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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Da (falta de) rotina


A Bia está doente desde terça.

Acho piada às opiniões alheias que acham estranho eu ficar em casa com ela apesar de a poder deixar com os avós. Eu sempre achei que uma criança doente quer sempre a mãe perto. Não é o pai, não é a avó ou o avô é a mãe. E mesmo já sendo uma autêntica adolescente, nem eu me sentia bem se não ficasse a cuidar dela.

Não critico quem opta por recorrer à ajuda preciosa dos avós, simplesmente não é para mim, pronto!

Ora, são já 3 dias em casa 24/7 longe das rotinas habituais e confesso que a "dieta" foi completamente por água abaixo.

Podia ter aproveitado para fazer umas sessões de elítica, mas preferi passar hooooras no sofá a adiantar o meu tapete de ponto de cruz.

Podia ter-me entupido de litradas de água e chás, mas até ao almoço ando a tentar acabar com os sumos da festa de aniversário.

Podia ter-me dedicado às sopas e às saladas, mas não, fiz comidinhas boas só porque sim e fartei-me de petiscar porcarias pouco tempo depois do almoço por puro aborrecimento.

Conclusão: ficar em casa dá cabo do esquema. Gosto muito de tratar da minha filhota, mas já sinto falta da minha rotina. Consigo controlar-me muito melhor fora de casa, sem dúvida nenhuma.

A princesa já está como nova e voltamos a entrar nos eixos brevemente.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Do juízo


Eu: Queria fazer outra tattoo...
Bia: Também quero...
Eu: Quando fizeres 16 anos...
Bia: 18...
Eu: Tens mais juízo do que eu :-D...

Desta vez queria tatuar o interior do pulso direito, algo que simbolizasse o meu amor próprio, a minha autoconfiança.

Gosto imenso desta... vamos ver

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Para mais tarde recordar

Deitadas cada qual na sua cama a trocar fotos e mensagens no Twitter

Se há dúvida que não tenho é que eu nasci para ser Mãe. 

São já 14 anos de um ser moldado com infinita ternura. E esse amor que eu julgava que se fosse acalmando com o passar dos anos, tem laivos constantes de paixão assolapada.

- Não dês tanto colo à menina que ela vai ficar mal habituada!
Tanta vez ouvi esta frase da minha mãe e da minha avó quando a menina nasceu! De todas as vezes a ignorei! A Bia adormecia sempre aconchegada no meu colo.

- Ela está tão cosida contigo... depois vai custar-te muito...
Depois logo se vê! Tenho um laço com esta miúda como nunca imaginei ser possível. Às vezes tenho medo de não ter espaço no meu coração para tanto amor.

- Mãe, quero mostrar-te esta música/vídeo... Gostas?...
(1 semana depois) Então, já pesquisaste mais o que te mostrei?... Gosto mesmo disto!
Eu deixo de passar um cesto de roupa a ferro para ficar sentada no sofá com ela a ver o This is us dos 1D porque afinal os moços de boyband oca não têm nada e o Harry Styles não é o convencido que eu pensava, mas sim um fofinho com uns olhos e um sorriso lindos!
Podes gostar dos 1D e estar na lane do Harry, desde que não estejas na lane do Louis, essa é a minha!...

E o hubby olha para nós embevecido e com três pensamentos simultâneos: WTF?! e Já não me bastava uma, agora são duas! e ainda Olha para elas, não vivem uma sem a outra...

- Queres ir sair no fim de semana, filha?... - Sim, vamos andar de carro as duas!
Nós as duas, eu a conduzir, ela ao meu lado, música a tocar suficientemente alto para ela não me ouvir a cantar e lá vamos nós... sem destino, sem hora de regressar!

- Gostas que eu me interesse pelas tuas coisas ou achas que me estou a intrometer demais?
Sim, eu pergunto-lhe! A Lena de 14 anos era tão diferente da Bia de 14 anos! A Lena já estava fechada na concha parva da adolescência; já não dava troco aos pais. A diferença de mentalidades era brutal e chocávamos imenso. A Bia de 14 anos sabe que pode contar tudo à mãe sem medo de julgamentos. Sei que eventualmente ela se vai fechar, porque todos temos a concha parva da adolescência no adn; já reparei que se fechou para a maioria das pessoas, mas comigo continua a ser a mesma.

