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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Meio mês depois...




Quinze dias depois do recomeço destas novas rotinas, este é o aspeto da tabelinha que está colada no frigorífico.

- As rotinas com o cuidado do corpo estão implantadas, corpo e rosto hidratados e limpos sempre.

- A água e a alimentação tiveram uma grande melhoria, estou no bom caminho, considerando que o mês de setembro é recheado de festas (nem um único fim de semana livre este mês!)

- O exercício: confesso que os quadradinhos estão quase todos em branco, mas propositadamente. Quis experimentar ver como o meu corpo reagia só com a alteração na alimentação. Sim, será para introduzir algum exercício, mas mais para a frente, nem me vou preocupar com isso este mês.

- Danos colaterais: o peso obviamente baixou, nem outra coisa seria de esperar. Não foi muito, mas o suficiente para me manter motivada. Decidi pesar-me só no dia 1 e no dia 15 e isso também me faz andar mais descontraída.

De consciência tranquila, isso sim, é importante!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Todos os anos é a mesma coisa


Todos os anos chego à praia e logo no primeiro dia tiro a brilhante conclusão que não há corpos perfeitos. Há corpos de todos os tamanhos e feitios, mas nenhum deles perfeito.

Depois há dois tipos de pessoas: as que se envergonham do corpo que possuem e que - julgam - ver olhares reprovadores nas caras dos outros e as que se sentem bem consigo e não ligam ao que os outros pensam.

Durante muitos anos, eu fui do primeiro grupo.
Durante muitos anos eu achava-me a pessoa mais gorda e  disforme onde quer que estivesse.
Durante muitos anos, eu achava que via olhares reprovadores e, pior, de pena nas caras das pessoas que cruzavam o seu olhar com o meu.

E parecendo que não, essa insegurança nota-se na postura, no andar e até no olhar de cada um.

Apesar de já ter estado mais pequena, este ano orgulho-me de pertencer ao segundo grupo.

Sim, as minhas pernas têm bastante celulite, o meu peito é descaído, a minha barriga é flácida... mas eu não quero saber. Eu gosto de mim, tenho orgulho do que consegui, até onde cheguei, da pessoa que me tornei e caminho na praia sem vergonha. As pessoas que passam não olham com reprovação afinal, elas querem lá saber, cruzam-se comigo um segundo apenas.

A reprovação está na nossa cabeça e quando nos libertamos dela começamos a viver plenamente!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Das pequenas descobertas

Muito de vez em quando encontro uma música que me toca de uma maneira tão profunda que não a consigo ouvir sem uma lágrima a escorrer-me pela face.
 
É o caso desta. É como se o meu atual Eu falasse com o meu passado Eu...
 
 
 
Your hand fits in mine like it's made just for me
But bear this mind it was meant to be
And I'm joining up the dots with the freckles on your cheeks
And it all makes sense to me
I know you've never loved the crinkles by your eyes when you smile
You've never loved your stomach or your thighs
The dimples in your back at the bottom of your spine
But I'll love them endlessly
I won't let these little things slip out of my mouth
But if I do, it's you, oh it's you, they add up to
I'm in love with you and all these little things
You can't go to bed without a cup of tea
Maybe that's the reason that you talk in your sleep
And all those conversations are the secrets that I keep
Though it makes no sense to me
I know you've never loved the sound of your voice on tape
You never want to know how much you weigh
You still have to squeeze into your jeans
But you're perfect to me
I won't let these little things slip out of my mouth
But if it's true, it's you, it's you, they add up to
I'm in love with you and all these little things
You never love yourself half as much as I love you
You'll never treat yourself right darling but I want you to
If I let you know, I'm here for you
Maybe you'll love yourself like I love you oh
I've just let these little things slip out of my mouth
Because it's you, oh it's you, it's you they add up to
And I'm in love with you (all these little things)
I won't let these little things slip out of my mouth
But if it's true, it's you, it's you they add up to
I'm in love with you, and all your little things


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Das minhas inseguranças


Foram muitos anos a ignorar o espelho do quarto e a balança da casa de banho.
Foram muitos anos a aceitar que eu era tão grande que só a roupa de velha me servia.
Foram muitos anos a fingir que isso não me incomodava.
Foram muitos anos a cultivar a política da baixa autoestima.
Foram muitos anos a tratar o meu corpo como um balde do lixo.

