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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Era mesmo isto que eu estava a precisar de ler!


Mais uma vez a blogosfera dá-me a mão, puxa-me para cima e demonstra-me por A + B que os macaquinhos que tenho na cabeça não moram só em mim, mas são transversais a imensas pessoas que têm as mesmas vivências.

Desta vez a conversa era sobre filhos adolescentes e não resisto mesmo a partilhar AQUI, quanto mais não seja para me relembrar que todas nós, umas mais outras menos, passamos por isto.

O que mais destaco desta maravilhosa conversa é isto "Esta separação é difícil mas só para os pais, há quem não queira deixar crescer mas isso não é possível, isso só vai provocar um abismo maior. O desapego para os miúdos é um processo normal e natural, como qualquer outro animal eles querem crescer e ir à sua vida."

O que há alguns dias me estava a parecer avassalador, está cada vez mais a encaixar-se na minha vida. Eu precisei de quebrar para aprender a adaptar-me a esta nova fase. Eu. Porque ela está mais do que adaptada.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Do dia da mãe


 
Foi o melhor dia da mãe de sempre!
 
Ela conhece-me como ninguém, então fez um postal cheio de significado e de mimo...
 
Dentro do envelope com o nome da minha música preferida de momento, tinha um texto onde ela abria a alma para mim como que em resposta a todas as minhas dúvidas e angústias dos últimos posts. E não, ela não os leu, mas sentiu-me e pediu-me só para lhe dar um pouco de espaço sem fazer filmes na minha cabeça e garantiu-me que o nosso amor é incondicional e eterno!
 
Adoro-te tanto que não tens ideia filha!!  

sábado, 6 de maio de 2017

E depois há dias assim...


Dias em que tudo volta a ser como dantes.

A carinha está mais sorridente, a conversa flui normalmente, o sofá enorme está desocupado porque estamos uma em cima da outra a estudar história...

E eu aproveito! Sempre!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Vocês são muito cosidas!"



Toda a minha vida ouvi esta frase da boca da minha avó, da minha mãe e até da minha sogra.

"Vocês são muito cosidas!..." - eu sempre senti orgulho ao ouvir esta frase dirigida a mim e à minha filha, mesmo que ela fosse dita com uma certa dose de apreensão. Eu sentia orgulho da relação única de cumplicidade que sempre tive com ela.

Quem a dizia, sentia uma certa apreensão quanto à altura de nos descosermos. "Depois vais sentir muito!..." E eu sorria e pensava "Sim, sim, depois logo se vê..."

Só que o "Depois" está a chegar... e muito depressa.

De há uns 2 meses para cá a adolescência assentou arraiais cá em casa. Com ela chegou a cara fechada, o silêncio, os resmungos, o normal, vá...

Para já ela continua muito caseira, continua a querer a nossa companhia ao fim de semana, continua a gostar de andar connosco de um lado para o outro... mas muito mais em silêncio, sem os sorrisos a que estávamos habituados, com conversas tiradas a saca-rolhas...

Eu sei que é normal, mas eu estou a sentir tudo na pele agora e está a ser um bocadinho avassalador para mim.

Eu, que tive uma adolescência difícil, carrancuda, de silêncios e resmungos, de segredos para com os meus pais, ponho-me agora no lugar deles e penso "Só espero que ela não seja como eu fui..."

E ela, do alto da sua sabedoria diz-me amiúde "Nem eu sou tu, nem tu és a tua mãe!", como quem diz "Não compares a nossa relação com a vossa"

Eu quero dar-lhe o espaço que ela precisa, não me importo de me descoser, mas não consigo faze-lo totalmente.

Em primeiro lugar, tenho de deixar de olhar para ela como a adolescente difícil que eu fui. Ela não é a Lena adolescente, ela é a Bia adolescente que sempre teve uma relação única com a Lena mãe.

Tenho de confiar nela e no trabalho que fiz até agora. Ela nunca me mentiu nem escondeu nada, não posso estar sempre à espera da primeira vez que isso aconteça.