- A tua filha vai comprar umas botas pretas? Ela já anda de calças pretas e muitas vezes de camisolas pretas... ai não deixes...
Ela veste o que gosta, mãe! E depois se agora gostar de se vestir de preto de vez em quando, qual é o mal? Posso dar-lhe a minha opinião, mas não a obrigo a nada. Conheço bem a menina que está por detrás das roupas... e é a mesma!

- Ai mãe só tens roupas infantis!!
Essa fez-me rebolar a rir! Realmente, eu tenho camisolas com o Mickey, com florzinhas e roupas mais pipizinhas... tenho uma t-shirt que diz "I'll never be too old for Disney!" E comprei porque é verdade!!

At fourty I feel like fourteen!!
Como se estivesse agora a viver uma segunda adolescência com a liberdade que não tive na primeira e com a vantagem de a estar a partilhar com a minha pessoa preferida.

Mum goals!!!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Aaahhhh!!...


- As manhãs frescas e tardes ainda amenas
- O conforto da manta no sofá
- Os tapetes de folhas secas no chão para pisar
- As árvores pintadas de vários tons de castanho-avermelhado
- O prazer da chávena de chá quentinha
- O por do sol mais intenso
- Tardes de sábado com maratonas de séries enquanto morrinha lá fora

Sou mesmo uma pessoa de outono (ou não tivesse nascido em novembro), é a minha estação do ano preferida.

A única coisa que realmente não gosto é dos dias mais curtos e noites mais longas... de resto é perfeito!

Começa hoje às 3 da tarde.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Olha olha...

https://www.instagram.com/_lena_sweet_/
Sweet
A Sweet está no instagram! Aquilo é engraçado...

Não que eu ponha lá muita coisa de jeito, mas se quiserem seguir, estão à vontade.

sábado, 27 de agosto de 2016

De coração cheio

No seguimento do post anterior...

Making teenage dreams come true
Radiante por ter feito parte da realização deste sonho.

domingo, 7 de agosto de 2016

Da pureza das crianças


- Tia, porque é que os teus pés são tão gordos?!
- ....
- Se calhar tens de ir ao médico...

A minha sobrinha de 5 anos ficou sem resposta e eu, mais uma vez, levei um safanão para ver se acordo de uma vez.

Tenho saudades de vestir as calças brancas e que agora não consigo apertar o botão.
Tenho saudades de vestir a blusa azul que comprei apertada, mas que consegui que me servisse na perfeição e que agora já não aperta de novo.
Tenho saudades do bater forte do coração depois de uma hora de caminhada.
Tenho saudades de me levantar de noite para fazer mais um chichi por ter bebido tanta água durante o dia.
Tenho saudades de ver o número da balança descer ao sábado de manhã como recompensa de uma semana saudável.
Tenho saudades de não estar dependente dos doces.
Tenho saudades de me sentir em paz com a minha consciência.

O hubby desvaloriza e diz que eu NUNCA mais na vida vou voltar ao ponto de partida. Eu não tenho tanta certeza. Sinto que é tão fácil lá voltar! Basta desligar-me de mim e num abrir e fechar de olhos estou lá de novo.

Não quero lá voltar. Não posso lá voltar. É um sítio escuro onde tudo era mais importante do que eu. Eu mereço muito mais. Eu mereço sentir-me bem comigo e mereço sentir orgulho em mim.

Sei que depende só de mim, mas não me lembro de como o fiz...

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Não gosto de me sentir assim


Indisciplinada
Entupida
Inchada
Baldas
Pesada
Descontrolada
Enferrujada
Overwhelmed

Preciso de voltar a sentir orgulho em mim e não estou a conseguir...

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Das pequenas descobertas

Muito de vez em quando encontro uma música que me toca de uma maneira tão profunda que não a consigo ouvir sem uma lágrima a escorrer-me pela face.
 
É o caso desta. É como se o meu atual Eu falasse com o meu passado Eu...
 