E depois nasceu a minha filhota. Aquela que observava todos os meus passos. Aquela que sorvia todos os meus ensinamentos, mesmo os mais ínfimos. Aquela para quem eu tinha de ser a melhor.

E eu mudei.
Quis mudar porque ela merecia ter o melhor role-model que eu lhe pudesse dar.
Quis mudar porque eu merecia ser o melhor que eu pudesse ser. Eu merecia ser feliz em todos os aspetos da minha vida.
E continuo a mudar todos os dias. Às vezes para melhor, outras para pior...

Mas foram muitos anos a enxovalhar-me a mim própria e continua a ser difícil olhar para o espelho do quarto.

Eu olho para o espelho e o que vejo é a celulite das coxas, o inchaço dos tornozelos, as estrias da barriga, o peito descaído, os braços flácidos...
É muito a custo que consigo ver como gosto do meu nariz empinado, como gosto dos meus lábios perfeitinhos, como gosto dos meus pés, como gosto do tamanho do meu peito, como gosto do meu pescoço. E foi só quando a minha filha me disse que gostava de ter os olhos da cor dos meus é que eu me apercebi como eles eram bonitos...

Eu ainda olho para o espelho e só consigo ver que as minhas ancas continuam largas, que as minhas coxas continuam grossas e que o pneuzinho da barriga continua inflado.
É a muito custo que consigo admitir que apesar de toda essa "anormalidade" e "enormidade", o meu corpo mantém as proporções harmoniosas que realmente tornam uma mulher bonita.
Roliça sim, mas harmoniosa.

Olhando à volta, todos os dias somos bombardeadas com imagens de corpos perfeitos...

As lojas da moda determinam se és "boa" o suficiente para teres o privilégio de comprares as suas roupas, ou se o tamanho maior não te passa dos joelhos...
Os espelhos dos provadores... ahh os espelhos dos provadores, fujo deles a sete pés... não há uma vez em que eu me olhe num espelho desses e não pense: Como é que saíste assim de casa, mulher?!

Os piropos... esses estão reservados para as que são mesmo "boas"...
E quando recebes algum, mesmo assim pensas que estão no gozo contigo... não consegues acreditar que seja dito de coração, simplesmente porque não te vês como "Boa!"... é preciso quase uma dissertação sobre o tema para acreditares :)

E depois há dias em que olhas descontraidamente para um qualquer espelho num corredor de um shopping e pensas Eh lá! Estas calças ficam-me bem... pareço mais magra... porque se calhar até estás a ver aí o que todos os outros veem! Porque o raio da imagem que vês refletida no espelho do quarto não é a imagem que os outros têm de ti.

Porque se tu um dia não viste como eras enorme aos 98 - e eu juro pelas alminhas que nunca vi no espelho a mulher que hoje vejo em fotos daquela época - se calhar a imagem que vês no espelho continua a ser uma imagem distorcida de ti.

O hubby esteve ao meu lado em praticamente todas as fases da minha vida, desde a melhor à pior e sempre me disse que eu sou perfeita como sou. Que não se importa com o meu tamanho, que me ama a mim, pelo que sou, mas que compreende que se eu não me sinto bem, trabalhe para o modificar e me apoia incondicionalmente.

E eu dou por mim a pensar: desperdicei tantos anos da minha vida descontente com o que vejo no espelho porque não chega nem perto dos padrões "ideais" quando podia ter simplesmente ter feito as pazes comigo e aceitar-me e amar-me como sou...

Apesar disso, apesar de eu já ter mudado tanto o meu modo de vida, o meu modo de pensar, apesar de começar a fazer as pazes comigo, eu ainda não consigo olhar-me no espelho sem me focar nos meus pontos negativos. Porque no fim de contas, eu estou tão longe do que a sociedade definiu como "ideal"...

E depois há a perspetiva descomplicada dos homens sobre o assunto... este chorrilho de dúvidas, deve ser completamente incompreensível para eles...
Eles realmente devem olhar para nós com a cabecinha de lado, tal qual os cachorrinhos quando não percebem o que estamos a fazer.

- Queres comer? Come.
- Sentes-te pesada? Mexe-te.
- Se não te sentes bem, faz algo quanto a isso. Agora, não vale a pena andares só a chafurdar em auto-comiseração, sem mexer uma palha.
- Para que te martirizas?!

Simples assim...

domingo, 26 de junho de 2016

Custa-me imenso admitir, mas...

Homens e mulheres vivem em universos paralelos.