Logo, tenho de deixar de sofrer por antecipação.

Tenho de lhe dar espaço e deixa-la respirar, apesar de só me apetecer mantê-la debaixo da minha asa.

Sei que eu é que tenho de me adaptar a esta nova fase, mas não pensei que fosse tão difícil.

É agora avó, que nos estamos a começar a descoser. Tu tinhas razão...

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Dos desabafos de mãe


Obrigada pelos comentários do post anterior, foram um bálsamo para a minha alma de mãe.

 Que eu vou ser sempre o seu porto de abrigo e que ela sabe disso, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas.

Ela às vezes na brincadeira diz-me: Tu não és o sol!, tipo, Eu não ando sempre à tua volta!

E eu penso, já não sou, mas já fui... e é o facto de deixar de ser o sol que me está a fazer confusão.

Eu sei que faz tudo parte da vida, do crescimento, também passei por lá, todos nós passamos... eu sei disso tudo!

Mas, até agora, ainda não tinha sentido na pele este descolamento dela de mim, só isso...

Eu não quero ser a mãe-melhor-amiga, quero ser a mãe-melhor-do-mundo, não quero ser a chata, nem a desinteressada. Estou lentamente a aprender a dar-lhe o espaço que ela precisa quando ela precisa, mas mantendo-me por perto.

Mais uma vez, e como em tudo, é uma busca incessante pelo equilíbrio, para nos mantermos todos felizes.

domingo, 16 de abril de 2017

Porque é que ninguém me disse que isto ia ser tão difícil?!

Não há nada na vida que nos prepare para sermos mães de adolescentes.

Como é possível olharmos para aquele ser - que aos nossos olhos ainda é aquela coisinha indefesa e deliciosa que saiu de dențro de nós, que nós moldamos com tanto cuidado, do qual nós conhecemos até os mais ínfimos pensamentos, que anda sempre agarrado às nossas saias "mããee... mããee..." - e vermos que cresceu do dia para a noite, que já tem alguns segredos, algumas partes que nos é vedada. Há aquela faceta que só os amigos conhecem e quando temos um vislumbre pensamos: quem és tu e o que fizeste com o meu bebé?

É tão difícil!! Porque é que ninguém me avisou disso?

E eu tenho sorte. A relação que tenho com a minha adolescente é única em cumplicidade.

Ainda assim...

Sinto que ela está a querer voar, como é normal, eu sei, e eu só não sabia que era tão difícil. Vai sempre haver uma parte da vida dela que eu vou desconhecer e eu não estou ainda preparada.

Na semana passada, numa conversa franca com a minha cunhada que vive com os meus sogros, dizia ela: "A minha mãe conhece aí uns 3% da minha vida. Nunca eu tive com ela nem um bocadinho da relação que vocês têm. Tens sorte Bia!"

Há umas semanas atrás ela contou-nos uma coisa que muitos temem contar aos pais. Fiquei orgulhosa dela. Fiquei orgulhosa da relação que construímos com ela. Fiquei feliz por saber que ela sabe que seremos sempre o porto de abrigo dela e como ela é forte e corajosa.

Depois vieram todos os medos e dúvidas de mãe. E eu digo: não estava preparada para lidar com a adolescência. E é irónico! Eu... que fui uma adolescente difícil, não estou preparada!

A única coisa que sei neste momento é que tenho de levar isto passo a passo, sem conceitos pré-definidos.

Porque o que eu mais quero é que ela fique. Quero continuar a ser o porto seguro, mesmo em tempos mais agitados.

Eu estou aqui filha... sempre.

domingo, 12 de março de 2017

Desta coisa de ser mãe

Onde está a minha menina pequenina?...
Como cresceste assim de repente que não dei conta?...
Sei que fiz a coisa bem feita porque tu tiveste a coragem de te abrires comigo...
Estou sempre aqui para tudo o que precisares. Conta sempre comigo...
Coração de mãe raramente se engana...
Agora... cresce mais devagar sim?...

Mãe