 
 
Your hand fits in mine like it's made just for me
But bear this mind it was meant to be
And I'm joining up the dots with the freckles on your cheeks
And it all makes sense to me
I know you've never loved the crinkles by your eyes when you smile
You've never loved your stomach or your thighs
The dimples in your back at the bottom of your spine
But I'll love them endlessly
I won't let these little things slip out of my mouth
But if I do, it's you, oh it's you, they add up to
I'm in love with you and all these little things
You can't go to bed without a cup of tea
Maybe that's the reason that you talk in your sleep
And all those conversations are the secrets that I keep
Though it makes no sense to me
I know you've never loved the sound of your voice on tape
You never want to know how much you weigh
You still have to squeeze into your jeans
But you're perfect to me
I won't let these little things slip out of my mouth
But if it's true, it's you, it's you, they add up to
I'm in love with you and all these little things
You never love yourself half as much as I love you
You'll never treat yourself right darling but I want you to
If I let you know, I'm here for you
Maybe you'll love yourself like I love you oh
I've just let these little things slip out of my mouth
Because it's you, oh it's you, it's you they add up to
And I'm in love with you (all these little things)
I won't let these little things slip out of my mouth
But if it's true, it's you, it's you they add up to
I'm in love with you, and all your little things


segunda-feira, 18 de julho de 2016

Há dias assim...


... em que me sinto cinzenta... murcha... em que a lágrima está sempre pronta para saltar cá para fora... em só me apetece sentar num canto sossegada sem falar com ninguém...

Nestes dias, só um miminho destes me faz sorrir... quem diz que as amizades virtuais não são reais não sabe mesmo do que fala... Obrigada Sweet!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Das minhas inseguranças


Foram muitos anos a ignorar o espelho do quarto e a balança da casa de banho.
Foram muitos anos a aceitar que eu era tão grande que só a roupa de velha me servia.
Foram muitos anos a fingir que isso não me incomodava.
Foram muitos anos a cultivar a política da baixa autoestima.
Foram muitos anos a tratar o meu corpo como um balde do lixo.

E depois nasceu a minha filhota. Aquela que observava todos os meus passos. Aquela que sorvia todos os meus ensinamentos, mesmo os mais ínfimos. Aquela para quem eu tinha de ser a melhor.

E eu mudei.
Quis mudar porque ela merecia ter o melhor role-model que eu lhe pudesse dar.
Quis mudar porque eu merecia ser o melhor que eu pudesse ser. Eu merecia ser feliz em todos os aspetos da minha vida.
E continuo a mudar todos os dias. Às vezes para melhor, outras para pior...

Mas foram muitos anos a enxovalhar-me a mim própria e continua a ser difícil olhar para o espelho do quarto.

Eu olho para o espelho e o que vejo é a celulite das coxas, o inchaço dos tornozelos, as estrias da barriga, o peito descaído, os braços flácidos...
É muito a custo que consigo ver como gosto do meu nariz empinado, como gosto dos meus lábios perfeitinhos, como gosto dos meus pés, como gosto do tamanho do meu peito, como gosto do meu pescoço. E foi só quando a minha filha me disse que gostava de ter os olhos da cor dos meus é que eu me apercebi como eles eram bonitos...

Eu ainda olho para o espelho e só consigo ver que as minhas ancas continuam largas, que as minhas coxas continuam grossas e que o pneuzinho da barriga continua inflado.
É a muito custo que consigo admitir que apesar de toda essa "anormalidade" e "enormidade", o meu corpo mantém as proporções harmoniosas que realmente tornam uma mulher bonita.
Roliça sim, mas harmoniosa.

Olhando à volta, todos os dias somos bombardeadas com imagens de corpos perfeitos...

As lojas da moda determinam se és "boa" o suficiente para teres o privilégio de comprares as suas roupas, ou se o tamanho maior não te passa dos joelhos...
Os espelhos dos provadores... ahh os espelhos dos provadores, fujo deles a sete pés... não há uma vez em que eu me olhe num espelho desses e não pense: Como é que saíste assim de casa, mulher?!

Os piropos... esses estão reservados para as que são mesmo "boas"...
E quando recebes algum, mesmo assim pensas que estão no gozo contigo... não consegues acreditar que seja dito de coração, simplesmente porque não te vês como "Boa!"... é preciso quase uma dissertação sobre o tema para acreditares :)

E depois há dias em que olhas descontraidamente para um qualquer espelho num corredor de um shopping e pensas Eh lá! Estas calças ficam-me bem... pareço mais magra... porque se calhar até estás a ver aí o que todos os outros veem! Porque o raio da imagem que vês refletida no espelho do quarto não é a imagem que os outros têm de ti.