Ter um amigo homem com quem podes conversar abertamente é uma mais valia para qualquer mulher.

Dá-nos uma visão completamente diferente de um sem número de situações do dia a dia. Eles têm uma visão da vida mais simplista, eles descomplicam o que nós , pela nossa natureza, complicamos.

Eles são básicos. Nós somos complicadas. Para eles há preto e há branco. Para nós há inúmeros tons de preto e um sem número de variações de branco.

Se nós, de vez em quando, os escutarmos, conseguimos perceber como gastamos tanto do nosso tempo em coisas inúteis e canalizamos tanta da nossa energia para situações negativas.

Eles são práticos. Nós precisamos de dar uma volta imensa ao assunto até chegar precisamente à mesma conclusão que eles chegaram já há que tempos...

Basicamente isto:

Às vezes, aceitar ver a perspetiva simplista de um homem sobre determinado assunto é um bálsamo para a alma, desde que ele também respeite a nossa perspetiva enredada sobre o mesmo.

E quanto mais percebo a mentalidade dos homens, mais os admiro. Quem me dera ser assim, descomplicada! A vida fica tão mais simples! Sortudos...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Adulta de chocolate :)



Vi esta expressão no blog da Joana e fiquei completamente deliciada!

É precisamente como eu me vejo na minha vida: sou uma adulta de chocolate...

Não sou uma adulta à séria, sou uma menina crescida, com uma maturidade imatura...

Uma adulta de chocolate usa all stars e calças de ganga... usa porta moedas da Hello Kitty e mala à tiracolo da Sininho...

Uma adulta de chocolate consegue amar os que a rodeiam, mas já consegue amar-se e colocar-se a si própria em primeiro lugar...

Uma adulta de chocolate tem duas tatuagens e morre de vontade de fazer um pequenino piercing mas ainda lhe falta um bocadinho assim de coragem...

Uma adulta de chocolate faz as coisas que lhe dão prazer, sem culpas... para uma adulta de chocolate, a vida só faz sentido quando é vivida assim... feliz... sem olhar para trás... sem remorsos...

Uma adulta de chocolate rebola no chão a brincar com a filha , partilha os fones com ela, interessa-se à séria pelo seu mundinho de adolescente e tem conversas intermináveis sobre músicas, lockscreens e olhos lindos...

As filhas das adultas de chocolate pensam que todos os adultos são assim e ficam orgulhosas de serem, também elas por arrasto, filhas de chocolate. São felizes... tal como as mães adultas de chocolate...

Gosto de ser uma adulta de chocolate. Gosto de pensar que me consigo manter naquela redoma docinha e protegida pelas minhas pessoas como mimada que sou.

Ser uma adulta de chocolate não é para todos, é privilégio de quem cresce mais em idade do que em mentalidade. O meu corpo pode ter 40 anos, mas a minha mente continua a vaguear na casa dos vinte, mas com o twist da maturidade dos quarenta.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Dos 3 dias que passaram e dos 3 que estão para vir...

 

O click!

Ah o click é bestial! Custa a aparecer, mas mal aparece - e se eu o agarrar - é coisa para dar mesmo resultado.

Desde segunda feira à noite que a minha alimentação tem sido bem regrada. Deixei de lado os abusos, as compulsões, os stresses e o piloto automático e voltei a olhar para o que coloco dentro do meu corpo.

Depois do click, esta parte é fácil. Não sinto a falta das gordices, simplesmente porque o click faz com que a minha mente não queira sabotar o meu corpo e estando os dois a remar para o mesmo lado o stress desaparece e fica uma sensação incrível de paz interior.

Agora vem aí a prova de fogo: o fim de semana prolongado!

Este vai ser o fim de semana do ano!! Já anda a ser planeado desde outubro e é esperado com muita ansiedade.

Amanhã partimos para Madrid para umas miniférias que vão incluir tapas, passeios intermináveis a três pela cidade na sexta e no domingo e um concerto com a filhota no sábado no Palácio Vistalegre. É um dois em um, portanto.

Regressamos na segunda feira, mas para mim, o fim de semana estende-se até quarta. Afinal este fim de semana prolongado vai ser tudo menos sinónimo de descanso.

Espero vir de lá estafada e imensamente feliz! Afinal, não é todos os dias que temos a possibilidade de realizar os desejos de toda a família.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Amanhã...


... vamos até Lisboa!

