 13 de março de 2016

Da arte de procrastinar e de manter o foco...


Cheguei à conclusão que esta luta é feita de alturas.

Há alturas em que me sinto melhor com tudo controlado... Há alturas em que me sinto sufocada e tenho de me libertar da ditadura do controlo... Há alturas em que me sinto bem a fazer caminhadas, elítica e pseudo-ioga... Há alturas em que quero somente estar enroscada no sofá com uma taça de cereais...Há alturas em que manter tudo registado me ajuda a manter o foco... e há alturas em que simplesmente me irrita e sufoca...

É, a vida é feita de alturas...

E a verdadeira inteligência consiste em reconhecer em que altura estamos, perceber se essa altura nos está a afastar ou aproximar do nosso objetivo e, se for o caso, passar para uma nova altura... por muito que nos custe!

Portanto, passado duas semanas em que me libertei da ditadura do controlo e simplesmente sofazei como se não houvesse amanhã e me entupi de chocolatinhos, começa novamente a altura de estabelecer objetivos e de os manter todos registados.

Porque eu sou uma pessoa organizada, porque eu quero manter o foco, porque não gosto de me sentir à deriva e porque é tempo de iniciar uma nova altura.

Apetece-me recomeçar as caminhadas, apetece-me recomeçar a beber água que se veja, apetece-me deixar de comer doces indiscriminadamente.

Assim, para a semana que entra quero:
- Fazer 3 caminhadas
- Beber 1,5l de água por dia
- Manter os docinhos longe de mim

É pouco, mas bem mais do que o que se tem passado ultimamente na minha vida. Baby steps!!

terça-feira, 1 de março de 2016

Na loucura...

... abri os cordões à bolsa e presenteei-me com umas roupinhas novas.

Em jeito de celebração.

Porque adoro sentir que fiz as pazes comigo... a sensação de paz interior é imensa!

E porque março cheira a Primavera, cheira a cores pastel, rosa, azul claro, verde-água, coral. Cheira literalmente a flores, a sol morno que nos aquece tanto o corpo como a alma. E cheira principalmente a dias maiores em que consigo chegar a casa ainda de dia.


Casaco da Springfield.
Sabes quando vês uma coisa na montra e TENS de a trazer?...
Foi mais ou menos isso...

Da Tiffosi. Desde que experimentei não quero outra
coisa. Valem todos os cêntimos que pago por elas.

Trouxe logo duas, porque as que tenho já têm
buracos e não é dos fashion...

Só porque eu mereço!

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Finalmente: Paz...


Acho que não sei precisar bem quando isto tudo começou, este descontentamento com o meu corpo... ou talvez até saiba...

Foi um acumular de pequenos indícios... foi aquela vez em que ao me levantar as pernas me doeram imenso... foram aqueles 2 anos que demorei para engravidar e que sei agora que o excesso de peso foi um dos grandes culpados... foram todas as vezes que eu tive de procurar roupa disforme na secção dos tamanhos grandes... todas as calças de cintura de elástico e camisolas de velha que usei nos meus vintes... foi o pavor da balança, o deixa andar e o não olhar ao espelho...

Tudo isto culminou num redondo 98.

E contudo, lembro-me como se fosse hoje o dia em que tudo mudou. Era sábado, abri o frigorífico da minha mãe, peguei numa barra de chocolate, parei uns instante e pensei: Não! Hoje não! e tornei a pô-lo no sítio.

Foi a primeira vez que decidi que conseguia ser uma pessoa melhor.

Tinha nos braços a minha menina acabada de celebrar o seu 1º aniversário. Agora já não se tratava só de mim. Agora eu tinha ali um ser que sorvia absolutamente tudo o que eu fazia e seguia atentamente todos os meus passos sem questionar fosse o que fosse.

Agora, eu tinha de ser melhor. Ela merecia ver o que eu tinha de melhor. E essa sempre foi a minha verdadeira luta. O objetivo nunca foi alcançar um número supremo que me trouxesse a verdadeira felicidade. Não! Até porque isso não existe.

A minha luta nua e crua foi simplesmente incutir na minha menina hábitos de vida saudáveis e só o conseguiria dando o exemplo.

Eu não queria que ela passasse pelo que eu passei para adquirir os hábitos que tenho hoje. Porque quando na tua infância o teu prato preferido é costeleta com ovo estrelado e batata frita, é muito difícil sentir o mesmo prazer com um bife de frango grelhado com legumes. Porque quando em criança te dão para a mão um pacote inteiro de bolachas, tu pensas que está certo comê-lo todo até ao fim, se ninguém te disser o contrário.

Desde esse dia já se passaram mais de uma dúzia de anos. Os meus hábitos mudaram. Eu mudei.

A minha menina não mudou. Não precisou. Ela foi moldada nestes novos bons hábitos cá de casa. Ela é simplesmente uma versão melhorada de mim.

Durante esta dúzia de anos as minhas lutas foram imensas.

O número da balança sempre foi o meu indicador "predileto" , o meu carrasco, a minha fonte de felicidade, a minha fonte de frustração. Erradamente, eu sei, mas foi o facto de eu um dia não o querer conhecer que me levou tão próximo dos 3 dígitos. E eu tinha um medo irracional de me afastar dela.

Ao longo desta jornada deixei de valorizar o caminho excelente que já tinha percorrido para me focar exclusivamente no que me falta percorrer.

Mas caramba, agora é altura de fazer as pazes comigo. É altura de abraçar tudo de bom que consegui fazer com o meu corpo, com a minha mente e com os meus hábitos e orgulhar-me do meu percurso.

Conheço quem vá dizer: Aleluia, cabeça dura! Até que enfim que reconheces isso!
A essas pessoas eu digo somente: O que tu já viste há muito tempo, eu só consigo ver agora. Sim, tens razão, mas a jornada é minha, esta realização tinha de vir de dento, eu tinha de lá chegar sozinha. Estou aqui. Cheguei!

O meu maior medo era um dia voltar a perder-me na teia dos maus hábitos, sem me aperceber, e voltar ao que um dia fui.

Hoje percebi que isso nunca mais na vida vai acontecer. Hoje sou uma pessoa mais forte, mais saudável, mais segura, mais feliz.

E a menina que há uma dúzia de anos estava no meu colo a idolatrar-me, está hoje ao meu lado, de mão dada comigo e, tenho a certeza, a puxar-me na direção certa caso algum desvario mais intenso cruze o meu caminho.

Hoje eu não quero saber se aquelas calças de ganga novas não me favorecem tanto a perna, gosto do efeito que dão ao rabo... não quero saber daquelas duas rugas da bochecha, adoro a covinha que ela faz quando me rio. Hoje consigo finalmente olhar e focar-me nas coisas boas em vez das más.

E isto é uma jornada e aprendizagem só nossas. Vem de dentro de nós, independente das nossas pessoas as terem repetido vezes sem conta.

Hoje consigo, finalmente, fazer as pazes comigo própria!