Porque se tu um dia não viste como eras enorme aos 98 - e eu juro pelas alminhas que nunca vi no espelho a mulher que hoje vejo em fotos daquela época - se calhar a imagem que vês no espelho continua a ser uma imagem distorcida de ti.

O hubby esteve ao meu lado em praticamente todas as fases da minha vida, desde a melhor à pior e sempre me disse que eu sou perfeita como sou. Que não se importa com o meu tamanho, que me ama a mim, pelo que sou, mas que compreende que se eu não me sinto bem, trabalhe para o modificar e me apoia incondicionalmente.

E eu dou por mim a pensar: desperdicei tantos anos da minha vida descontente com o que vejo no espelho porque não chega nem perto dos padrões "ideais" quando podia ter simplesmente ter feito as pazes comigo e aceitar-me e amar-me como sou...

Apesar disso, apesar de eu já ter mudado tanto o meu modo de vida, o meu modo de pensar, apesar de começar a fazer as pazes comigo, eu ainda não consigo olhar-me no espelho sem me focar nos meus pontos negativos. Porque no fim de contas, eu estou tão longe do que a sociedade definiu como "ideal"...

E depois há a perspetiva descomplicada dos homens sobre o assunto... este chorrilho de dúvidas, deve ser completamente incompreensível para eles...
Eles realmente devem olhar para nós com a cabecinha de lado, tal qual os cachorrinhos quando não percebem o que estamos a fazer.

- Queres comer? Come.
- Sentes-te pesada? Mexe-te.
- Se não te sentes bem, faz algo quanto a isso. Agora, não vale a pena andares só a chafurdar em auto-comiseração, sem mexer uma palha.
- Para que te martirizas?!

Simples assim...

domingo, 26 de junho de 2016

Custa-me imenso admitir, mas...

Homens e mulheres vivem em universos paralelos.

Ter um amigo homem com quem podes conversar abertamente é uma mais valia para qualquer mulher.

Dá-nos uma visão completamente diferente de um sem número de situações do dia a dia. Eles têm uma visão da vida mais simplista, eles descomplicam o que nós , pela nossa natureza, complicamos.

Eles são básicos. Nós somos complicadas. Para eles há preto e há branco. Para nós há inúmeros tons de preto e um sem número de variações de branco.

Se nós, de vez em quando, os escutarmos, conseguimos perceber como gastamos tanto do nosso tempo em coisas inúteis e canalizamos tanta da nossa energia para situações negativas.

Eles são práticos. Nós precisamos de dar uma volta imensa ao assunto até chegar precisamente à mesma conclusão que eles chegaram já há que tempos...

Basicamente isto:

Às vezes, aceitar ver a perspetiva simplista de um homem sobre determinado assunto é um bálsamo para a alma, desde que ele também respeite a nossa perspetiva enredada sobre o mesmo.

E quanto mais percebo a mentalidade dos homens, mais os admiro. Quem me dera ser assim, descomplicada! A vida fica tão mais simples! Sortudos...

terça-feira, 21 de junho de 2016

Adulta de chocolate :)



Vi esta expressão no blog da Joana e fiquei completamente deliciada!

É precisamente como eu me vejo na minha vida: sou uma adulta de chocolate...

Não sou uma adulta à séria, sou uma menina crescida, com uma maturidade imatura...

Uma adulta de chocolate usa all stars e calças de ganga... usa porta moedas da Hello Kitty e mala à tiracolo da Sininho...

Uma adulta de chocolate consegue amar os que a rodeiam, mas já consegue amar-se e colocar-se a si própria em primeiro lugar...

Uma adulta de chocolate tem duas tatuagens e morre de vontade de fazer um pequenino piercing mas ainda lhe falta um bocadinho assim de coragem...

Uma adulta de chocolate faz as coisas que lhe dão prazer, sem culpas... para uma adulta de chocolate, a vida só faz sentido quando é vivida assim... feliz... sem olhar para trás... sem remorsos...