Desta vez pelo hubby, ele é que é grande fã destes senhores. Eu e a filhota vamos acompanhar porque um concerto é sempre um concerto, Rock in Rio é sempre uma animação e apesar de não ser super fã dos 3 que vão atuar (DAMA, Ivete Sangalo e Maroon 5), cheira-me que vou gostar de todos.

Foi preciso crescer para ficar viciada em música, concertos e adrenalina :)... daqui por 15 dias lá vamos nós outra vez :-D

Sinceramente, é bem melhor ser fangirl nesta idade do que na adolescência. Não preciso de andar a pedinchar dinheiro e autorizações para fazer o que bem me apetece. E o melhor de tudo, é que tenho quem me acompanhe.

Agora, S. Pedro... vê lá se cumpres o que diz na net... eu nem me importo com as trovoadas, mas deixa a chuvinha cá para o Norte, pleeeease....

domingo, 22 de maio de 2016

Das manhãs de domingo


Ultimamente mesmo ao fim de semana acordo cedo. Sete da manhã e lá estou eu de olho arregalado, já nunca mais durmo...

Pego no telemóvel, passeio um pouco pelo twitter, pelo facebook, pelo blog, pelo instagram, pelo snapchat... distrai-me um pouco, mas rapidamente me encho ...

Cá em casa, as outras duas pessoas dormem a sono solto... a madrugadora sou só eu...

Sento-me no sofá com uma taça de cereais e ponho a  Anatomia de Grey que gravei durante a semana para ver no maior sossego possível...

Rapidamente acaba. E agora? Eles dormem... e eu dá-me ganas de ficar só com os meus pensamentos mas sozinha mesmo, para por as ideias em ordem...

Então pego na minha música e saio porta fora.

Levo a chave, o telemóvel e os fones. Não preciso de mais nada. Só preciso de me perder na música, de sentir o coração a bater mais forte pelo esforço da caminhada. Só preciso de me sentir de cabeça leve.

Gosto de sair sozinha com a música a invadir-me a alma. Gosto de sentir as endorfinas a invadirem o meu corpo em dose dupla: pela caminhada e pelo prazer da música.

Não consigo perceber porque me é tão difícil dar o primeiro passo se depois gosto tanto da sensação que uma caminhada solitária me dá.


sábado, 21 de maio de 2016

Viciante!!



É o a passar tempos infinitos a enrolar o cabelo macio e sedoso entre os dedos...

É o saborear uma decadente tablete de chocolate com manteiga de amendoim...

É a adrenalina que sentes num concerto onde sabes todas as músicas de cor...

É um café, um copo, um cigarro, uma droga...

Ficas viciada é na sensação intensa de prazer que tens no momento... e essa sensação é que faz tudo valer a pena...

O único senão é a sensação agridoce do depois... a"ressaca" que eventualmente aparece... até à próxima vez que te entregas aos teus pequenos vícios... mas mesmo assim, mesmo sabendo que o depois pode mexer contigo, não é por isso que resistes a esses pequenos momentos de prazer que dão cor à tua vida...

Porque como em tudo, o importante é o equilíbrio e um vício controlado é um dos melhores prazeres da vida!

domingo, 15 de maio de 2016

Bota cá pra fora...

Este é um daqueles posts escritos com o lápis da alma. Diretamente daquele sítio sombrio onde ninguém ousa entrar e de onde os pensamentos têm vergonha de sair...

Esta sou eu a expurgar os meus sentimentos mais obscuros...

Eu não gosto de ver fotos minhas do passado. 
Tenho vergonha de me ver nelas. 
Tenho vergonha de pensar que eu um dia permiti-me chegar onde cheguei.
Tenho pena de mim, de na altura pensar que eu não merecia lutar por mim, que aquilo era o melhor que eu podia ser, que não valia a pena eu esforçar-me para mudar... que eu não valia a pena...

Esta foto hoje está colada no espelho do meu quarto. 


Não gosto dela.
Olho para mim e vejo uma pessoa que apesar de sorrir, tem uma expressão triste. E é estranho, porque eu nunca me senti triste com a minha vida.
Aliás eu acho que nunca olhei para o espelho e vi a pessoa que vejo hoje nessa foto.
Eu nunca me apercebi de como estava tão grande.
A miúda dessa foto tinha 24 anos e usava calças de cintura elástica e camisolas de velha, literalmente da gaveta da avó... as lojas da moda estavam interditas ao tamanho dela.

A foto está hoje colada no espelho para eu me lembrar sempre onde eu já estive um dia. 
Está lá para me mostrar que eu consigo tudo o que eu quiser... que eu sou uma vencedora... que eu mereço sentir-me bem comigo...

Mesmo nos dias em que eu não me sinto uma vencedora e que ultimamente têm sido muitos.

Ultimamente e inconscientemente, tenho desviado o meu sentimento do orgulho do longo caminho que já percorri para o arrependimento dos passos atrás que tenho dado.

E apesar de ouvir amiúde que eu sou uma guerreira, uma pessoa extraordinária com uma garra imensa, esse sentimento dentro de mim tende a desvanecer-se.

E eu tenho de voltar a acreditar nisso!!

Porque eu tenho um medo incrível de voltar a ser a pessoa de olhar triste da foto.
Tenho medo de não me aperceber de estar a voltar a trilhar esse caminho,
Porque eu nem quando for velha quero voltar a ser obrigada a vestir roupa de velha.
Porque daqui a 10 anos eu quero olhar para as minhas fotos de 40 e sentir orgulho na pessoa que lá vejo e não pena como sinto ao olhar para a foto de 24.
Porque de algum modo eu desperdicei os melhores anos da minha vida a achar que eu não merecia amar-me e mimar-me, quando na verdade o meu corpo é o bem mais precioso que eu tenho e eu tenho de o amar e de cuidar dele.

Eu mereço sentir-me bem na minha pele. Eu mereço olhar para as fotos e pensar Porra, estavas bem! em vez de ter pena e vergonha de mim.

Eu nunca mais quero sentir isso de mim...

Não posso dizer que tenha adorado os meus vinte. Sim, foi a altura mais marcante da minha vida, foi quando nasceu a minha filha, um marco, para quem, como eu, nasceu para ser mãe. Por isso fico triste por o sentimento que tenho ao olhar para o eu da altura seja pena e vergonha.

Dos meus trinta já gostei mais, principalmente estes últimos anos, mas tenho em crer que os quarenta serão ainda melhores. A maturidade aliada à descontração e a uma certa dose de loucura, levam-me a pensar mesmo isso...

Só tenho mesmo é de voltar a acordar a guerreira, a pessoa extraordinária que parece andar adormecida dentro de mim...

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Hoje é dia de introspeção


Hoje é dia de por ordem nos macaquinhos do sotão.
Hoje é dia de arrumar as gavetinhas da imaginação.
Hoje é dia de descer das nuvens e definir prioridades.
Porque a vida é repleta de cores, de imprevistos, de pequenas felicidades.
E porque eu as quero aproveitar a todas.
Porque eu quero ser feliz aos pouquinhos.
Porque um dia eu vou querer olhar para trás, sorrir e pensar: fui feliz! A minha vida valeu a pena.
Hoje é dia de olhar para dentro de mim e organizar-me.
E quando tiver as minhas gavetinhas todas arrumadinhas, todas em ordem, organizadinhas por cores, sei que vou sentir um alívio incrivel e a sensação de felicidade, de paz interior e de serenidade vão florescer em mim.

E eu mal posso esperar por essa sensação...

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Finalmente Lena!!



Depois de anos e anos a cultivares a tua própria baixa auto-estima...

Mesmo depois de ouvires vezes sem conta que tu és especial e única, mas lá no fundo não o interiorizares por não conseguires ver isso em ti...

Depois de tantas e tantas palavras que escreves de auto-incentivo mas sem acreditares que se aplicam a ti a 100%...

É a melhor sensação do mundo começares a aperceber-te como estavas errada...

É a melhor sensação do mundo começares a ver as tuas coisas boas, aquelas que os outros sempre viram em ti, mas que sempre estiveram ocultas dos teus olhos...

Perdi tanto tempo a inferiorizar-me que agora só me apetece gritar ao mundo como me sinto bem...

Finalmente Lena!! Sim, finalmente, mais um ensinamento que tem de vir de dentro para fora...

E é uma sensação de bem estar e de paz incrível!!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Da (i)maturidade dos 40


Nunca pensei que aos 40 tantas das minhas certezas absolutas se esfumassem numa néoa transparente.

Sempre pensei que aos 40 já me fosse sentir uma senhora. Quando eu tinha 15 anos, uma senhora de 40 era velha respeitável e tinha ideias completamente diferentes das minhas; devia usar cabelos curtos com mise, vestir saia pelo joelho e calçar sapatos de tacão...