Uma adulta de chocolate rebola no chão a brincar com a filha , partilha os fones com ela, interessa-se à séria pelo seu mundinho de adolescente e tem conversas intermináveis sobre músicas, lockscreens e olhos lindos...

As filhas das adultas de chocolate pensam que todos os adultos são assim e ficam orgulhosas de serem, também elas por arrasto, filhas de chocolate. São felizes... tal como as mães adultas de chocolate...

Gosto de ser uma adulta de chocolate. Gosto de pensar que me consigo manter naquela redoma docinha e protegida pelas minhas pessoas como mimada que sou.

Ser uma adulta de chocolate não é para todos, é privilégio de quem cresce mais em idade do que em mentalidade. O meu corpo pode ter 40 anos, mas a minha mente continua a vaguear na casa dos vinte, mas com o twist da maturidade dos quarenta.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Da Sweet vida virtual


Já ando na blogosfera há 6 anos!

Lembro-me de como se tivesse sido ontem do dia em que me sentei em frente do computador e criei o Sweet 68. O objetivo era torna-lo num diário pessoal onde eu pudesse descarregar frustrações e vitórias.

Logo no primeiro dia tive o meu primeiro comentário da Maria Bolacha e senti-me virtualmente abraçada. Afinal, por detrás do ecrã estavam pessoas reais com desvarios semelhantes aos meus... Quem diria!... Passei a sentir que o carinho virtual vale tanto como o real.

O Sweet 68 era sobre perda de peso e durou 3 anos. Eventualmente, o peso do nome começou a incomodar-me porque não conseguia atingi-lo e ao mesmo tempo já havia gente da minha vida real a mais a conhecê-lo e comecei a sentir-me menos genuína a escrever nele.

Foi então que surgiu o Life is Sweet com o tema de manutenção de vida saudável, numa fase em que eu comecei gradualmente a aceitar-me como sou e a sentir-me orgulhosa disso.

Neste momento, encontro-me numa fase intermédia destes dois mundos.

Por um lado, o meu peso subiu para os níveis do início dos Sweet 68 e quero voltar a focar-me não em dieta, mas em recuperar uma vida (ainda) mais saudável. Neste momento sinto-me pesada, inchada e estou a começar a não gostar da imagem que o espelho reflete. Se eu posso melhorar isso, porque não fazê-lo?

Por outro lado, e apesar disso, continuo a sentir orgulho em mim e do meu percurso, esse que é o fio condutor do Life is Sweet.

Às vezes acho que não vou saber recuperar... Não me lembro como fiz isso, nem como o hei-de fazer de novo...

A minha história é mesmo feita de altos e baixos, mas como alguém um dia me disse, a vida é mesmo suposto ser assim  _/\_/\_/\_/\_  porque quando a linha é contínua -------------- é sinal de que estamos mortos :-)

Como é que um dia consegui perder 30Kg?! Não sei... não me lembro e tenho um medo incrível de não o conseguir fazer novamente...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Desta cena da reeducação alimentar


Nos últimos tempos a impressão que me dá é que eu ando a fazer a DESeducação alimentar em vez de seguir a REeducação que me custou tanto a interiorizar...

Ele é suminhos, chocolatinhos, bolinhos, batatinhas fritas, folhadinhos... bota tudo!!

Sabes quando fazes um grande esforço e tens uma alimentação clean durante 2 dias, esses 2 dias custam-te horrores como se estivesses a fazer o desmame da droga que é o açúcar, mas o 3º começa a ser melhor e a partir do 5º dia já não te custa nada?...

Pois o contrário deveria ser igual, mas não é. Os primeiros 2 dias a comer porcarias não custam absolutamente nada e a seguir não consegues é parar... as drogas que são o açúcar, o sal, as gorduras, além de chamarem por ti, estão disponíveis em praticamente todo o lado sem teres de recorrer a um qualquer dealer manhoso.

E sair deste ciclo é difícil... muito difícil...

Para ajudar à festa, a sôdona inércia proíbe-me de encher o frigorífico com frutas frescas e legumes viçosos, obriga-me a pastelar no sofá e impele-me a abastecer a despensa com porcarias...