Eu aos 40 uso jeans, sapatilhas e t-shirts com bonecos.
Uma senhora de 40 anos devia usar uma carteira discreta em pele preta ou castanha...

A minha é da Charmmy Kitty
Sempre pensei que aos 40 mesmo apesar dos meus esforços, fosse sentir na pele a generation-gap com a minha adolescente de 13, tal como senti quando eu era a adolescente de 13... vai-se a ver, a primeira coisa que ela me diz quando chega a casa é: Mãe, updata-me... o que se passou hoje no Twitter? Há novidades?

Uma senhora de 40 anos devia discutir com a adolescente por ela querer encher o quarto com artistas da moda "essa praga que corrói as mentes adolescentes" pensaria uma senhora de 40...

Em vez disso, esta "senhora" de 40 dá ideias à filha, baba pelas fotos que ela escolhe e orgulha-se das ideias e ações que os ídolos dela partilham com os fãs. Quem me dera ter tido ídolos destes na minha juventude... crescer teria sido uma tarefa bem mais fácil...

Tempos houve em que eu valorizava os bens materiais. Comprar uma roupa, uns sapatos bonitos, fazer uma decoração nova na sala, tudo isto me fazia feliz; podia usar e admirar as peças todos os dias! True hapiness... não conseguia perceber como as pessoas gastavam tanto dinheiro em viagens, jantares e convívios se aquilo passava tudo num ápice... que desperdício!

Pois aos 40 eu quero é viver de emoções!!

Passar um fim de semana numa casinha amorosa só porque sim? Bora lá!

Bilhetes VIP para um concerto que queremos muito ir? Junta o guito e nem olhes para trás! Ah o concerto é em Madrid? Haja dinheiro para esta extravagância e aproveitamos para conhecer a cidade!

Uma senhora de 40 não deveria ter estes devaneios. Devia ser responsável e dizer à filha adolescente "Tem mas é juizo!" em vez de dizer "Vamos ao concerto em Madrid ou Barcelona?"

Quem diria, Sweet, viver de recordações, de momentos, de pequenos prazeres é um milhão de vezes melhor do que viver rodeada de bens materiais...

Este ensinamento veio com a (i)maturidade dos 40.

Aos 40 estou finalmente a viver a vida ao máximo sem me importar com opiniões alheias...e afinal não é errado pensar em mim primeiro de vez em quando...

Aos 40, mesmo com altos e baixos, consigo finalmente começar a aceitar-me como sou, sempre tentando limar umas arestas aqui e ali e ficar feliz com isso.

Porque eu quero ser feliz. Porque eu mereço ser feliz. Porque eu sinto-me bem com a pessoa que sou aos 40. Porque cada vez me sinto melhor na minha pele. Porque eu quero viver tudo o que tenho direito. Mesmo que não seja apropriado para uma senhora de 40.

Tenho para mim que nem aos 80 eu vou ser a típica senhora de 40 cujo retrato tracei na minha cabeça...

sábado, 23 de abril de 2016

Dos pequenos enormes prazeres da vida


Já me tinha esquecido do prazer enorme que é vestir a minha camisola da Minnie, as minhas calças de treino confortáveis, calçar as minhas sketchers fofinhas e sair porta fora numa manhã cedo de sábado com o sol ainda a espreitar envergonhado por entre as núvens...

Na varanda do 1o andar a vizinha tem todos os tapetes a arejar e começa a sua azáfama de sábado...

As persianas da minha casa permanecem fechadas, lá em casa a azáfama é bem diferente. Os dois ainda dormem, só eu saí para a rua ainda meia adormecida, mas já com os 5 Seconds of Summer a encher-me um dos ouvidos.

"Ah! Já me tinha esquecido de como adoro isto... " Não resisto e encho os dois ouvidos com os acordes da minha música preferida!

O ritmo da caminhada é ditado pela música...

Passos rápidos, ritmados e enérgicos quando a Permanent Vacation aparece no shuffle... pensamentos felizes, apetece-me saltitar, quase correr...

Passos mais lentos, pensamentos mais melancólicos quando os acordes da Amnesia se fazem ouvir... ainda assim, o prazer é o mesmo.

Parece patetice. Por vezes sinto-me uma adolescente de 16 anos a buscar prazer, companhia e o significado da vida na música... afinal aos 40 eu devia ser uma adulta mais adulta, mas no fundo continuo a sentir-me uma menina e sinto-me bem com isso.