É certo que o tempo chocho não tem ajudado nada à festa... os dias ainda frescos e cinzentos não puxam por nós... os fins de semana fechados em casa entre trabalhos de casa e estudos de última hora não dão ânimo às tropas... a primavera que ainda não o chegou a ser não adoça as frutas da época de que eu gosto tanto e faz-me virar para as lambarices...

Sei que me cabe a mim dar o primeiro passo para dar a volta a isto. E é precisamente o que vou fazer.

Hoje vou à feira abastecer-me dos legumes viçosos e das frutinhas sumarentas.
O sol, se vier finalmente para ficar, vai encher-me de vitamina D.
O último teste do 8º ano vai ser feito amanhã, por isso os fins de semana serão de descontração nestes 4 meses.
E eu vou tentar enxotar a sôdona inércia cá de casa e por toda a família a mexer porque a deseducação tem minado a família inteira e isso não pode ser...

Vamos lá!!

terça-feira, 31 de maio de 2016

Da sôdona Inércia...



i·nér·ci·a
 
1. Falta de movimento ou de atividade.
2. Preguiça, indolência.
 

Ultimamente não me apetece fazer a ponta de um chavelho... mesmo aquelas coisas insignificantes, passo por elas, olho para elas e deixo-as estar só porque sim. Porque não me apetece...

É o par de calças que está aos pés da cama há 3 dias para arrumar...
É a bancada da cozinha que tem marcas das canecas do leite por limpar...
É a roupa que está no estendal por apanhar e dobrar... aahhh, ainda tenho de a dobrar...
É o par de sapatilhas à beira do sofá desde o fim de semana...
É o medidor da tensão arterial que continua na mesinha de cabeceira desde a semana passada quando senti tonturas...
É o saco do papel e do plástico já fora dos caixotes pacientemente à espera que os levem para o ecoponto...
É a cama que fica "a arejar" o domingo inteiro... até precisava era de ser mudada, mas só a trabalheira envolvida...
É a consulta que tenho de marcar no dentista, mas que... oh, amanhã...
É o telefonema que devia fazer mais amiúde para a minha avó...
É o jantar que devia deixar pelo menos planeado, mas que nem me apetece pensar...
É a desorganização que vejo diante dos meus olhos nestas pequenas coisas...

São as pequenas coisas que fazem parecer  que temos tudo controlado e organizado, aquelas que não custam nada, mas que nestas fases de inércia intensa parecem ser gigantescas...
Sei que há fases assim e precisava de um qualquer abanão para mexer isto.

O que eu odeio esta fase!! Sinto-me a arrastar-me e completamente inútil!

domingo, 22 de maio de 2016

Das manhãs de domingo


Ultimamente mesmo ao fim de semana acordo cedo. Sete da manhã e lá estou eu de olho arregalado, já nunca mais durmo...

Pego no telemóvel, passeio um pouco pelo twitter, pelo facebook, pelo blog, pelo instagram, pelo snapchat... distrai-me um pouco, mas rapidamente me encho ...

Cá em casa, as outras duas pessoas dormem a sono solto... a madrugadora sou só eu...

Sento-me no sofá com uma taça de cereais e ponho a  Anatomia de Grey que gravei durante a semana para ver no maior sossego possível...

Rapidamente acaba. E agora? Eles dormem... e eu dá-me ganas de ficar só com os meus pensamentos mas sozinha mesmo, para por as ideias em ordem...

Então pego na minha música e saio porta fora.

Levo a chave, o telemóvel e os fones. Não preciso de mais nada. Só preciso de me perder na música, de sentir o coração a bater mais forte pelo esforço da caminhada. Só preciso de me sentir de cabeça leve.

Gosto de sair sozinha com a música a invadir-me a alma. Gosto de sentir as endorfinas a invadirem o meu corpo em dose dupla: pela caminhada e pelo prazer da música.

Não consigo perceber porque me é tão difícil dar o primeiro passo se depois gosto tanto da sensação que uma caminhada solitária me dá.


domingo, 15 de maio de 2016

Bota cá pra fora...

Este é um daqueles posts escritos com o lápis da alma. Diretamente daquele sítio sombrio onde ninguém ousa entrar e de onde os pensamentos têm vergonha de sair...

Esta sou eu a expurgar os meus sentimentos mais obscuros...

Eu não gosto de ver fotos minhas do passado. 
Tenho vergonha de me ver nelas. 
Tenho vergonha de pensar que eu um dia permiti-me chegar onde cheguei.
Tenho pena de mim, de na altura pensar que eu não merecia lutar por mim, que aquilo era o melhor que eu podia ser, que não valia a pena eu esforçar-me para mudar... que eu não valia a pena...

Esta foto hoje está colada no espelho do meu quarto. 


Não gosto dela.
Olho para mim e vejo uma pessoa que apesar de sorrir, tem uma expressão triste. E é estranho, porque eu nunca me senti triste com a minha vida.
Aliás eu acho que nunca olhei para o espelho e vi a pessoa que vejo hoje nessa foto.
Eu nunca me apercebi de como estava tão grande.
A miúda dessa foto tinha 24 anos e usava calças de cintura elástica e camisolas de velha, literalmente da gaveta da avó... as lojas da moda estavam interditas ao tamanho dela.

A foto está hoje colada no espelho para eu me lembrar sempre onde eu já estive um dia. 
Está lá para me mostrar que eu consigo tudo o que eu quiser... que eu sou uma vencedora... que eu mereço sentir-me bem comigo...

Mesmo nos dias em que eu não me sinto uma vencedora e que ultimamente têm sido muitos.

Ultimamente e inconscientemente, tenho desviado o meu sentimento do orgulho do longo caminho que já percorri para o arrependimento dos passos atrás que tenho dado.

E apesar de ouvir amiúde que eu sou uma guerreira, uma pessoa extraordinária com uma garra imensa, esse sentimento dentro de mim tende a desvanecer-se.

E eu tenho de voltar a acreditar nisso!!

Porque eu tenho um medo incrível de voltar a ser a pessoa de olhar triste da foto.
Tenho medo de não me aperceber de estar a voltar a trilhar esse caminho,
Porque eu nem quando for velha quero voltar a ser obrigada a vestir roupa de velha.
Porque daqui a 10 anos eu quero olhar para as minhas fotos de 40 e sentir orgulho na pessoa que lá vejo e não pena como sinto ao olhar para a foto de 24.
Porque de algum modo eu desperdicei os melhores anos da minha vida a achar que eu não merecia amar-me e mimar-me, quando na verdade o meu corpo é o bem mais precioso que eu tenho e eu tenho de o amar e de cuidar dele.

Eu mereço sentir-me bem na minha pele. Eu mereço olhar para as fotos e pensar Porra, estavas bem! em vez de ter pena e vergonha de mim.

Eu nunca mais quero sentir isso de mim...

Não posso dizer que tenha adorado os meus vinte. Sim, foi a altura mais marcante da minha vida, foi quando nasceu a minha filha, um marco, para quem, como eu, nasceu para ser mãe. Por isso fico triste por o sentimento que tenho ao olhar para o eu da altura seja pena e vergonha.

Dos meus trinta já gostei mais, principalmente estes últimos anos, mas tenho em crer que os quarenta serão ainda melhores. A maturidade aliada à descontração e a uma certa dose de loucura, levam-me a pensar mesmo isso...

Só tenho mesmo é de voltar a acordar a guerreira, a pessoa extraordinária que parece andar adormecida dentro de mim...

Há 17 anos atrás...



... o dia foi assim.

Sentia-me feliz, era o meu dia de princesa! Foi tudo perfeito, exatamente como eu imaginei.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Hoje é dia de introspeção


Hoje é dia de por ordem nos macaquinhos do sotão.
Hoje é dia de arrumar as gavetinhas da imaginação.
Hoje é dia de descer das nuvens e definir prioridades.
Porque a vida é repleta de cores, de imprevistos, de pequenas felicidades.
E porque eu as quero aproveitar a todas.
Porque eu quero ser feliz aos pouquinhos.
Porque um dia eu vou querer olhar para trás, sorrir e pensar: fui feliz! A minha vida valeu a pena.
Hoje é dia de olhar para dentro de mim e organizar-me.
E quando tiver as minhas gavetinhas todas arrumadinhas, todas em ordem, organizadinhas por cores, sei que vou sentir um alívio incrivel e a sensação de felicidade, de paz interior e de serenidade vão florescer em mim.

E eu mal posso esperar por essa sensação...