Amanhã volto a sair de casa com as minhas calças confortáveis, as minhas sapatilhas fofinhas, a minha musica aconchegante... só eu e os meus pensamentos delirantes!

sábado, 16 de abril de 2016

Eu posso parecer de ferro, mas por dentro sou de vidro


É surpreendente como a mesma pessoa pode vestir tantas facetas diferentes.

Eu, pelo menos.

Na minha vida profissional sou a Helena. Considero-me uma pessoa confiante, empreendedora, segura das minhas decisões, vou com elas até ao fim.

Na minha vida familiar alargada e para alguns amigos mais chegados sou a Lena. Considero-me uma pessoa um pouco fechada, que parece dar uma importância relativa às coisas, quando na realidade não é isso o que acontece. Gosto imenso das pessoas que me rodeiam, mas a capa que criei faz com que me seja difícil expressar isso mesmo.

Na minha vida familiar restrita sou a Mãe e a Lena. Considero-me o centro das decisões, planeio, organizo, invento, faço acontecer, amo, acarinho. Tenho imensas dúvidas como mãe, mas muito mais certezas de como quero ajudar a filhota a crescer. Sei que tenho feito um excelente trabalho.

Na minha vida virtual sou a Sweet. Considero-me pro-ativa, (auto) motivadora, pouco dada a auto-comiseração e a baixar os braços. É este o meu prazer secreto onde busco e ofereço conforto e motivação.

E depois na minha vida privada, aquela em que sou só eu e a minha consciência, sem ninguém à volta, sou EU. Continuo a considerar-me uma pessoa insegura, cheia de incertezas, mas também cheia de paixão pela vida. Quero viver plenamente, não quero deixar nada por fazer ou dizer; não me quero arrepender de nada, mas caso aconteça, que seja do que fiz e não do que não cheguei a fazer.

São estas facetas todas tão diferentes, que de algum modo se completam e formam a pessoa em que me tornei. E o estranho para mim é como me consigo sentir por dentro de uma maneira e transparecer para o mundo outra tão diferente.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

A melhor sensação da vida...


Paz interior.

Sentir o que sente aquela florzinha tão singela que é suavemente abraçada pelos primeiros raios mornos do sol de março...

Sentir o que sente a borboleta quando finalmente sai do seu tosco casulo para viver em pleno a sua bela vida...

Sentir o que sente a terra árida e ressequida pelo calor tórrido do verão quando é acariciada pelas primeiras gotas das chuvas de outubro...

Sentir o que sente a folha amarelada quando finalmente dá por concluída a sua bela vida e se liberta do ramo que sempre a prendeu e aproveita a breve sensação de liberdade ao ser levada suavemente pelo vento do outono...

Sentir que aos quarenta estou finalmente a viver a vida com a tranquilidade que sei que mereço.
O filme que passava em loop na tela enrugada da minha mente tem vindo aos poucos a dar lugar a um outro que deixa para trás algumas inseguranças e incertezas e que tem a Sweet no papel principal.

terça-feira, 1 de março de 2016

Na loucura...

... abri os cordões à bolsa e presenteei-me com umas roupinhas novas.

Em jeito de celebração.

Porque adoro sentir que fiz as pazes comigo... a sensação de paz interior é imensa!

E porque março cheira a Primavera, cheira a cores pastel, rosa, azul claro, verde-água, coral. Cheira literalmente a flores, a sol morno que nos aquece tanto o corpo como a alma. E cheira principalmente a dias maiores em que consigo chegar a casa ainda de dia.


Casaco da Springfield.
Sabes quando vês uma coisa na montra e TENS de a trazer?...
Foi mais ou menos isso...

Da Tiffosi. Desde que experimentei não quero outra
coisa. Valem todos os cêntimos que pago por elas.

Trouxe logo duas, porque as que tenho já têm
buracos e não é dos fashion...

Só porque eu mereço!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Be Happy!!



Tenho de admitir que 2015 foi um bom ano.
Foi o ano em que entrei nos 40, supostamente (esperemos) metade da vida.
 
Este ano vivi mais do que nos outros, vivi novas emoções, fui mais além, descobri coisas sobre mim que não sabia, fui mais feliz. Gosto de parar um pouco e dar graças ao que tenho que é muito.
Para 2016, quero somente o mesmo, sentir-me feliz com quem sou e com quem me rodeia.